Desafios Contemporâneos da Teoria Crítica: As novas (bio)tecnologias e o remodelamento da base material da sociedade

Tatiana Gomes Rotondaro

Resumo


Somos diariamente submetidos à informações, veiculadas pela mídia e por periódicos especializados, que reforçam a ideia de que os nossos genes são responsáveis pelas nossas ações e comportamentos. Mas se a compreensão dos condicionantes da ação humana é um dos principais problemas sociológicos, torna-se pertinente indagarmos por que essa tese determinista possui tanto apelo na opinião pública.  U melhor dizendo, por que as ciências sociais, ao menos aparentemente, têm publicamente perdido a sua autoridade acadêmica para explicar os condicionantes da ação humana para biólogos e psicólogos evolucionistas, que se apoiam em explicações genéticas altamente deterministas? Trabalhando nos marcos da Teoria Crítica, e olhando para essa questão a partir das (bio)tecnologias, argumentarei que essas novas tecnologias são atores privilegiados de uma transformação orgânico-material histórica, e que parte da fragilidade sociológica em lidar com esta especificidade se deve ao próprio desdobramento epistemológico apresentado pela disciplina nas últimas décadas.


Palavras-chave


Teoria Crítica, Teoria Sociológica, Teoria Social, Novas Tecnologias, Biotecnologias

Texto completo:

ROTONDARO


DOI: https://doi.org/10.22409/rcc.v1i2.981

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Os textos do presente número, relativo ao ano de 2018, foram publicados em 12 de Julho de 2020.