Revista Cantareira https://periodicos.uff.br/cantareira <p>A Cantareira é um periódico semestral organizado pelo corpo discente do Instituto de História da Universidade Federal Fluminense e recebe trabalhos inéditos, teóricos ou empíricos, que contribuam para o desenvolvimento da pesquisa no campo historiográfico. Além das contribuições para o Dossiê Temático, a revista recebe artigos, resenhas e transcrições documentais em <strong>fluxo contínuo</strong>.</p> <p><strong>ISSN</strong> 1677-7794</p> Universidade Federal Fluminense pt-BR Revista Cantareira 1677-7794 <span>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</span><br /><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</li></ol></ol><br /><ol type="a"><ol type="a"><li>Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja <a href="http://opcit.eprints.org/oacitation-biblio.html" target="_new">O Efeito do Acesso Livre</a></li></ol></ol> O basilisco medieval em Harry Potter: História Pública, bestiários e cinema https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/41318 <p align="justify"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>A História Pública </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>é </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>molda</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>da</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span> através de um processo onde o presente </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>se </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>apropria e explora memórias de um dado passado. Um processo nem sempre guiado por historiadores, mas também por </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>outros d</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>aqueles dispostos a fazê-lo (como cineastas e escritores). A pesquisa elaborado nesse artigo </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>se </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>propõem a analisar como </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>esse processo </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>se </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>(re)apropriou </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>da figura mítica do basilisco</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span> através do cinema contemporâneo. Para isso serão analisados dois bestiários medievais </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>que estão em acesso aberto (online)</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>, </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em><span>Aberdeen University Library MS 24</span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>(</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em><span>Aberdeen Bestiary</span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>)</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>e o </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><em><span>Oxford, Bodleian Library MS. Bodley 764</span></em></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>,</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span> datad</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>o</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>s </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>entre o final do século XII e</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span> a primeira metade do século </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>XIII, além de traduções de seus textos </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>originais</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span> latinos para o inglês</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>. </span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>A pa</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>r</span></span></span><span style="font-family: Arial, sans-serif;"><span style="font-size: small;"><span>tir deles, serão feitas comparações para com a figura do basilisco no filme Harry Potter e a Câmara Secreta (2002).</span></span></span></span></p> Dandriel Henrique da Silva Borges Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Vinhos velhos em odres novos: a ressignificação de rituais tradicionais no Congresso de Carnaval da Juventude Batista do Oeste Paranaense https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/43461 Este artigo procura investigar a inserção de novos elementos midiáticos aos rituais convencionais da Igreja Batista, tendo como lócus de análise o Congresso de Carnaval “Intensidade”, organizado pela Juventude Batista do Oeste Paranaense (JUBOP). Por meio de observação participante no evento, realizado em março de 2019, e de questionários respondidos pelos seus organizadores, percebemos a busca por instrumentalizar a liturgia batista com elementos midiáticos, unindo espetáculo, lazer e ensino bíblico. Contudo, embora haja signos contemporâneos aceitos sem maiores controvérsias, algumas escolhas sobre pontos importantes da festa, como músicas entoadas e mensagens bíblicas ministradas, estão profundamente mergulhadas na tradição, mesmo que com outra indumentária, produzindo novas facetas do mosaico que constitui a identidade batista. Brandon Lopes dos Anjos Fábio André Hahn Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 O “guerreiro da trincheira”: a masculinidade em Tempestades de Aço, de Ernst Jünger https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/43952 <p>O presente trabalho aborda algumas consequências da Primeira Guerra Mundial na Alemanha, sobretudo a continuidade de seus efeitos em grupos mais à direita do espectro político, no período da República de Weimar. Para isso mobilizamos a obra <em>Tempestades de Aço</em>, de Ernst Jünger. Argumento que há em Jünger uma sobreposição de referências românticas e modernas na busca por fornecer algum tipo de sentido à Alemanha Pós-guerra. Esta sobreposição reflete-se de forma direta na representação da masculinidade, mobilizada como veículo de resposta ao caráter inefável dos tempos modernos.</p> Luis Guilherme Eschenazi Lucena Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Thomas Mann e sua mudança de perspectiva durante as guerras mundiais https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/44423 <h2 style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-language: PT-BR; font-weight: normal;">O presente artigo é parte de minha dissertação de mestrado, desenvolvida entre 2015 e 2017. Nesse trecho trato da contextualização das ideias de Thomas Mann antes e durante as guerras mundiais, quando apresentou-se uma transformação de seu posicionamento político, o qual dizia a princípio ser apolítico. Além disso, uma questão central a ser observada foi o conflito com seu irmão, Heinrich Mann, que condenou o militarismo e a posição alemã durante a Primeira Guerra Mundial. O pacifismo de Heinrich Mann o fez um dos grandes defensores da República de Weimar, enquanto seu irmão vivia a transição de seu posicionamento justamente naquela época. Tal mudança permitiu que Thomas Mann se tornasse um dos grandes intelectuais opositores ao partido de Hitler. </span></h2><h2 style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Arial',sans-serif; mso-fareast-language: PT-BR; font-weight: normal;">O presente artigo é parte de minha dissertação de mestrado, desenvolvida entre 2015 e 2017. Nesse trecho trato da contextualização das ideias de Thomas Mann antes e durante as guerras mundiais, quando apresentou-se uma transformação de seu posicionamento político, o qual dizia a princípio ser apolítico. Além disso, uma questão central a ser observada foi o conflito com seu irmão, Heinrich Mann, que condenou o militarismo e a posição alemã durante a Primeira Guerra Mundial. O pacifismo de Heinrich Mann o fez um dos grandes defensores da República de Weimar, enquanto seu irmão vivia a transição de seu posicionamento justamente naquela época. Tal mudança permitiu que Thomas Mann se tornasse um dos grandes intelectuais opositores ao partido de Hitler. </span></h2> Wander Luiz Demartini Nunes Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 D. Rodrigo de Sousa Coutinho no alvorecer do oitocentos: o projeto de império com sede no Brasil https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/44479 <p align="left">Este artigo analisa dois documentos, de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, “Memória Sobre o Melhoramento dos Domínios de Sua Majestade na América” (1797) e o “Parecer Sobre as Difíceis Circunstâncias do Momento Presente” (1798). A partir deles, percebe-se que esse ministro possuía um projeto político de império com sede no Brasil em concomitância com um projeto de reforma, liberalização e unificação do Império português. Dessa forma, este artigo debruçou-se, também, em compreender a relação entre o “espaço de experiência” desse agente histórico e as ideias contidas nesses escritos, através do contextualismo linguístico de Quentin Skinner e das categorias de análise fornecidas por Reinhart Koselleck.</p> Matheus Fernandes Albuquerque Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Uma categoria em disputa: definições e negociações em torno do trabalhador provisório na tramitação do Estatuto do Trabalhador Rural (1960-1963) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49347 <p><span style="font-weight: 400;">Neste presente artigo, pretendo analisar como os parlamentares brasileiros discutiram o regime jurídico do trabalhador temporário no processo histórico de criação da legislação trabalhista para o meio rural no Brasil. Para isso, serão examinados os anais da Câmara dos Deputados entre 1960 e 1963, período que marca a tramitação do Projeto de Lei (PL) que deu origem ao Estatuto do Trabalhador Rural (ETR), lei que garantiu aos trabalhadores rurais os direitos que até então só eram assegurados aos assalariados urbanos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - com adaptações ao trabalho rural. A despeito de o ETR não incluir a figura do trabalhador temporário na maioria dos seus dispositivos, isso não significa que essa categoria profissional tenha sido inserida, debatida, negociada ou mesmo deliberadamente retirada do texto sem discussões nas comissões especializadas ou no plenário da Câmara dos Deputados. Para melhor compreender esses debates, serão utilizados também livros escritos por políticos que participaram ativamente daquelas sessões parlamentares e obras produzidas por eminentes juristas do Trabalho da época.</span></p> Julio Capelupi Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Nas Tramas do Espaço: os estabelecimentos fabris nas freguesias urbanas do Rio de Janeiro entre 1830 e 1870 https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/48819 <p>Neste artigo analisaremos a inserção social e econômica de oficinas, fábricas e manufaturas no espaço urbano carioca entre 1830 e 1870. Discutiremos os mecanismos para criação e continuidade desses estabelecimentos perante a administração da cidade do Rio de Janeiro em um contexto de tentativa de retirada desses tipos de empreendimentos da região. Verificaremos em que medida o aporte de um documento de autorização seria importante ou não e como era esse processo de obtenção. Trataremos dos mecanismos para obtenção de licença junto à Câmara Municipal, assim como da aquisição do título de fábrica nacional junto ao Ministério do Império. Ao final, vislumbraremos que retirar os estabelecimentos fabris do meio urbano não foi uma tarefa fácil.</p> Daiane Estevam Azeredo Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 “Seria o fim do preconceito?”: a ditadura militar, o Itamaraty e a primeira diplomata negra do Brasil https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49751 <p><span class="TextRun SCXW264815553 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW264815553 BCX0">Historicamente, o acesso à carreira diplomática no Brasil restringiu-se a poucos, geralmente homens brancos pertencentes às elites nacionais. O estudo da trajetória de diplomatas que não fazem parte do perfil-padrão da diplomacia brasileira pode, assim, ajudar a compreender as estruturas que norteiam o processo de seleção a esses quadros. Mônica de&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW264815553 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW264815553 BCX0">Veyrac</span></span><span class="TextRun SCXW264815553 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW264815553 BCX0">&nbsp;(1957-1985), primeira diplomata negra do Itamaraty, ingressou no Instituto Rio Branco em 1979. À época, o órgão era alvo de críticas diversas: a imprensa afirmava que o processo seletivo à carreira era discriminatório; Abdias do Nascimento, intelectual e ativista, argumentava que o Itamaraty era racista. A ditadura militar brasileira, para contestar tais críticas, utilizou a aprovação de Mônica de&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW264815553 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SpellingErrorV2 SCXW264815553 BCX0">Veyrac</span></span><span class="TextRun SCXW264815553 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="none"><span class="NormalTextRun SCXW264815553 BCX0">, divulgando sua imagem, interna e externamente, como exemplo da “democracia racial” brasileira. Não obstante, sua breve carreira foi exceção à regra; a composição do quadro diplomático brasileiro pouco mudou, sendo as políticas de ação afirmativa elemento fundamental para essa mudança.</span></span></p> Ivan Andrew Campos Haxton Camilla Cristina Silva Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 “Flores tóxicas da noite”: uma análise da prostituição em Belém durante a ditadura militar- civil (1970-1976) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49339 <p class="western"><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">No presente artigo investiga-se sobre práticas de censura contra prostitutas na cidade de Belém/PA, que atuavam na chamada “zona do meretrício”, e nos bairros periféricos, a partir de notícias do jornal</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em> A Província do Pará, </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">no período de 1970 a 1976</span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;"><em>. </em></span></span><span style="font-family: Arial, serif;"><span style="font-size: small;">O estudo baseia-se em análise interseccional de gênero e classe. Objetiva-se entender a repressão sofrida por mulheres adultas e até mesmo crianças e adolescentes exploradas na capital paraense. A partir da análise do referido jornal, intuindo construir uma perspectiva de quem são essas mulheres que acabavam por se prostituir e serem, consequentemente, perseguidas pelo Estado. Parte-se do pressuposto que o debate de gênero não deve se desvencilhar da discussão de classe. A pesquisa busca evidenciar tais narrativas, na década de 1970, a partir do discurso jornalístico.</span></span></p> Jhenifer Denise Souza da Silva Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 A Quina (Cinchona) e o Império Português: explorações, transferências e aclimatações em uma perspectiva de imperialismo ecológico no século XIX. https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49082 <p>A partir de um conjunto variado de documentos buscamos evidenciar neste artigo a participação do Império Português nos projetos de exploração, transferências e aclimatações da árvore medicinal denominada Quina (<em>Cinchona</em>). Os projetos de exploração envolveram a América Portuguesa e os de transferências e aclimatações foram direcionados para as demais colônias em outros continentes, sobretudo a África. Seguindo o conceito de <em>imperialismo ecológico</em> apontamos em um primeiro momento para o incentivo à descoberta da árvore no Brasil, que integrava o objetivo de tornar Portugal independente do monopólio espanhol, em fins do século XVIII e início do XIX; em outra frente de investigação abordamos os modos, ainda que preliminares, pelos quais o Império Português buscou seguir os passos de outras nações europeias no que dizia respeito aos projetos de transferência e aclimatação da Quina para outras possessões coloniais. Empreendimentos que visavam facilitar a integração e fixação em novos territórios, haja vista ser a casca da Quina um recurso terapêutico importante para superar as barreiras impostas pelas doenças endêmicas nessas regiões tropicais.</p> Diego Estevam Cavalcante Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 As reflexões dos mercantilistas ingleses sobre a trajetória imperial espanhola e os seus impactos na formulação das concepções imperiais inglesas do final do século XVII e início do XVIII https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49337 <p>Este artigo tem por objetivo discutir as características do mercantilismo inglês do final do século XVII e início do XVIII mediante análise sobre a representação dos espanhóis nos escritos mercantilistas desse período. Para isso, foi tomado como base os textos de autores tories e whigs que abordaram aspectos da trajetória imperial espanhola, com destaque para as narrativas de mercantilistas ingleses que fizeram menção ou tentaram explicar a decadência espanhola durante o século XVII, as quais foram analisadas buscando identificar os impactos e desdobramentos que essas reflexões tiveram no pensamento desses autores e nas políticas concretas que passaram a ser adotadas pelo império britânico.</p> Felipe Mesquita Antunes Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 O papel das redes mercantis durante a Monarquia Hispânica: o caso da Capitania da Paraíba (1584-1600) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49334 <p>A mundialização gestada pelos ibéricos em finais do século XVI ganhou, à época, contornos superlativos, promovendo conexões transatlânticas que transformaram o curso da história, sobretudo, do ponto de vista econômico e cultural. Esse grande império (em extensão territorial e poderio militar) abarcou inúmeras conexões particulares que se entrelaçavam formando vínculos globais. Neste artigo buscamos estudar algumas trajetórias de personagens que construíram relações entre a América portuguesa e a Monarquia Hispânica. A inserção de clãs mercantis de grande reputação na conquista da Paraíba foi uma iniciativa pioneira na América portuguesa. A Fazenda Real, para subsidiar aquela empreitada, utilizou recursos de terceiros, contraindo, por exemplo, um empréstimo com o milanês Giovanni Batista Rovellasca, um dos principais mercadores estabelecidos na Corte em finais do século XVI.</p> Sylvia Brandão Ramalho de Brito Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Entre impérios: apontamentos sobre fronteira e contrabando de escravizados na Colônia do Sacramento no século XVIII https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49328 <p><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">Na região geográfica e histórica do Rio da Prata,</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;caracterizada como um espaço de fronteira,</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;o comércio ilegal de escravizados se desenvolveu&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">ampl</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">amente durante&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">a Idade Moderna. P</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">retendemos analisar a relação da Colônia do Sacramento</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">, entreposto comercial português na</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;região</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">,</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">com o espaço fronteiriço&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">do Prata&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">e com os impérios que a disputava</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">m,</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;o português e o espanhol</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">, através</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;do contrabando&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">ali&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">cometido</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">no século XVIII. Procuraremos discutir&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">o funcionamento do tráfico ilegal tendo a Colônia do Sacramento como ponto de interconexão das relações mercantis entre&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">os dois impérios.&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">Nosso objetivo é&nbsp;</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">compreender</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;o contrabando e</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;os</span></span><span class="TextRun SCXW179736693 BCX0" lang="PT-BR" xml:lang="PT-BR" data-contrast="auto"><span class="NormalTextRun SCXW179736693 BCX0">&nbsp;seus impactos na região, mostrando como o trato ilícito fazia parte do cotidiano daquela fronteira e conectava as pessoas que lá viviam aos circuitos comerciais em escala global.</span></span><span class="EOP SCXW179736693 BCX0" data-ccp-props="{&quot;201341983&quot;:0,&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6,&quot;335559739&quot;:160,&quot;335559740&quot;:240}">&nbsp;</span></p> Alana Thaís Basso Basso Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Diplomacia e espionagem em tempos de neutralidade: a missão de Joaquim Xavier Curado nos povoamentos espanhóis do rio da Prata (1799) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/48108 <p>O presente trabalho tem por objetivo analisar a missão secreta realizada pelo tenente-coronel Joaquim Xavier Curado no vice-reinado espanhol do rio da Prata, ocorrida no ano e 1799. Essa operação diz respeito a uma sofisticada iniciativa de espionagem que envolveu diversos núcleos da administração portuguesa em sua organização e execução, conectando autoridades subalternas e o alto escalão administrativo do príncipe Dom João à prática de espionagem. Em nosso estudo, identificamos a ação direta do gabinete do Príncipe Regente que, através do uso de um agente, buscou ter acesso a informações privilegiadas sobre as instalações e forças militares espanholas. Além do mais, observamos que a operação em si demostrava uma postura dúbia do governo português: a missão que ao mesmo tempo espionava, inseria-se em conjuntura de aproximação efetiva entre o governo português e espanhol em uma camada ainda maior de articulações e segredos que alinhava o governo lisboeta ao seu vizinho ibérico ao mesmo tempo em que o afastava de seu tradicional aliado inglês.</p> Tiago Vinicius Bonhemberger Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 A magia natural na obra de Francisco de Vitoria (ca. 1486-1546) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49327 <p>O presente artigo tem como objetivo principal o estudo do desenvolvimento da ciência na Península Ibérica, permitindo, portanto, uma abertura para a análise do pensamento erudito e do desenvolvimento do conhecimento científico neste recorte espacial durante o desenrolar da modernidade europeia. Nesse sentido, foi através do pensamento de Francisco de Vitoria e de seu método escolástico que nós pretendemos expor algumas características da ciência ibérica, os conceitos, matérias e autoridades que o teólogo dominicano utilizou para compreender e explicar as concepções da magia natural que estavam disponíveis à sua época. Em <em>De La Magia</em>, discurso feito por Vitoria diante da Universidade de Salamanca em 1540, o dominicano espanhol através da escrita escolástica conceitua a magia, reconhece o caráter em parte instrumental que ela carrega e analisa o potencial das artes mágicas. Buscamos compreender, assim, os aspectos da ciência ibérica produzida no início do Período Moderno.</p> Fabricio de Santana Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 A ordem político-administrativa para a comarca do Serro Frio nos primeiros anos da mineração de diamantes https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49345 <p>O presente texto propõe analisar as experiências da administração colonial produzida para uma localidade da capitania de Minas, a saber, comarca do Serro Frio, composta pelos Termos de Vila do Príncipe e Arraial do Tejuco. Objetiva-se assinalar como foi regida a ordem político-administrativa para estruturar este território&nbsp;mineiro nos primeiros anos da mineração, em razão do crescimento da exploração de diamantes. Assim, temos&nbsp;como intuito apresentar como foram estabelecidas diferentes ações governativas que almejasse sustentar os interesses régios sobre a extração de diamantes na região.</p> Joelmir Cabral Moreira Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Os casamentos das famílias da nobreza da terra de Pernambuco: família como base de reprodução social. Séculos XVII e XVIII https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/48953 <p>Muitas famílias de Pernambuco que se autointitularam como “nobreza da terra”, isto é, antigas estirpes, quinhentistas ou seiscentistas, que atuaram na Restauração contra o domínio holandês e passaram a reivindicar mercês e privilégios, mantiveram-se com alto <em>status</em> social na capitania de Pernambuco ao longo de todo o período colonial. Este artigo dedica-se a compreender quais os modelos de reprodução social da nobreza da terra com base na análise do destino dos filhos e filhas de oito famílias: Albuquerque, Carneiro da Cunha, Camelo Pessoa, Cavalcanti, Pais Barreto, Rego Barros e Vieira de Melo. Investiga-se quais as estratégias biossociais essas famílias desenvolveram para otimizarem recursos para sua sobrevivência. A análise da reprodução social dessas famílias desde seu assentamento na capitania até o terceiro quartel do século XVIII, as quais casaram a maioria dos seus filhos e filhas, busca compreender como o matrimônio foi relevante para a formação e manutenção de uma rede social e para o sucesso da reprodução biológica e social da nobreza da terra de Pernambuco.</p> Ana Lunara da Silva Morais Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Pena de morte e juntas de justiça: A criação das juntas de justiça na América portuguesa (1723-1750) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49118 <p>Neste artigo apresento como a alçada da pena de morte natural se organizou na América portuguesa a partir da criação das Juntas de Justiça, tendo como início deste estudo o ano de 1723, com a concessão de autorização para a criação da Junta de São Paulo. Destaca-se que a formação das Juntas ocorreu a partir da reivindicação de oficiais da justiça em fazer valer em seus domínios parte do Regimento dos ouvidores gerais das capitanias do Sul, que versava sobre a jurisdição para aplicar a última pena. As prescrições demandadas conferiam jurisdição para condenar à morte escravos, índios e peões brancos que de acordo com os referidos oficiais seriam os responsáveis pela alta incidência de “delitos atrozes” que estariam ocorrendo em suas respectivas regiões. Acreditavam que se lhes fosse concedida a capacidade de aplicar a pena de morte natural, tais crimes cessariam. Deste modo, requisitavam a pena última como um instrumento para a boa administração da justiça e manutenção da ordem.</p> Bárbara Alves Benevides Benevides Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Relatos de um país inquieto: análise crítico-textual da Noticia da sublevação (...) de 1720 https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/48790 <p>Este artigo propõe uma análise textual da <em>Noticia da sublevação, que nas minas do ouro preto houve no anno de 1720</em>, manuscrito sobre a revolta de Vila Rica pertencente ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP). Trata-se de texto relacionado a outro códice mais conhecido, o <em>Discurso historico, e político sobre a soblevação </em>[...] <em>de 1720</em>, mas com um perfil bastante singular. Nele, nota-se o peso da narrativa factual e uma preocupação em facilitar posteriores leituras. Com base na tese de Erich Auerbach sobre a novela no início do Renascimento, realizamos a leitura de sua forma textual a partir de três eixos analíticos: moldura, protagonistas e composição. Acreditamos que, assim, seja possível apontar a importância deste manuscrito enquanto peça literária, para além das informações objetivas acerca da sublevação e das Minas setecentistas.</p> Pedro Henrique Domingues de Lima Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 “Isto é o que me lembro com toda a verdade, sem faltar um ponto de tudo o que aqui digo”: A queda de Salvador para os Holandeses a partir de uma Relação de Sucesso https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49072 <p>Durante a Idade Moderna, as Relações de Sucesso tiveram um papel na divulgação de notícias e disseminação de opinião pública, especialmente nos reinos ibéricos, que as usavam em larga escala. Esse artigo pretende entender a queda da cidade Salvador, ocorrida em 1624, por meio de uma Relação de Sucesso escrita nesse período, analisando o papel que ela possa ter desempenhado na divulgação de notícias e na formação da opinião pública a respeito da monarquia hispânica e dos líderes da resistência na colônia, o governador geral Dom Diogo de Mendonça Furtado e o bispo Dom Marcos Teixeira, observando também o papel de Salvador como parte crucial do império português sob comando da monarquia Habsburgo.</p> Isis Macedo Tejo Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Editorial e Sumário https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/51112 Alan Dutra Cardoso Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Entrevista com Francesca Trivellato https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/51107 Naira Bezerra Tomás Albuquerque Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Interview with Francesca Trivellato https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/51108 Naira Bezerra Tomás Albuquerque Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Construindo impérios na época moderna: negócios, política, família e relações globais (séculos XVII e XVIII) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/51113 Naira Bezerra Tomás Albuquerque Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Building empires in the modern age: business, politics, family and global relations (17th and 18th centuries) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/51114 Naira Bezerra Tomás Albuquerque Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Jinga numa encruzilhada: espiritualidade, guerra, diplomacia e gênero https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49865 ALANNA PERONIO BACELAR PEREIRA Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 A família negra sob a ótica da microanálise: as redes sociais e o cotidiano na Comarca do Rio das Mortes, Minas Gerais - séculos XVIII e XIX https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/48689 Gabriela Andrade Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 Nos caminhos da justiça e da retidão: sermão da primeira eleição da Assembleia Legislativa Provincial do Espírito Santo (1834) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49641 <p>Este artigo contém a transcrição do documento intitulado "Discurso, que no acto da eleição dos primeiros deputados provinciaes recitou no anno de 1834, na igreja parochial da cidade da Victoria o Padre Dr. João Climaco de Alvarenga Rangel". Trata-se do sermão proferido por pároco capixaba, na capital da província do Espírito Santo, na missa que antecedeu à reunião dos eleitores que escolheriam os primeiros representantes da casa legislativa provincial. Após quatro décadas de sua produção original, em 1875, o sermão fora publicado no periódico O Espírito Santense e cuja transcrição oferecemos ao leitor da revista Cantareira. Na introdução, discutiu-se o papel dos sermões na esfera eleitoral e sua natureza pedag´ógica no campo político do século XIX. Buscou-se, tamb´ém, apontar os elementos principais presentes no discurso recitado na Vitória oitocentista que buscavam orientar o comportamento dos cidadãos, destacando a absorção dos rituais católicos na liturgia eleitoral para efeito de mobilização e debate político.</p> Kátia Sausen da Motta Marcos Antonio Briel Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35 De Lisboa a Goa: trabalhadores do mar em um ano da Carreira da Índia (1764) https://periodicos.uff.br/cantareira/article/view/49197 <p>Transcrevemos o livro manuscrito no qual se inserem dados relativos à nau de viagem <em>Nossa Senhora da Caridade e São Francisco de Paula</em> e à nau de transporte <em>Nossa Senhora da Arrábida</em>, em viagem de Lisboa a Goa em 1764. A transcrição foi feita a partir da cópia existente no Arquivo Histórico da Marinha (Lisboa), pela mão de João Vicente Miranda, escrivão da Armada portuguesa. No texto introdutório, apresentamos as potencialidades dessa fonte para o estudo da História Marítima em geral e dos trabalhadores do mar em particular.</p> Jaime Rodrigues Copyright (c) 2021 Revista Cantareira 2021-08-05 2021-08-05 35