Corpos de Pixel:

Uma Etnografia do Afeto no Instagram

Autores

  • Ollivia Maria Gonçalves PPGAS UFSC

DOI:

https://doi.org/10.22409/xx5z0v58

Resumo

O Instagram, presente em 46% dos smartphones no Brasil, tornou-se um mediador central das interações digitais e culturais no século XXI. Com 122 milhões de usuários ativos no país, a plataforma insere seus participantes na economia da atenção, transformando comportamentos em dados monetizados por algoritmos.
Este artigo apresenta uma etnografia digital conduzida entre 2020 e 2023, com observação de 100 usuários, investigando o papel do afeto nas dinâmicas sociotécnicas entre influenciadores, seguidores e influenciados. A hipótese central é a existência de uma categoria específica — os influenciados —, cuja participação na plataforma ultrapassa o consumo passivo, revelando como afeto e algoritmos modelam práticas digitais cotidianas.
Os resultados indicam que o afeto é central para a manutenção das relações no Instagram e evidenciam sua interseção com a economia da atenção e a antropologia dos afetos. Este estudo contribui para a compreensão das plataformas digitais e da subjetividade, conectando práticas individuais a arquiteturas tecnológicas globais.
Palavras-chave: Instagram, Etnografia digital, Antropologia do afeto, Algoritmos, Economia da atenção.

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Publicado

2026-04-12