Ensaios de Geografia
Essays of Geography | POSGEO-UFF
AO CITAR ESTE TRABALHO, UTILIZAR A SEGUINTE REFERÊNCIA:
HASSANE, Abdul Luís; SITOIE, Carlitos Luís; MOURA, Nina Simone Vilaverde. Importância do Uso e Produção de Material Cartográfico
no Ensino de Geografia nas Escolas Secundárias em Moçambique-África. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 10, nº 23, e102326, 2025.
Submissão em: 01/02/2024. Aceito em: 16/07/2025.
ISSN: 2316-8544
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1
SEÇÃO ARTIGOS
Importância do uso e produção de material cartográfico no ensino de Geografia nas
escolas secundárias em Moçambique África
Importance of the use and production of cartographic material in the teaching of
Geography in secondary schools in Mozambique Africa
Importancia del uso y producción de material cartográfico en la enseñanza de Geografía
en las escuelas secundarias en Mozambique África
DOI: https://doi.org/10.22409/eg.v10i23.61721
Abdul Luís Hassane
1
Universidade Zambeze
(UniZambeze),
Sofala, Moçambique
e-mail: assaneluis@gmail.com
Carlitos Luís Sitoie
2
Universidade Save (UniSave),
Inhambane, Moçambique
e-mail: carlitossitoie@yahoo.com.br
Nina Simone Vilaverde Moura
3
Universidade Federal do Rio Grande
do Sul (UFRGS),
Espírito Santo, Brasil
e-mail: nina.moura@ufrgs.br
Resumo
Este artigo discute a importância do uso e da produção de material cartográfico nas escolas secundárias em
Moçambique. A pesquisa, baseada em uma revisão bibliográfica, utilizou uma abordagem qualitativa por meio da
observação da prática pedagógica no ensino de Geografia, análise e interpretação de informações empíricas obtidas
através de questionários aplicados a 90 alunos do ano, 18 professores de Geografia e 9 gestores pedagógicos.
Além disso, a pesquisa incluiu a aplicação de atividades práticas com os alunos e professores na produção e uso
de material cartográfico. A coleta de dados foi realizada em três escolas situadas em diferentes regiões do país. Os
resultados revelaram que a falta de planejamento, a sobrecarga horária, a ausência de iniciativas e criatividade, as
limitações financeiras e a inexistência de uma oficina pedagógica são fatores que restringem o uso e a produção
de material cartográfico no ensino de Geografia. O uso e a produção de material cartográfico não apenas reforçam
o aprendizado teórico, mas também desenvolvem habilidades práticas e críticas nos alunos, além de facilitar o
processo de ensino-aprendizagem para os professores. Esse processo, quando combinado com uma metodologia
pedagógica adequada, torna o ensino de Geografia mais interativo e eficaz.
Palavras-chave
Educação geográfica; Metodologias de ensino; Moçambique; Prática pedagógica; Recursos didáticos.
1
Doutorando em Geografia com ênfase em Ensino, Território e Ambiente pela Universidade Federal do Rio
Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM)
Brasil. Licenciado em Ensino de Geografia e Turismo pela Universidade Pedagógica (UP) Moçambique.
Professor e Pesquisador na Universidade Zambeze (UniZambeze) Moçambique.
2
Doutor em Ciências Ambientais e Sustentabilidade pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Brasil.
Mestre em Educação/Ensino de Geografia e Licenciado em Geografia e História pela Universidade Pedagógica
(UP) Moçambique. Professor e pesquisador na Universidade Save (UniSave), Inhambane Moçambique.
3
Doutora em Geografia (Geografia Física), com Mestrado na mesma área pela Universidade de São Paulo. Possui
Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora Doutora
Titular do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do
Sul (UFRGS), em Porto Alegre, Brasil.
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no Ensino de Geografia nas Escolas Secundárias em Moçambique-África. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 10, nº 23, e102326, 2025.
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2
Abstract
Cartography is a fundamental science in the teaching of Geography due to its essential role in understanding and
representing geographic space. Therefore, this article discusses the importance of the use and production of
cartographic material in secondary schools in Mozambique. The research, based on a bibliographic review, used
a qualitative approach through the observation of pedagogical practice in the teaching of Geography, analysis and
interpretation of empirical information obtained through questionnaires applied to 90 students of the 8th 18
Geography teachers and 9 pedagogical managers. In addition, the research included the application of practical
activities with students and teachers in the production and use of cartographic material. Data collection was carried
out in three schools located in different regions of the country. The results revealed that lack of planning, time
overload, lack of initiatives and creativity, financial limitations and the absence of a pedagogical workshop are
factors that restrict the use and production of cartographic material in teaching Geography. The use and production
of cartographic material not only reinforce theoretical learning, but also develop practical and critical skills in
students, as well as facilitate the teaching-learning process for teachers. This process, when combined with an
appropriate pedagogical methodology, makes the teaching of geography more interactive and effective.
Keywords
Geographical education; Teaching methodologies; Mozambique; Teaching practice; Teaching resources.
Resumen
La cartografía es una ciencia fundamental en la enseñanza de la Geografía debido a su papel esencial en la
comprensión y representación del espacio geográfico. Por lo tanto, este artículo discute la importancia del uso y
producción de material cartográfico en las escuelas secundarias de Mozambique. La investigación, basada en una
revisión bibliográfica, utilizó un enfoque cualitativo a través de la observación de la práctica pedagógica en la
enseñanza de Geografía, análisis e interpretación de información empírica obtenida a través de cuestionarios
aplicados a 90 alumnos del 8o 18 profesores de Geografía y 9 gestores pedagógicos. Además, la investigación
incluyó la aplicación de actividades prácticas con los estudiantes y profesores en la producción y uso de material
cartográfico. La recogida de datos se realizó en tres escuelas situadas en diferentes regiones del país. Los resultados
revelaron que la falta de planificación, la sobrecarga horaria, la ausencia de iniciativas y creatividad, las
limitaciones financieras y la inexistencia de un taller pedagógico son factores que restringen el uso y la producción
de material cartográfico en la enseñanza de Geografía. El uso y la producción de material cartográfico no solo
refuerzan el aprendizaje teórico, sino que también desarrollan habilidades prácticas y críticas en los alumnos,
además de facilitar el proceso de enseñanza-aprendizaje para los profesores. Este proceso, cuando se combina con
una metodología pedagógica adecuada, hace que la enseñanza de Geografía sea más interactiva y eficaz.
Palabras clave
Educación geográfica; Metodologías didácticas; Mozambique; Práctica docente; Recursos didácticos.
Introdução
Ao longo do desenvolvimento histórico, a Cartografia vem contribuindo
significativamente para o ensino e a aprendizagem, especialmente na análise, compreensão e
interpretação do espaço geográfico nos estudos socioculturais, econômicos e ambientais em
sala de aula. A Cartografia é a ciência responsável pela representação gráfica da superfície
terrestre, ocupando-se da concepção, produção, utilização e estudo dos mapas (Baggio, 2016).
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Segundo Duarte (2002) e Oliveira (2012), trata-se de “a ciência, a técnica e a arte de produzir
e usar mapas”, definição que sintetiza com precisão a complexidade e a abrangência dessa área
do conhecimento.
No campo científico, fundamenta-se nos princípios da geografia, matemática e geodésia
para representar os fenômenos espaciais com exatidão, por outro lado, a arte busca transmitir
essas informações visualmente de forma clara, estética e compreensível. Essa concepção,
portanto, é justificada pela abordagem interdisciplinar da cartografia, que a torna essencial tanto
na análise espacial quanto na comunicação do conhecimento geográfico. Complementando esse
entendimento, Augusto (1999) e Costa (2022) consideram a cartografia como o conjunto de
estudos e operações científicas, técnicas e artísticas, baseadas em observações diretas ou
análises documentais, que resultam na produção de mapas, cartas e outras representações de
objetos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos.
Nesse sentido, constitui-se como um sistema de análise da representação codificada de
signos, utilizando recursos como mapas, cartas e plantas para expressar o espaço geográfico um
instrumento de grande poder de síntese. Assim, reafirma-se a importância da cartografia para a
Geografia, pois permite refletir sobre as transformações do espaço decorrentes da interação
entre sociedade e natureza. Nessa perspectiva, ela contribui para a compreensão dessas
dinâmicas e possibilita sua representação por meio de produtos cartográficos, os quais se
revelam ferramentas práticas e eficazes para aplicação em sala de aula (Cook et al., 2020).
A Cartografia é valiosa para o ensino de Geografia por sua capacidade de análise,
interpretação e organização do espaço (Francischett, 2002). Inserida no ensino de Geografia,
deve ser acessível à todos os alunos do ensino primário, secundário e superior, proporcionando-
lhes a oportunidade de conhecer o espaço geográfico. O material cartográfico é um instrumento
didático-pedagógico que representa a Terra e outros aspectos dos fenômenos geográficos,
físicos e humanos em qualquer escala, seja como mapas, plantas, cartazes, cartas, atlas, globos
ou fotografias, entre outros (Baggio, 2016).
No contexto social, prevalece a ideia de que cabe às escolas a responsabilidade de usar
e produzir material didático, além de ensinar a ler, escrever e fazer contas. Essa visão pode levar
à compreensão equivocada de que apenas esses aspectos são importantes para o aprendizado
do aluno. No entanto, é necessário que ele seja preparado pela escola para o domínio de
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materiais didáticos adequados, que proporcionem aulas de qualidade (Baggio, 2016). Do ponto
de vista da formação dos professores de Geografia, percebe-se muita dificuldade em entender
que a cartografia interfere diretamente na metodologia de ensino em sala de aula (Costa, 2022).
Nesse sentido, o processo de formação e ensino de Geografia tem sido marcado por
intensos debates. Uma das principais dificuldades é a qualificação profissional para atuar na
disciplina, a metodologia voltada às novas tecnologias, a falta de recursos e materiais didáticos,
e a motivação suficiente para a alfabetização cartográfica. Esses problemas criam contratempos
para o ensino da Geografia em diversos subsistemas de ensino (Almeida, 2014; Richter et al.,
2022). Além disso, esses empecilhos influenciam o desenvolvimento do conhecimento dos
alunos na sala de aula, pois professores devem criar novas metodologias, técnicas, didáticas e
pedagogias inovadoras para desenvolver suas propostas além dos currículos tradicionais. A
partir de diferentes práticas, a aprendizagem e autonomia dos alunos são alcançadas,
contribuindo para o saber cartográfico e para a qualidade no ensino de Geografia (Cavalcante,
2022).
Diante desse contexto, a cartografia escolar é fundamental para o ensino de Geografia.
Quando trabalhada corretamente em sala de aula, ela permite aos alunos analisar e sintetizar
informações, além de criar diferentes produtos cartográficos do espaço em que vivem, adotando
uma perspectiva crítica e racional do espaço geográfico (Santos et al., 2014). No entanto, o uso
de produtos cartográficos e materiais didáticos para o ensino de Geografia e outras disciplinas
ainda é pouco frequente em diversos subsistemas de ensino, devido à escassez de recursos e à
falta de financiamento para adquirir esses materiais (Cavalcante, 2022). Esse cenário resulta
em dificuldades para professores e alunos no que diz respeito ao conhecimento básico de
Cartografia no ensino de Geografia. A falta de materiais cartográficos nas escolas prejudica
tanto crianças quanto adultos, afetando negativamente a compreensão e interpretação do espaço
geográfico (Lima, 2012).
É sabido que um dos grandes desafios da educação nas escolas moçambicanas é a baixa
qualidade do ensino, agravada pela falta de infraestrutura adequada, pelo exíguo financiamento
para a aquisição de materiais didáticos e pela ausência de estratégias metodológicas didático-
pedagógicas apropriadas por parte dos professores para conduzir os alunos a uma aprendizagem
bem-sucedida (Árabe et al., 2024; Beira et al., 2015; Moçambique, 2012; 2014; Zucula, 2021).
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Esses problemas são intensificados por questões socioeconômicas e pela escassez de recursos,
limitando a implementação de práticas pedagógicas eficazes e a formação contínua dos
docentes. Além disso, a alta taxa de evasão escolar e as dificuldades de acesso às tecnologias
educacionais constituem barreiras significativas para a melhoria da qualidade do ensino em
Moçambique. Nesse contexto, a busca por metodologias didáticas inovadoras e a produção de
material didático de fácil acesso e aquisição são essenciais para aprimorar o ensino. Isso é
fundamental não apenas para o ensino de Geografia, mas também para as demais disciplinas do
currículo escolar das escolas secundárias, promovendo assim um ambiente educativo mais
eficiente e de qualidade.
A escolha da pesquisa partiu da constatação deste problema durante a realização do
estágio pedagógico em ensino de Geografia na Escola Secundária 28 de Janeiro de Massinga
(ES28JM), na Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba (ESMSM), na Cidade de Beira, e
na Escola Secundária 12 de Outubro de Nampula (ES12ON) em Moçambique. O programa de
Geografia, ao longo do ano, está orientado para o desenvolvimento de competências
relevantes para a vida dos alunos. Por isso, o Ministério da Educação de Moçambique (MINED)
(2010) também recomenda a necessidade de “elaborar e utilizar material cartográfico,
estabelecendo as inter-relações entre a natureza e a sociedade, localizar objetos geográficos e
estabelecer a relação entre os fatores que contribuem para a sua distribuição espacial. Nestas
escolas, constatou-se que os professores de Geografia se limitavam a mediar os conteúdos
teoricamente, sem utilizar ou produzir material cartográfico para o ensino e aprendizagem, o
que resultava no baixo desenvolvimento intelectual e crítico dos alunos sobre este aspecto.
Segundo Freire (1998), em consonância com as orientações do MINED (2010), o aluno
não deve ser um receptáculo passivo de informações, mas um sujeito ativo na construção do
conhecimento. Isso implica engajamento na pesquisa, reflexão crítica sobre a sociedade em que
está inserido e análise do seu espaço, paisagem, território, região ou lugar. Neste contexto, a
Geografia é uma disciplina essencial e indispensável na formação de alunos críticos, e cabe ao
professor a tarefa de ensinar-lhes de forma sólida, aprimorando constantemente o Processo de
Ensino e de Aprendizagem (PEA). Partindo desse pressuposto, formulamos as seguintes
perguntas de investigação: Quais são os fatores que contribuem para o não uso e produção de
material cartográfico no ensino de Geografia nas Escolas Secundárias em Moçambique? Que
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estratégias metodológicas e didático-pedagógicas podem contribuir para o uso e produção de
material cartográfico na área em estudo?
A motivação da pesquisa deve-se ao fato de o autor ser geógrafo, formado em
Licenciatura em Ensino de Geografia pela Universidade Pedagógica (UP) de Moçambique, e
professor com experiência no ensino secundário e superior. Atuando na área pedagógica e na
atividade docente no ensino superior, é imprescindível contribuir para a melhoria da qualidade
do ensino. Portanto, surge a necessidade da pesquisa com o intuito de encontrar soluções para
os problemas no Ensino Secundário Geral (ESG) em Moçambique.
A pesquisa serve de alicerce para identificar problemas na área de educação no
subsistema de ensino, junto aos gestores pedagógicos, formadores e professores, além de
pesquisadores das instituições ou órgãos ligados ao ensino e à investigação educacional
multidisciplinar e interdisciplinar das ciências geográficas e áreas afins. Ela visa contribuir para
o desenvolvimento do ensino e da educação em Geografia, promovendo uma compreensão mais
ampla e dinâmica do espaço geográfico e de suas complexidades.
Com vistas à valorização do uso e produção de material cartográfico como instrumento
metodológico e didático-pedagógico para melhorar e dinamizar o ensino-aprendizagem,
particularmente nas escolas moçambicanas, a pesquisa visa fortalecer as práticas pedagógicas
e promover a inovação educativa. Ao integrar recursos cartográficos no ensino, busca-se
facilitar a visualização e compreensão dos conceitos geográficos pelos alunos, tornando o
aprendizado mais eficaz e relevante. Diante do exposto, este artigo tem por objetivo discutir a
importância do uso e da produção de material cartográfico no ensino de Geografia nas escolas
secundárias em Moçambique, destacando suas contribuições para a melhoria da qualidade da
educação geográfica no país.
Metodologia
Quanto à metodologia da pesquisa, ela está relacionada ao ensino de Geografia,
abrangendo uma abordagem qualitativa. De acordo com Silva (2018), a pesquisa em ensino de
Geografia é um método que possibilita a alunos e professores melhorarem a compreensão da
totalidade do espaço geográfico, sua complexidade e dinamicidade, o que dificilmente poderia
ser aprendido apenas no ambiente da sala de aula. O desenvolvimento desta pesquisa percorreu
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um caminho teórico a partir de um amplo levantamento da literatura e da aplicação de
questionários, possibilitando a construção de um diálogo com professores, alunos e gestores
pedagógicos sobre o uso e a produção de material cartográfico. Para operacionalizar esta
pesquisa, optou-se por estabelecer metodologicamente as seguintes seis etapas, como
apresentadas no Quadro 1.
Quadro 1 Etapas detalhadas da metodologia de operacionalização da pesquisa
Etapas
Atividades de Pesquisa
Realizadas
Resultados Adquiridos
1. Levantamento e
revisão bibliográfica
Realização de uma busca extensa e
análise crítica da literatura
existente sobre o uso de material
cartográfico no ensino de
Geografia.
Compilação de fontes
relevantes e
contextualização teórica da
pesquisa.
2. Observação
Realização de práticas
pedagógicas e estágios em escolas
secundárias, envolvendo pesquisa,
ensino e extensão no contexto do
ensino de Geografia.
Coleta de dados
observacionais e
experiências práticas.
3. Aplicação dos
questionários
Elaboração e aplicação de
questionários para alunos,
professores e gestores pedagógicos
das escolas selecionadas.
Dados qualitativos coletados
dos participantes.
4. Recolhimento,
análise e
interpretação dos
dados
Coleta de dados provenientes dos
questionários e análise e
interpretação de informações
empíricas dos resultados, seguida
de uma discussão detalhada das
descobertas.
Análise detalhada dos dados
e identificação de padrões.
5. Verificação da
existência de
material cartográfico
Inspeção das escolas para verificar
a disponibilidade e utilização de
material cartográfico didático.
Inventário dos materiais
disponíveis e sua utilização.
6. Planejamento para
produção de material
cartográfico
Planejamento colaborativo com
professores e alunos para a
produção e uso de material
cartográfico.
Desenvolvimento de novos
materiais cartográficos para
uso didático.
Fonte: Os autores (2024).
Estas etapas foram desenvolvidas com uma abordagem qualitativa no contexto
pedagógico, visando entender a percepção sobre o uso e produção de material cartográfico para
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o ensino de Geografia. Fundamentada nas diretrizes da pesquisa qualitativa, a metodologia
valoriza a compreensão profunda dos fenômenos e fatores do processo de ensino-
aprendizagem, bem como do ambiente escolar. Segundo Minayo (2001) e Schneider (2017), a
pesquisa qualitativa aprofunda-se nos significados das ações e relações humanas, capturando
dimensões não apreensíveis por equações e estatísticas. Essa interpretação das informações
empíricas, portanto, pode incluir análise qualitativa, fornecendo uma compreensão mais
profunda dos contextos e significados por trás dos dados numéricos.
Dias et al. (2024) reforçam que essa abordagem foca em aspectos subjetivos e
detalhados, explorando a profundidade das experiências, opiniões e comportamentos de forma
empírica. Métodos comuns incluem entrevistas, grupos focais e análise de conteúdo,
proporcionando uma visão rica e contextualizada do tema em estudo. Essa metodologia permite
identificar problemas através de fontes diretas de coleta de dados, em que o pesquisador atua
como principal instrumento. Foi estabelecida uma relação dialógica entre alunos, professores e
gestores pedagógicos para entender os desafios sobre o uso e a produção de material
cartográfico voltado para o ensino de Geografia. Nesse sentido, os dados da pesquisa foram
comparados e analisados em diferentes escolas de três províncias de Moçambique. De acordo
com Gomes (1996) e Fonseca (2009), essa análise permitiu observar semelhanças e diferenças
regionais, possibilitando conclusões robustas sobre a pesquisa.
A análise comparativa foi essencial para identificar problemas no ensino em diversas
escolas secundárias, proporcionando uma compreensão mais profunda dos desafios e práticas
relacionadas ao uso de material cartográfico. Assim, foi possível comparar as problemáticas de
pesquisa em diferentes escolas secundárias, províncias e regiões do país. Nesse contexto, a
pesquisa foi realizada nas seguintes escolas: Escola Secundária 28 de Janeiro de Massinga
(ES28JM) em Inhambane, no Sul; Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba (ESMSM) em
Sofala, no Centro; e Escola Secundária 12 de Outubro de Nampula (ES12ON) em Nampula, no
Norte, conforme mostrado na Figura 1.
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Figura 1 Mapa de divisão administrativa e áreas de estudo na região Norte, Centro e Sul de
Moçambique-África.
Fonte: Elaborado por Hassane e Mia (2024).
A escolha dos alunos do 8º ano se deu pelo fato de o autor ter lecionado esta disciplina
durante três anos neste nível, analisando os conteúdos programáticos e constatando sua
viabilidade e aplicação, sempre respeitando as faixas etárias dos estudantes. Assim, o estudo
definiu a metodologia baseada em Piaget (2006), que afirma que o indivíduo passa por quatro
principais etapas de desenvolvimento ao longo da vida para apreender conhecimentos que
permitem a percepção do espaço geográfico. De acordo com Piaget, à luz do recorte do estágio
operatório-concreto (7 a 12 anos) e operatório-formal ou abstrato (após os 12 anos), cada
estágio é caracterizado pela aparição de estruturas originais, cuja construção o distingue dos
estágios anteriores. Em Geografia, esses estágios são representados pelas relações topológicas,
projetivas e euclidianas (Castrogiovanni et al., 1999).
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As relações topológicas correspondem ao sensório-motor e pré-operatório e
estabelecem relações de vizinhança àquelas em que os objetos são percebidos no mesmo plano,
próximo, é o nível mais elementar da percepção da organização espacial. As projetivas são
caracterizadas a partir do ponto de vista da criança ou referenciais por ela adotados,
compreendendo as noções: direita/esquerda, frente/atrás, em cima/embaixo e ao lado,
correspondem as crianças de (5 até 12 anos), equivalendo ao operatório-concreto. As
euclidianas compreendem noções de distância, área e equivalência entre o real e o abstrato,
representa crianças com idade superior a 12 anos de idade. Nesse sentido, ao considerar o
desenvolvimento dessas noções espaciais, é possível estabelecer um vínculo com Freire (1998),
que enfatiza a importância de partir da realidade concreta do educando como ponto de partida
para a construção do conhecimento, respeitando seus estágios de percepção e compreensão do
mundo.
Em Moçambique, o aluno frequenta o ano enquanto está na faixa etária compreendida
entre 11 e 12 anos, quando ainda não consolidou por completo a capacidade de abstração. No
entanto, os conteúdos programáticos de ensino para esta etapa exigem grande capacidade de
abstração, como pode ser observado nas unidades didáticas seguintes: A Terra e o Universo; a
Terra e suas esferas; variação diurna e anual da temperatura; solstícios e equinócios; pressão
atmosférica. A técnica de pesquisa consistiu na aplicação de questionários aos 18 (dezoito)
professores que ministravam a disciplina de Geografia, 9 (nove) gestores pedagógicos e 90
(noventa) alunos do 8º ano, conforme ilustra a Tabela 1. Para a coleta de dados da pesquisa em
cada escola secundária, foram selecionados de forma aleatória 30 (trinta) alunos de turmas do
8º ano, 6 (seis) professores de Geografia e 3 (três) gestores pedagógicos.
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Tabela 1 Local da pesquisa, amostra e período da pesquisa
4
Escolas Secundárias - Províncias e
Região
Amostra da Pesquisa
ES28JM
Província de Inhambane, no Sul
Alunos do 8º ano
90
ESMSM
Província de Sofala, no Centro
Professores de
Geografia
18
ES12ON
Província Nampula, no Norte
Gestores
Pedagógicos
9
Total
117
Fonte: Hassane (2023)
Quanto aos questionários, foram utilizadas questões fechadas em formato binário,
permitindo apenas duas respostas possíveis: Simou Não”, conforme apresentado nas figuras
2, 3 e 4. As respostas foram calculadas automaticamente no aplicativo Excel, gerando os
gráficos apresentados neste artigo. A interpretação dos resultados e a discussão basearam-se na
análise de informações empíricas obtidas das respostas dos questionários aplicados a alunos,
professores de Geografia e gestores pedagógicos.
Foi realizada uma discussão teórica de cada resposta, cruzando as informações obtidas
para uma análise mais abrangente. Por fim, foi planejada uma sequência de atividades práticas
pedagógicas que envolvem a produção e uso de material cartográfico pelos alunos e professores.
O objetivo foi aprofundar a compreensão dos conteúdos em sala de aula, considerando as
realidades dos alunos. Nesta sequência didática, utilizou-se uma estratégia educacional que
valoriza o conhecimento prévio dos alunos e busca resolver dificuldades reais relacionadas à
temática da pesquisa.
4
A pesquisa foi realizada em três fases distintas: a primeira em 2013, a segunda em 2018 e a terceira em 2022.
Este recorte temporal foi necessário devido à disponibilidade financeira e à logística para a realização dos
trabalhos de campo em três províncias situadas em diferentes regiões do país (norte, centro e sul). Realizar a
pesquisa em momentos diferentes também permitiu uma análise mais abrangente e comparativa das condições e
práticas pedagógicas ao longo do tempo, possibilitando uma compreensão mais profunda das mudanças e
continuidades no uso e produção de material cartográfico no ensino de Geografia em Moçambique. Além disso,
a realização das coletas de dados em períodos espaçados foi estratégica para observar e avaliar o impacto das
possíveis intervenções educacionais e políticas implementadas ao longo desses anos.
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no Ensino de Geografia nas Escolas Secundárias em Moçambique-África. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 10, nº 23, e102326, 2025.
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Resultados e Discussão
Os resultados e a discussão da pesquisa foram baseados nas análises e interpretações
dos dados apresentados em formato de gráficos. Esses gráficos foram elaborados a partir das
respostas dadas pelos alunos do ano, professores da disciplina de Geografia e gestores
pedagógicos, que avaliaram a percepção sobre o uso e produção de material cartográfico
voltado para o ensino de Geografia. As figuras 2, 3 e 4, que incluem tabelas e gráficos, são
apresentadas as sete perguntas do questionário (Q1, Q2, Q3, Q4, Q5, Q6 e Q7), juntamente com
as respostas, aplicadas aos alunos do ano das três escolas escolhidas, localizadas em três
províncias distintas de Moçambique.
Figura 2 Questionário aplicado aos alunos (Análise das respostas)
Fonte: Hassane (2022).
A partir de uma análise das respostas dadas pelos alunos, percebe-se que a maioria deles
gosta da disciplina de Geografia e dos conteúdos que são ministrados. De acordo com Castro
et al., (2000), a Geografia faz parte das Ciências Sociais e tem como objeto de estudo a
sociedade que engloba os aspectos físicos e humanas. No entanto, é objetivada via cinco
conceitoschave que guardam entre si forte grau de parentesco, pois todos se referem à ação
humana modelando a superfície terrestre: paisagem, região, espaço, lugar e território. Júnior
(2023) afirma que a Geografia se apresenta com uma ciência de suma importância para a
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formação de alunos com senso crítico, pois o ensino de Geografia contribui para que o educando
compreenda como ocorrem as relações entre a sociedade e a natureza.
Nesse sentido, a Geografia como disciplina escolar, independentemente do nível de
ensino, ajuda os alunos a compreenderem o espaço geográfico em que vivemos, seus aspectos
físicos (solo, relevo, clima, vegetação) e aspectos humanos (cultura, economia, sociedade).
Santos (2020) e Passos (2023) acrescentam que a Geografia permite que os alunos/estudantes
desenvolvam habilidades cognitivas, socioemocionais e geográficas, além de promover a
formação de cidadãos conscientes e responsáveis. Ainda assim, apesar da importância dessa
disciplina, muitas vezes ela é subvalorizada e sua abordagem nos anos iniciais é negligenciada.
Contudo, a Geografia é uma ciência indispensável para o desenvolvimento intelectual e para a
cidadania dos alunos, estudantes, contribuindo para melhor compreensão da organização da
sociedade em sua dimensão espacial e, a partir daí, para o alcance de uma visão crítica e
reflexiva da realidade em que vivemos.
Por outro lado, constatou-se que a maioria dos alunos tem conhecimento de materiais
cartográficos. Durante as aulas da disciplina de Geografia, faz-se pouco uso e/ou produção de
materiais cartográficos. Santos et al. (2011) e Juliasz (2021) argumentam que o uso de material
cartográfico/didático se tornou indispensável em vários campos de estudos e discussões. No
ensino de Geografia, este pode estar representado em globos, mapas, cartas, plantas, fotografias
aéreas, cartas-imagem, atlas, cartazes e croquis, textos e outros, pois facilita a interpretação
espacial através das diversas formas de representar o espaço geográfico.
Assim, o uso deste material cartográfico no ensino de Geografia deve levar em conta o
nível de desenvolvimento cognitivo dos alunos, ou seja, a manipulação dos meios de ensino em
Geografia que permitam a concretização dos processos de ensino e de aprendizagem como um
instrumento didático imperioso no ensino de Geografia que auxilia tanto os professores quanto
os alunos a observar, conhecer, explicar, comparar e representar as características do lugar em
que vivem, diferentes paisagens e espaço geográfico. Assim, o uso do material cartográfico
deve ter ligação com os conteúdos ministrados na sala de aula (Farias, 2018).
Nesse mesmo contexto, a maior parte dos alunos mostra que gostaria de produzir
material cartográfico, mas as escolas não têm oficinas pedagógicas que os permitam
confeccionar materiais cartográficos. Pontuschka (2002) considera que o ensino de Geografia
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tem como objetivo pedagógico a ampliação das capacidades dos alunos, criando boas práticas
e metodologia didática de forma que os conteúdos despertem maior interesse dos alunos. De
acordo com a Unesco (1980), existem várias estratégias metodológicas para o ensino de
Geografia, tais como; o uso de tecnologias, realização de trabalho de campo, ensino e pesquisa,
uso e produção de material cartográfico/didático, entre outros.
Portanto, estas estratégias devem ser usadas de modo que esta ciência tenha um
significado real na construção de conhecimento. Assim, os professores de Geografia não devem
encarar o ensino de Geografia com sendo somente a transmissão de conteúdos aos alunos na
sala de aula, realização de exercício e memorização por parte dos alunos, pois é necessário o
uso e produção de material cartográfico/didático para facilitar a alfabetização cartográfica,
tornando o ensino mais dinâmico. Na Figura 3, são apresentadas as perguntas feitas aos
professores de Geografia que ministram aulas para o ano. O questionário, juntamente com
as respostas, foi aplicado aos professores das escolas selecionadas.
Figura 3 Questionário aplicado aos professores (Análise das respostas)
Fonte: Hassane (2023).
Quanto às respostas dos professores, todos eles demonstraram que têm conhecimento
da importância do uso e produção de material cartográfico no ensino de Geografia, mas a maior
parte das escolas não possui e nem planeja produzí-lo, nem mesmo com seus alunos, mesmo
assim, todos relatam que gostariam de produzir e usar esses materiais durante as aulas com os
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alunos. Júnior (2023) destaca que uma aprendizagem significativa é possível se o aluno
compreender os conteúdos estudados e colocá-los em prática no uso e produção de material
didático. Assim, no ambiente escolar, é fundamental que o professor utilize ou produza
ferramentas que facilitem o aprendizado dos discentes, para que eles exerçam seu papel na
sociedade em que vivem.
Nesse sentido, utilizar e produzir recursos didáticos para o ensino de Geografia é de
suma importância, pois auxilia na aprendizagem, desperta a curiosidade, possibilita associação
em diversos conteúdos, e deixa a aula mais atrativa para os alunos/estudantes e para os
professores. Os conteúdos de Geografia exigem imaginação e contextualização. Sendo assim,
a utilização e a produção de materiais didáticos por parte dos professores facilitam a
aprendizagem dos alunos (Silva, 2018). Um professor ativo está interessado pelo seu trabalho
pedagógico, uso e produção de material cartográfico/didático e constituir um apoio eficaz para
o seu ensino. Para suprir a falta do mesmo, pode-se produzí-los envolvendo alunos e outros
professores de outras disciplinas (Ramos, 2012). Nesse caso, para melhor qualidade do ensino,
o professor deve utilizar, produzir e criar os recursos didático-pedagógicos de forma inovadora
e desenvolver habilidades de percepção do espaço, bem como metodologias que possibilitem
uma visão dialética que propiciem novas situações e atividades no processo educacional,
permitindo a realização de atividades de Geografia como ciência.
Quanto à carga atribuída aos professores de Geografia do ano, esta não é suficiente
para a produção deste material cartográfico. No entanto, o excessivo número de turma pode
comprometer a qualidade do trabalho prestado pelos professores. Duarte (2007) afirma que o
elevado número de turmas e a sobrecarga horária compromete a eficiência do processo de
ensino-aprendizagem. Assim, nota-se que os professores de Geografia do 8º ano encontram-se
sobrecarregados, pois a maioria dos professores tem mais de 24 (vinte e quatro) horas de aula
por semana, quando o tempo normal recomendado pelo MINED (2004) para o professor de
Geografia na Ensino Secundário Geral (ESG) exercer as suas funções é de 24 horas/aula
semanais. Com isso, os docentes não conseguem tempo disponível para produzir materiais
cartográficos para além do tempo de suas aulas no ensino de Geografia.
Dessa forma, observa-se que os docentes enfrentam dificuldades significativas para
dedicar tempo à elaboração de materiais cartográficos fora do período reservado às aulas
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regulares de Geografia. Tal limitação está diretamente relacionada à carga horária elevada, às
múltiplas responsabilidades pedagógicas e administrativas, bem como à carência de políticas
institucionais que incentivem e valorizem a produção didática complementar. Além disso, é
importante destacar que a produção de materiais cartográficos exige não apenas tempo, mas
também conhecimentos técnicos, acesso a recursos tecnológicos adequados e formação
continuada na área de geotecnologia. A ausência de apoio institucional e de infraestrutura
adequada compromete a qualidade do ensino de Geografia, dificultando a inserção de
ferramentas cartográficas interativas e atualizadas no cotidiano escolar.
Diante desse cenário, torna-se urgente repensar a organização e capacitação da
metodologia didática do trabalho docente, promovendo ações que fortaleçam a formação
continuada dos professores de Geografia. Essa formação deve ter como foco a cartografia
escolar, tanto no processo formativo dos professores quanto no ESG. Portanto, é fundamental
investir em laboratórios de geoinformação, plataformas digitais e incentivar a pesquisa aplicada
à prática docente. Essas ações podem representar um avanço significativo na superação das
limitações existentes e contribuir para o enriquecimento do processo de ensino-aprendizagem,
não apenas nas disciplinas de Geografia, mas também em outras áreas do ESG.
Por outro lado, a maioria das respostas dos professores demonstram que se pode
produzir o material cartográfico quando houver as oficinas pedagógicas nas escolas. Almeida
(2024) considera que os professores sabem que é necessário ensinar a linguagem cartográfica,
mas isso é possível através do uso de um recurso didático ou material cartográfico para
facilitar melhor a compreensão dos fenômenos ou fatos geográficos, porém, muitos deles não
têm o preparo suficiente para isso. Isso pode demonstrar falta de criatividade e iniciativa por
parte dos professores e gestores pedagógicos das escolas.
Este é um dos maiores desafios na formação dos professores de Geografia para o ensino
secundário nos próximos anos. Além disso, a necessidade de criação de grupos
interdisciplinares e multidisciplinares dos professores para trabalharem as temáticas que devem
ser levadas em conta no uso e produção de material cartográfico nas escolas. Contudo, é
possível também envolver tecnologias digitais que representem aspectos geográficos (físicos e
humanos), como mapas, imagens de satélite e Sistemas de Informações Geográficas (SIG), que
desempenham um papel crucial no ensino de Geografia, proporcionando aos alunos uma
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compreensão mais rica e atualizada do mundo ao seu redor. Na Figura 4, encontramos as
perguntas feitas aos gestores das escolas selecionadas. O questionário e as respostas foram
aplicados aos gestores pedagógicos para a pesquisa de campo.
Figura 4 Questionário aplicado aos gestores pedagógicos (Análise das respostas)
Fonte: Hassane (2023).
Por sua vez, as respostas dos gestores pedagógicos mostraram que, nas escolas, há falta
de material cartográfico para o ensino da disciplina de Geografia. Assim, todos reconhecem a
importância destes, mas faltam fundos financeiros que permitam a produção deste material para
uso nas aulas de Geografia. falta de iniciativa, criatividade, planejamento e oficinas
pedagógicas que possibilitem alunos e professores a criá-los. Segundo Gil (2013), os gestores
pedagógicos exercem um papel crucial para garantir o sucesso de uma instituição de ensino,
pois têm responsabilidade com a elaboração do projeto pedagógico, coordenação pedagógica,
formação integral dos estudantes e criação de culturas colaborativas didáticas e metodológicas
para estimular e garantir a qualidade do ensino. Isso mostra que a busca da qualidade de ensino
pelos gestores pedagógicos das escolas tem papel fundamental, pois é mais que um cargo
administrativo, a ele caberá efetivar a supervisão pedagógica para avaliar o processo de ensino
e propor estratégias inovadoras, metodológicas e pedagógicas para a melhoria do ensino.
Desta forma, o gestor escolar deve promover uma gestão participativa, incentivar
professores e alunos a proporem alternativas e soluções frente à carência de material didático
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nas escolas, pontuando acertos, erros e estratégias de ações futuras para o encaminhamento de
diferentes dimensões: financeira, metodológica, didática, avaliativa, bem como o
enfrentamento de desafios para se alcançar a tão sonhada qualidade da educação e do próprio
ensino. Diante disso, para suprir os fatores causados por exiguidades no uso e produção de
material cartográfico, a direção das escolas, os gestores pedagógicos, professores de Geografia
e de outras disciplinas, podem realizar um planejamento das atividades previamente, a ocorrer
no início do ano letivo. Devem ter em vista a seleção dos temas programados, bem como a
respectiva calendarização para posterior aprovação pelo conselho pedagógico das escolas e
permitir a informação aos diretores de turmas e alunos, para que seja realizada a produção e uso
de material cartográfico/didático no ensino de Geografia.
Produção de material cartográfico nas escolas secundárias durante a realização da pesquisa
Rosa (1999) e Almeida (2015) consideram que um bom professor de Geografia precisa
produzir seu próprio material cartográfico, desenvolvendo esta atividade didático-pedagógica
com seus alunos, respeitando a faixa etária deles, para promoverem o desenvolvimento
intelectual. Nesse sentido, Freire (1998) reforça que o educador deve assumir uma postura
crítico-reflexiva, valorizando a participação ativa dos alunos/estudantes na construção do
conhecimento, o que torna o uso do material cartográfico não apenas técnico, mas também
emancipador.
Nesse contexto, para realizar esta atividade em cada escola secundária foram
selecionados, de forma aleatória, 30 (trinta) alunos do 8º ano entre 11 e 12 anos de idade, para
produção de material cartográfico, visto que a disciplina de Geografia no ano tem como
objetivo avaliar as competências essenciais para que os alunos desenvolvam a capacidade de
localização, o conhecimento dos espaços geográficos (lugares, países ou regiões) e o dinamismo
das inter-relações entres os espaços (MINED, 2010). O programa de Geografia do I Ciclo do
ESG para a ano, segundo o MINED (2004), aborda conteúdos de Geografia Física e
Geografia Geral. Encontra-se estruturado em duas unidades temáticas, conforme ilustrado no
Quadro 2. Com base nos conteúdos estabelecidos neste programa, foram elaborados objetivos
específicos para a produção de material cartográfico. Essa elaboração contou com a colaboração
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dos professores e com a participação ativa dos alunos, assegurando assim uma abordagem mais
contextualizada e significativa do ensino de Geografia.
Quadro 2 Unidades temáticas do programa de Geografia do 8º ano
N
o
Unidades
Temática da 8ª classe
Total dos Objetivos
das Unidades
Temáticas
Objetivos relacionados ao
uso e produção de
material cartográfico
I
Introdução ao estudo de
Geografia
10
05
A Terra no Universo
II
A Terra e suas esferas
28
17
02
03
38
22
Fonte: Elaborado pelos autores (2023), com base nos Programas de Geografia do 8.º ano do I Ciclo do ESG
(MINED, 2004; 2010).
Durante a pesquisa, foram programadas atividades práticas para a produção de material
cartográfico com os alunos, com o objetivo de levá-los a uma melhor compreensão dos
conteúdos. Segundo destaca o MINED (2010), o uso de técnica de observação indireta no
ensino de Geografia, utilizando recursos ou material didático ou mesmo cartográfico como
mapas, globos terrestres, cartazes, livros, dentre outros, é importante para se analisar fatos
geográficos. Assim, foram selecionados os seguintes conteúdos do ano: ciclo hidrológico;
distribuição mundial do sismo; vulcões e clima; ciclo geológico; as formas de relevo; estrutura
interna da terra e principais oceanos do mundo. Os alunos produziram cartazes, como ilustram
as imagens abaixo.
Imagens 1, 2 e 3 Produção de material cartográfico com os alunos do 8º ano da ES28JM.
Fonte: Acervo pessoal do autor (2013)
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A produção de cartazes desempenha um papel relevante no processo de ensino-
aprendizagem da Geografia. Essa prática permite que os alunos compreendam fatos e
fenômenos físicos e geográficos que ocorreram na superfície terrestre e na construção do
conhecimento geográfico, tornando o processo de aprendizagem mais significativo e atraente.
Nascimento (2015) afirma que a representação cartográfica na criação ou produção de mapas
temáticos, cartazes, maquetes, dentre outros, por alunos do Ensino Fundamental, contribui para
o aprendizado inter-relacionado de conhecimentos geográficos e cartográficos.
Dessa forma, a linguagem cartográfica permite aos alunos compreenderem fenômenos
e processos espaciais, tornando-os sujeitos ativos na construção do conhecimento geográfico.
Além disso, a leitura crítica da representação cartográfica é indispensável para desenvolver o
raciocínio espacial dos alunos. No contexto da educação geográfica e do uso e produção de
material cartográfico no ensino de Geografia, o raciocínio espacial envolve a habilidade de
interpretar mapas, gráficos e outras representações espaciais, (Lima, 2012; Cavalcante, 2022),
o que ajuda os alunos a entenderem a localização, a distância, a direção e as interações espaciais
entre diferentes elementos geográficos. Desenvolver o raciocínio espacial é fundamental para
que os alunos possam analisar e resolver problemas complexos relacionados ao espaço e ao
ambiente, aprimorando, assim, suas competências em Geografia e outras disciplinas (Santos et
al., 2014).
A produção de material cartográfico tem um papel importante no processo de ensino e
de aprendizagem, pois uma noção do espaço geográfico, paisagem, território e lugar,
sintetizando aspectos da organização espacial de forma gráfica. Esses materiais constam em
vários documentos e informações que possibilitam a interpretação de fenômenos complexos e
envolvem diferentes abordagens teóricas, metodológicas e práticas pedagógicas no ensino de
Geografia. Assim, são também fontes de informação e crítica da produção científica e didática,
permitindo a assimilação e construção dos conceitos geográficos no ensino de Geografia.
Além disso, a produção de materiais didáticos por professores é essencial para adaptar
o conteúdo às necessidades específicas dos alunos, contextualizando os conceitos de forma mais
prática e acessível. Professores que produzem materiais didáticos personalizados contribuem
significativamente para a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem, pois esses
recursos permitem uma abordagem mais interativa e dinâmica das aulas. Dessa forma, a prática
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didático-pedagógica e metodológica, facilitada pela produção de materiais cartográficos e
didáticos, permite a concretização dos processos de ensino e de aprendizagem. A leitura de
imagens, dados, documentos e diferentes fontes de informação possibilita aos alunos
interpretar, analisar e relacionar fatos e fenômenos geográficos de maneira mais eficaz. Nesse
sentido, a proposta de Freire (1998) reforça a importância de que os materiais didáticos estejam
enraizados na realidade dos educandos, valorizando seus saberes prévios e promovendo uma
aprendizagem dialógica e crítica, o que amplia ainda mais o potencial formativo desses
recursos.
Conclusões
Neste trabalho, concluímos que o material cartográfico é um recurso fundamental e
indissociável da Geografia. Seu uso e produção devem ser aplicados no ensino para desenvolver
a capacidade intelectual dos alunos, a análise crítica de fenômenos geográficos e a alfabetização
cartográfica. A utilização de material cartográfico no ensino de Geografia ajuda a interpretar,
analisar e relacionar fatos e fenômenos do espaço geográfico. O material cartográfico torna-se,
assim, uma ferramenta indispensável para a atividade pedagógica do docente. Seu uso e
produção configuram estratégias metodológicas e didáticas que dinamizam o ensino, tornando-
o mais relevante para a aprendizagem dos alunos.
A pesquisa realizada revelou que, durante as aulas de Geografia, os alunos não têm a
oportunidade de produzir material cartográfico, embora manifestem interesse em fazê-lo. Isso
se deve à ausência de oficinas pedagógicas nas escolas. Apesar de os professores e gestores
pedagógicos reconhecerem a importância do uso e produção de material cartográfico, a falta de
planejamento, iniciativa e infraestrutura, somada ao excesso de turmas e sobrecarga horária,
impede a realização dessas atividades.
Diante das condições encontradas nas instituições de ensino, propõe-se que as direções
pedagógicas das escolas busquem criar condições para a construção de oficinas pedagógicas. O
MINED recomenda planejar a carga horária semanal dos professores de modo a incentivar a
criatividade docente. Sugere-se a elaboração de um plano que permita aos professores e alunos
desenvolverem trabalhos em grupo, como pesquisas e elaboração de material cartográfico
utilizando materiais locais de baixo custo.
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A integração do uso e da produção de material cartográfico no ensino de Geografia não
apenas reforça o aprendizado teórico, mas também fomenta o desenvolvimento de habilidades
práticas e críticas entre os alunos. Além disso, esse processo facilita o ensino-aprendizagem
para os professores, tornando suas aulas mais dinâmicas e interativas. A implementação de
material cartográfico auxilia os estudantes na compreensão visual dos conceitos geográficos,
permitindo uma exploração mais detalhada do espaço geográfico. Dessa forma, os alunos
conseguem relacionar a teoria com a prática, desenvolvendo uma visão crítica e analítica sobre
o ambiente ao seu redor.
Agradecimentos
À direção das escolas onde esta pesquisa foi realizada, bem como às gestões
pedagógicas, aos professores da disciplina de Geografia e, em especial, aos alunos das turmas
da classe. Ao Programa de Pós-Graduação em Geografia e ao Instituto de Geociências da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pelo apoio institucional. À Coordenação
de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pela concessão da bolsa de
estudos. À Universidade Zambeze, por ter autorizado a continuidade dos meus estudos no nível
de Doutoramento.
Referências
AGB Associação dos Geógrafos Brasileiros. Ciência Geográfica, Ensino, Pesquisa e
Método. Organizado por AGB. Bauru: AGB, 2021. Disponível em:
https://www.agbbauru.org.br/publicacoes/revista/anoXXV_5/agb_xxv_5_web/agb_xxv_5-
completa.pdf. Acesso em: 02 jun. 2024.
ALMEIDA, R. D. de; ALMEIDA, R. A. de. Fundamentos e perspectivas da cartografia escolar
no Brasil. Revista Brasileira de Cartografia, [S. l.], v. 66, n. 4, 2014. DOI:
10.14393/rbcv66n4-44689. Disponível em:
https://seer.ufu.br/index.php/revistabrasileiracartografia/article/view/44689. Acesso em: 12
nov. 2024
ALMEIDA, R. D. de. Cartografia escolar. Editora Contexto. São Paulo,2015.
ÁRABE, D.; UAME, F.; TEIMOSO, A. R.; JOÃO, A. dos S.; GOMUNDANHE, A. M. Análise
da evolução do sistema educativo em Moçambique: reformas, características, constrangimentos
e desafios. Revista Educação em Páginas, Vitória da Conquista, v. 3, p. e14265, 2024. DOI:
Ensaios de Geografia
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HASSANE, Abdul Luís; SITOIE, Carlitos Luís; MOURA, Nina Simone Vilaverde. Importância do Uso e Produção de Material Cartográfico
no Ensino de Geografia nas Escolas Secundárias em Moçambique-África. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 10, nº 23, e102326, 2025.
Submissão em: 01/02/2024. Aceito em: 16/07/2025.
ISSN: 2316-8544
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