MICROEMPREENDIMENTOS BALNEARES DO RAMO DE ALIMENTAÇÃO E O USO PÚBLICO EM RIOS ENCACHOEIRADOS NA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA) DA BACIA DO RIO MACACU, CACHOEIRAS DE MACACU, RJ.

Carlos Eduardo dos Santos Diniz

Resumo


O aumento populacional e da demanda pela prática de esportes, turismo e o lazer na natureza têm promovido o debate em torno dos impactos do turismo de massa em áreas naturais protegidas e em comunidades receptoras. A pesquisa pretende caracterizar aspectos da oferta e demanda turísticas através da avaliação da percepção de agentes diretos do turismo, microempreendedores (bares e restaurantes) que dispõem de mão de obra familiar e fazem do contato direto com a natureza uma vantagem competitiva em relação à concorrência, explorando trechos de rios com piscinas ou poços naturais. Os resultados indicaram que, em sua maioria, os entrevistados têm experiência anterior em comércio, obras ou contato com público, pretendem permanecer na atividade, migraram de outros municípios e, que a localização e a demanda turística ocasionada pela singularidade dos atrativos ensejam a criação de microempreendimentos de forma intencional e não-intencional. Em conclusão, sugere-se que o planejamento turístico aproxime as instâncias de governança para proteger e utilizar melhor os espaços privados e públicos de lazer já disponíveis, evite a atuação isolada e a competição entre os agentes locais pela oferta dos mesmos produtos e serviços.


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