Homenagem ao bardo portenho: pela passagem dos 40 anos do falecimento de Jorge Luís Borges.
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.22739407Resumo
Borges faleceu há 40 anos, em junho de 1986 em Genebra na Suíça, aos 86 anos.
A despeito da sua obra indiscutível e eloquente obra, Borges notabilizou-se pelos seus posicionamentos conservadores, sobretudo pelo apoio às brutais ditaduras argentina e chilena, manifesto em encontros de salão com Jorge Rafael Videla e Augusto Pinochet. A sua formação foi bastante influenciada pelo seu pai, um homem culto e com uma biblioteca que ele admirava e herdou. Borges estudou na Europa, seus interlocutores são os intelectuais do século XIX e a literatura clássica europeia. O seu período de formação atravessa a Grande Guerra, a Revolução Russa, a ascensão do nazifascismo e a crise econômica de 1929. A década de 1920 na Argentina, por outro lado, foi a época de consolidação da indústria e do proletariado urbano, no bojo da intensa imigração europeia desde a segunda metade do século XIX. A geração argentina do final do século XIX, como a brasileira, vivia sob a influência do romantismo tardio, do naturalismo, do evolucionismo social, do positivismo, do racismo científico, do socialismo, do liberalismo conservador e do anarcossindicalismo. Refratário a política, Borges fará da sua obra uma forma de sublimação, dialogando com os grandes escritores e intelectuais de todos os tempos, sobre as questões da existência e do universo que atravessam o tempo e a humanidade.
Palavras-chaves: Anarquismo; ditaduras; literatura; América Latina.