Ensaios de Geografia
Essays of Geography | POSGEO-UFF
AO CITAR ESTE TRABALHO, UTILIZAR A SEGUINTE REFERÊNCIA:
RODRIGUES, Ana Cleide Pereira; SOUSA, Juciara de Oliveira. Gerenciamento e destinação final de resíduos sólidos de saúde oriundos de
farmácias em Coroatá/Maranhão. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, nº 26, e132607, 2026.
Submissão em: 24/04/2025. Aceito em: 27/10/2025.
ISSN: 2316-8544
Este trabalho está licenciado com uma licença Creative Commons
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SEÇÃO ARTIGOS
Gerenciamento e destinação final de resíduos sólidos de saúde oriundos de farmácias em
Coroatá/Maranhão:
um desafio de gestão e impactos ambientais
Management and final disposal of health solid waste from pharmacies in
Coroatá/Maranhão:
a management challenge and environmental impacts
Gestión y disposición final de residuos sólidos sanitarios de farmacias de
Coroatá/Maranhão:
un desafío de gestión e impactos ambientales
DOI:
https://doi.org/10.22409/phb1n862
Ana Cleide Pereira Rodrigues
1
Universidade Estadual do Maranhão (UEMA),
Maranhão, Brasil
e-mail: anarodriguesofc@gmail.com
Juciara de Oliveira Sousa
2
Instituto Federal do Piauí (IFPI),
Piauí, Brasil
e-mail: geografaeprofa.juciara@gmail.com
Resumo
O estudo analisa a destinação final dos resíduos oriundos de farmácias localizadas no centro urbano de Coroatá,
Maranhão. A pesquisa destaca a importância de discutir a disposição inadequada desses resíduos, que geram
impactos negativos ao meio ambiente e à saúde humana. Foram analisadas práticas de descarte, gestão de
resíduos e seus efeitos ambientais. A metodologia envolveu pesquisas bibliográfica, documental, de campo-
exploratória, com abordagem qualitativa e quantitativa, utilizando formulário, checklists e registros fotográficos.
Constatou-se que os resíduos são descartados de forma inadequada, como em lixões ou por queima, e as
farmácias não possuem sistemas de logística reversa ou coleta especializada. Conclui-se que carência de
fiscalização, apoio da gestão pública, treinamento de colaboradores e estrutura adequada, o que contribui para
danos ambientais.
Palavras-chave
Gerenciamento de Resíduos Farmacêuticos; Gestão; Impactos Ambientais
1
Graduada em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).
2
Mestre em Análise e Planejamento Espacial (MAPEPROF) pelo Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do
Piauí (IFPI).
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RODRIGUES, Ana Cleide Pereira; SOUSA, Juciara de Oliveira. Gerenciamento e destinação final de resíduos sólidos de saúde oriundos de
farmácias em Coroatá/Maranhão. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, nº 26, e132607, 2026.
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Abstract
The study analyzes the final disposal of waste from pharmacies located in the urban center of Coroatá,
Maranhão. The research highlighted the importance of discussing the inappropriate disposition of this waste,
which generates negative impacts on the environment and human health. Disposal practices, waste management
and their environmental effects were analyzed. The methodology involved bibliographic, documentary,
exploratory research, with qualitative and quantitative approach, uses Form, checklists and photographic records.
It was found that waste is inappropriately discarded, such as dumps or by burning, and pharmacies do not have
reverse logistics systems or specialized collection. It is concluded that there is a lack of supervision, public
management support, employee training and proper structure, which contributes to environmental damage.
Keywords
Pharmaceutical Waste Management; Management; Environmental impacts.
Resumen
El estudio analiza la eliminación final de desechos de las farmacias ubicadas en el centro urbano de Coroatá,
Maranhão. La investigación destacó la importancia de discutir la disposición inapropiada de estos desechos, que
generan impactos negativos en el medio ambiente y la salud humana. Se analizaron las prácticas de eliminación,
la gestión de residuos y sus efectos ambientales. La metodología involuc la investigación bibliográfica,
documental, exploratoria, con un enfoque cualitativo y cuantitativo, usos Formulario, listas de verificación y
registros fotográficos. Se descubrió que los desechos se descartan de manera inapropiada, como vertederos o
quemados, y las farmacias no tienen sistemas de logística inversa o colección especializada. Se concluye que hay
una falta de supervisión, apoyo de gestión pública, capacitación de empleados y estructura adecuada, lo que
contribuye al daño ambiental.
Palabras clave
Gestión de residuos farmacéuticos; Gestión; Impactos ambientales.
Introdução
As farmácias atuam com um ponto chave de distribuição de produtos para tratamento
de doenças. É fato que os medicamentos contribuem de maneira acintosa para a manutenção
de uma boa qualidade de saúde, principalmente para ajudar na recuperação de doentes,
entretanto, estes produtos químicos quando dispostos inadequadamente no meio ambiente
tendem a gerar consequências danosas (Vatovec et al., 2017).
Eventualmente, caso medicamentos e outros resíduos farmacêuticos sejam descartados
irregularmente em lixões com os resíduos comuns, ocasionará a provável contaminação da
área e ainda contribuirá para alteração e o desequilíbrio das propriedades naturais do solo.
Vale ressaltar que uma pesquisa realizada no hospital da cidade de Palmeirândia, no
Maranhão, mostrou que 55% dos profissionais afirmam não saber como realizar a segregação
como estabelecido pelo Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde (Diniz, 2023).
Indubitavelmente, ao interferir na saúde pública e ambiental, o destino encarregado aos
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resíduos sólidos de saúde oriundos de farmácias toma proporções de um assunto muito
importante.
O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Saúde segue padrões estabelecidos
em legislação que prevê um tratamento prévio e a destinação final adequada pela instituição
emissora desse tipo de resíduo, pois apresenta riscos eminentes diretos a curto, médio e longo
prazo, provocando dessa forma, o aceleramento de danos e degradações ambientais (Brasil,
2010).
Apesar de a Política Nacional de Resíduos Sólidos ser uma lei federal que obriga que
empresas e instituições geradoras de resíduos sólidos de saúde e seus contaminantes tenham o
Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Saúde com as etapas de segregação,
acondicionamento, identificação, coleta e transporte interno, armazenamento temporário,
armazenamento externo, coleta e transporte externo, tratamento e disposição final para os
estabelecimentos geradores como farmácias e drogarias surpreendentemente , esses locais
não têm a obrigatoriedade de realizar o recolhimento desses resíduos farmacêuticos depois
que os consumidores tomassem posse desses produtos e levem para suas casas.
Esta pesquisa justifica-se, em primeiro lugar, pela importância de ser discutido o
impasse da disposição final inadequada de medicamentos e os outros fármacos, em segundo
lugar, pelas consequências das substâncias complexas encontradas nesses fármacos que
podem provocar condições irreversíveis de degradação ambiental e afetar de maneira indireta
e direta a população em geral, contribuindo assim para o impacto negativo. Além disso, o
interesse pelo estudo se deu para saber de que maneira as farmácias do município de Coroatá
(MA) destinam os resíduos de serviços de saúde gerados.
Objetivou-se nesta pesquisa analisar a destinação final dos resíduos oriundos de
farmácias localizadas no centro urbano de Coroatá, Maranhão. Os objetivos específicos para o
estudo foram: identificar as maneiras de gerenciamento dos resíduos sólidos realizadas em
farmácias de Coroatá-MA; descrever como esses resíduos de serviços de saúde de origem
farmacêutica afetam o meio ambiente.
Ademais, esses objetivos buscam resposta para visualizarmos a resolução da pergunta
norteadora do trabalho, que é como o gerenciamento de resíduos farmacêutico incorreto
implica em impactos negativos para o meio ambiente?
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Resíduos Sólidos de Saúde
A Política Nacional de Resíduos Sólidos dispõe sobre princípios, objetivos e
instrumentos relativos a gestão integrada, gerenciamento de resíduos sólidos, incluindo os
considerados perigosos, e os instrumentos de responsabilização do gerador com o poder
público, para que ninguém fique isento de suas responsabilidades (Brasil, 2010).
Além disso, a Resolução Diretora Colegiada (RDC) 222 ANVISA, retrata sobre o
regulamento técnico de gerenciamento dos resíduos de saúde e os princípios da
biossegurança, segregação desde a origem até o ponto final, prevenção de acidentes,
gerenciamento, fiscalização, preservação da saúde pública, medidas técnicas e administrativas
entre outras (Brasil, 2018). Cabe ressaltar que as devidas providências devem ser seguidas
para atender o controle e adequar cada local a fim de atender às exigências e prosseguir com
padrão de excelência.
Convém mencionar também que o CONAMA estabelece nas Resoluções de n.° 238/01
e n.º 358/05 que os estabelecimentos que tiverem produtos de resíduos sólidos de saúde (RSS)
necessitam de licenciamento ambiental prévio. Além disso, é preciso que haja a elaboração de
um PGRSS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Saúde), com o critério que fique
explícito de forma clara quais os resíduos produzidos em cada local, e os demais
procedimentos a serem feitos com os mesmos. Portanto, logo depois, dos requisitos
compridos será dado a validação para instituição funcionar.
Assim, bem como toda a gestão de resíduos sólidos de saúde é de responsabilidade
inteiramente dos geradores, igualmente torna-se obrigatório a criação do PGRSS (Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Saúde) com o propósito de abranger todos os resíduos
sólidos gerados na área da saúde humana ou de serviços pós-morte, ressaltando que obedeçam
às etapas de manejo, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte,
tratamento e destinação final (Oliveira et al., 2020).
Por isso, é preciso e indispensável um domínio habitual com capacitação para ação de
separação dos resíduos sólidos de saúde de acordo com cada um dos cinco grupos
estabelecidos. Desse modo, eles trazem embalagens com símbolos diferentes que identificam
em qual recipiente deve ser acondicionado, como mostra o quadro 1.
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Quadro 1 - Simbologia, característica e acondicionamentodos resíduos sólidos de saúde
Simbologia
Característica
Acondicionamento
Grupo A
Peças anatômicas, curativos, balsa
de transfusão, animais mortos,
gases e entre outros resíduos que
contêm líquidos corpóreos.
Devem ser acondicionados em
sacos branco leitosos, contendo
sua identificação.
Grupo B
Resíduos substâncias químicas
como formol, medicamentos
vencidos, quimioterápicos, frascos
vazios de substância química etc.
Acondicionados em sacos da cor
laranja, contendo a simbologia e
os riscos, o também em recipientes
rígidos com identificação da
quantidade de produtos e data de
descarte.
Grupo C
São rejeitos que contenham
substância radioativa e são
classificados de acordo com o
nível de radiação, como elementos
irradiadores, resinas etc.
Acondicionado de acordo com as
normas da CNEN, devem ser
colocados em recipientes
adequados e devem portar a
simbologia internacional de
maneira clara e visível.
Grupo D
Comuns de caráter não
contaminado, como resíduos
administrativos, papel higiênico,
esponja etc.
São acondicionados em sacos
plásticos impermeáveis de cor
preta.
Grupo E
Materiais perfurocortantes como
agulhas, lâminas, bisturi, espátula,
placas de Petri.
Acondicionados em caixa de
papelão da cor amarela, contendo
a simbologia da substância perfuro
cortante.
Fonte:Adaptado NBR 7500(1999) apud Santana (2022).
Portanto, durante os últimos anos, viu-se a necessidade de tratar a respeito dos
resíduos gerados nas organizações de saúde no território brasileiro, mais precisamente
correlacionado com o descarte de resíduos sólidos de saúde (RSS), no qual busca dessa
maneira diminuir as sequelas impactadas para o meio ambiente e a saúde humana (Maia;
Simões, 2022).
De acordo com os estudos de Alves et al., (2016) cerca de 1% a 3% de todo resíduo
gerado é de origem de organizações e prestadores que trabalham com resíduos sólidos de
saúde, como, por exemplo: hospitais, clínica médica, clínica médica veterinária, odontológica,
farmácias, drogarias, estúdio de tatuagem, instituições de pesquisa e ensino que possuem
como eixo temático saúde e outros.
Mediante o exposto, considerando a importância de concentrar uma atenção maior
para os resíduos sólidos de saúde pelo fator desses concentrar risco eminente a saúde humana
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e para o meio ambiente, isto caso sejam manuseados, descartados e dispostos final de maneira
inadequadamente, dessa forma, surge uma imensa preocupação com a classe dos RSS
(Resíduos Sólidos Saúde). Pois, nessa perspectiva esses tem dobrado a sua produção pois,
com o desenvolvimento habitacional também carece de insumos e outros materiais para o
funcionamento de locais que prestam assistência médica.
Convém mencionar que o Brasil é um dos grandes consumidores de medicamentos
(Miranda et al., 2018). Sendo assim, considerando os desafios de controlar novas doenças ou
fazer uma nova formula para controlar um vírus mais resistente, como o da gripe, que exige
reformulação anual de seus compostos para garantir a eficácia. Logo, a ocorre o aumento da
“[ ] variedade e quantidade de fármacos à disposição da população para tratamento de
doenças, resultando em novas embalagens e compostos químicos detentores da capacidade de
degradar o meio ambiente caso não recebam tratamento adequado” (Costa, 2019).
Dessa forma, alinhado ao grande consumo e interligado a falta de informações que
conscientizem a população da maneira mais adequada de gerenciar esse tipo de resíduo sólido
de saúde, tornam esses um agravante de sérias proporções gerando um problema a ser
minimizado. O potencial perigo ao ambiente deve-se pelo fato de possuírem ativas atividades
biológicas com capacidade de alterar alguns processos fisiológicos (Rodrigues, 2013).
Além disso, esses produtos químicos dos medicamentos podem reagir de maneira
grave em contato com outros elementos químicos como água, ar e oxigênio assim, produzindo
uma substância tóxica, a combustão, explosão e calor (Fiocruz, 2013).Assim, a introdução
destes começa a transformar as características naturais provocando um descompasso
estrutural ou até, a inserção de componentes que ganham mais força imunológica e são difícil
de serem eliminados.
A comunidade científica, nessa perspectiva, fica alerta com a ocorrência de
decomposição dos medicamentos no meio ambiente porque, com teor de concentração as
substâncias químicas, essas decomposições são ativas e transformam o crescimento e a
desenvoltura saudável de seres vivos presentes na área (Souza et al., 2021).
Dessa forma, as condições citadas anteriormente, geram impactos ao meio ambiente e
de acordo com a Resolução n°1 art. 1, do Conselho Nacional de Meio Ambiente define
impacto ambiental como:
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[] qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio
ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar
da população; II - as atividades sociais e econômicas; III -a biota; IV - as condições
estéticas e sanitárias do meio ambiente; V a qualidade dos recursos ambientais
(Brasil, 1986, p. 1).
Essas alterações negativas provocadas por ações humanas podem desencadear a
degradação e destruir os recursos naturais, no entanto, as positivas conseguem alcançar a
regeneração dessas áreas, retornando o mais aproximado das condições iniciais (Viana et
al.,2016). Nesse sentido é imprescindível uma análise das condições ecológicas em que os
resíduos de serviços de saúde e outros estejam sendo destinados inadequadamente.
De acordo com Da Costa e Costa, quando farmácias/drogarias não disponibilizam de
práticas coerentes relacionadas aos gerenciamentos dos resíduos farmacêuticos geram a
seguinte condição:
A desinformação e falta de regulamentação são os principais obstáculos a serem
vencidos, e o ideal é que todos os estabelecimentos geradores desses resíduos
obtenham o Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Saúde, que se constitui em um
conjunto de procedimentos de gestão, com o objetivo de minimizar a produção de
resíduos e proporcionar aos resíduos gerados um encaminhamento seguro, de forma
eficiente, visando à proteção e a preservação da saúde pública, dos recursos naturais
e do meio ambiente (Da Costa; Costa, 2011, p. 102103).
Além disso, esses produtos farmacêuticos mesclam-se com o meio ambiente devido o
descarte inadequado de medicamentos, os que estão fora do prazo de validade ou os rejeitos
deles. Nesse sentido, resíduos de serviços de saúde em residências podem ser destinados a
locais mais prováveis para o descarte como no resíduo sólido comum, a queima ou
lançamento deles em corpos de água.
Segundo Souza et al, é evidente o descarte de medicamentos doméstico e diante disso
merece uma atenção maior pelo simples fato:
O descarte de medicamentos residenciais deve ser debatido, pois além da geração de
resíduos, necessidade de uma responsabilização coletiva para a diminuição dos
gastos decorrentes da aquisição de medicamentos desnecessários ou muitas vezes
solicitados em quantidade superior ao que será utilizado no tratamento (Souza et al.,
2021, p. 7).
Dessa forma, no território brasileiro, para a boa realização do gerenciamento de
resíduos sólidos de saúde é necessário superar os problemas da inexistência de infraestrutura,
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ausência de uma estrutura pública e privada, que são encarregadas por esses materiais os quais
passam por todos os processos de segregação, identificação, transporte interno,
armazenamento temporário, interno e externo, acondicionamento, coleta, transporte,
tratamento e disposição final descritos no PGRSS (Costa; Batista, 2016).
Porém, é valido comentar que além desses, existe ainda a interferência da carência
relacionados aos dados pertinentes: a distintas táticas de gerenciamento, uso de mecanismos
inadequadas na destinação final, reduzido uso de tratamentos prévios dos resíduos sólidos de
saúde (RSS), falta da divulgação de programas de reciclagem e os custos financeiros com os
procedimentos o que acaba ressaltando dessa maneira, a ineficácia do sistema gerenciamento
de RSS (Moura; Mahler, 2017).
No ano de 2020 o Decreto de nº 10.388 muda toda esta circunstância implementando a
logística reversa de medicamentos domiciliares vencidos ou em desuso, de uso humano,
industrializados e manipulados, e de suas embalagens após o descarte pelos consumidores.
Nesse sentido, o decreto trata e deixa disposto o acondicionamento, armazenamento,
coleta externa e, o mais importante, um ponto fixo de recebimento destinado para instalar os
dispensadores em farmácias para o descarte de consumidores de seus medicamentos
domiciliares vencidos ou em desuso, sendo assim também obriga farmácias e drogarias a
colocarem no estabelecimento um ponto temporário de recebimento (Brasil, 2020).
Certamente a logística reversa tem o propósito de diminuir e minimizar os impactos
negativos para sociedade e meio ambiente a fim de otimizar os procedimentos da cadeia de
suplementos utilizando a sustentabilidade com enfoque principal vislumbrando a diminuição
de resíduos farmacêuticos dispostos inadequadamente. Além da inclusão desse tipo de sistema
determinar as responsabilidades, o usuário fica responsável pelo descarte do resíduo
produzido em pontos localizados nos estabelecimentos de farmácias e drogarias para assim
poderem ser recolhidos.
Toma-se como exemplo a preocupação de outras políticas públicas e legislações
criadas e ligadas aos medicamentos devido a percepção do agravante do problema. Assim, a
Portaria 802/1998 do Ministério da Saúde, implementa o Sistema de Controle e
Fiscalização sobre toda a cadeia dos produtos farmacêuticos. Todavia, as citadas não chegam
sequer a mencionar a respeito do descarte e destino final desses potenciais resíduos.
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Além disso, é válido compreender que os resíduos sólidos de saúde podem ser
encontrados em cinco distintas classes de resíduos sólidos de saúde (A, B, C, D e E), então,
deve-se pensar primeiramente em como devem ser segregados para não os misturar.
Atualmente acontece o seguinte processo em que os resíduos farmacêuticos agrupados no
Grupo B não receberam atenção especial em todas as unidades avaliadas, sendo muitas vezes
misturados aos resíduos do grupo D (lixo comum) ou aos resíduos considerados infectantes
(Costa, 2020).
No Maranhão, do total de 217 municípios, apenas 58 executam a segregação e manejo
de acordo com as normas e leis em vigor dos RSS, porém, somente 49 dos municípios contém
todos os procedimentos e mecanismos para desenvolver as etapas de segregação, o manejo e o
descarte final dos resíduos (Brasil, 2012).
Adicionalmente, através da situação explícita configura a falta de capacitação, o
descumprimento das legislações estabelecidas, a falha no manejo e não existência de um local
para acondicionamento desses RSS. Nesse contexto, a falta de fiscalização é evidente devido
a pouca atuação dos órgãos ambientais e vigilância sanitária, que, em âmbito municipal, são
os responsáveis por fazer a averiguação para assim conceder a licença ao órgão de saúde.
Metodologia
A metodologia usada na pesquisa delineou-se pelos seguintes procedimentos
metodológicos: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa de campo, método
quantitativo e pesquisa exploratória.
A pesquisa bibliográfica foi realizada com o uso de artigos, teses, dissertações,
monografias e anais de revistas científicas, os quais tiveram as seguintes temáticas
trabalhadas: conceitos e classificação dos resíduos sólidos e resíduos sólidos de saúde,
problemas para o meio ambiente do não gerenciando de resíduos sólidos de saúde oriundos de
farmácias, impactos negativos na saúde pública, atual nível de geração de resíduos sólidos de
saúde no Brasil e Maranhão, legislações de resíduos sólidos de saúde e de resíduos sólidos, os
impactos de resíduos sólidos de saúde farmacêuticos, entre outros.
Conseguinte, a pesquisa documental utilizou-se de levantamentos de leis sobre
resíduos sólidos, suas classificações, conceitos básicos e das leis que tratam exclusivamente
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de resíduos sólidos de saúde, como também sua classificação, descarte, e disposição final.
Neste contexto, o manejo desses documentos influencia na veracidade, pois eles detêm ampla
aprovação e, no caso das legislações, representam o regimento dos padrões estabelecidos a
serem seguidos nacionalmente para assim, ocorrer a harmonia perante deveres e afazeres
instituídos formalmente.
A pesquisa de campo foi realizada em 24 de outubro de 2023 nas dependências de
farmácias localizadas no perímetro urbano. O critério de escolha da área foi pelo elevado
número de estabelecimentos em única rua, logo este é um ponto estratégico para a análise do
comportamento quanto ao gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde e impactos
socioambiental. A delimitação do campo de estudo aconteceu por meio da geotecnologia na
manipulação do aplicativo QGIS versão 3.28, sistemas de coordenadas SIRGAS 2000,
Shapefiles do IBGE (2022) na malha municipal.
Assim, a área de realização da presente pesquisa é o município de Coroatá-MA,
localizado na Mesorregião Leste Maranhense e na Microrregião de Codó. Ele encontra-se a
uma distância de aproximadamente 260 km da Capital do estado São Luís e estende-se ao
meio das duas margens do rio Itapecuru, o município também é cortado pela rodovia MA -
020. Sua população total é de 59.566 habitantes com a renda média familiar de 1,6 salários-
mínimos, o bioma predominante é o cerrado e sua extensão territorial é de 2.263,692 km²
(IBGE, 2022).
Os pontos de estudo estão localizados no centro urbano da cidade, mais precisamente
na Travessa Urbano Santos (figura1), conhecida pelo quantitativo de 9 estabelecimentos que
realizam a comercialização de produtos farmacêuticos, onde existe uma intensa
movimentação com a compra de medicamentos. Normalmenteos atendimentos são realizados
por três profissionais nessas farmácias, um fica no caixa e os outros dois ficam responsáveis
pelo atendimento ao público.
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Figura 1 Área de estudo
Fonte: Pesquisa direta (2023).
Convém mencionar que na pesquisa de campo foram utilizadas três ferramentas
metodológicas: o checklist, o questionário e o registo fotográfico. Nesse contexto, as
ferramentas citadas têm total relevância porque cada uma torna-se um recurso eficaz, quando
aplicadas conseguem alcançar o objetivo, assim conseguindo obter um resultado.
O checklist tem como intuito caracterizar quais são as classes de resíduos sólidos de
saúde gerados pelas farmácias, como também identificar de qual grupo são esses resíduos
sólidos seguindo claro, a determinação das categorias: Grupo A, Grupo B, Grupo C, Grupo D
e Grupo E. Dessa forma, pudemos obter um apanhado geral de quais os resíduos sólidos são
mais usados.
O questionário foi realizado com 11 perguntas, contendo 7 perguntas objetivas, 3
perguntas subjetivas e 1 pergunta com ambos (objetiva e subjetiva), com as perguntas
escolhidas e impressas posteriormente, logo após utilizou-se o método quantitativo para
contabilizar o número de respostas e descrever resultados por meio de dados ligadas a
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AO CITAR ESTE TRABALHO, UTILIZAR A SEGUINTE REFERÊNCIA:
RODRIGUES, Ana Cleide Pereira; SOUSA, Juciara de Oliveira. Gerenciamento e destinação final de resíduos sólidos de saúde oriundos de
farmácias em Coroatá/Maranhão. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, nº 26, e132607, 2026.
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quantidade, assim temos comodescrever os resultados e quantificá-los para uma melhor
visualização e entendimento a respeito do problema em questão.
Nesse contexto, na etapa do registo fotográfico, realizou-se uma visita no lixão
municipal no dia 19 de outubro de 2023, com a aplicação da técnica de levantamento
fotográfico, com intuito de averiguar a possível eventualidade do descarte e o depósito final
de resíduos sólidos de saúde na área.
A pesquisa exploratória foi realizada para investigar onde são descartados e onde é
realizado o depósito final dos resíduos farmacêuticos, apurar se eles estão sendo
encaminhados para o lixão municipal e a partir dessa hipótese, de acordo com os aspectos
encontrados, formular mais informações a respeito desse tema.
Resultados
A pesquisa direcionou-se aos 9 estabelecimentos farmacêuticos da cidade de Coroatá,
Maranhão, entre os quais dois deles não concordaram em participar; e em três instituições, os
funcionários tiveram receio de serem prejudicados pelas respostas que iriam fornecer; apenas
7 estabelecimentos aceitaram participar desse estudo. Foram entrevistados 6 gerentes e 1
proprietário. Os dados obtidos estão dispostos na figura 2, nos quadros 1 e 2 e nas perguntas a
decorrer.
A primeira pergunta foi: “Existe Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de
Saúde na sua farmácia?”, 29% dos participantes responderam que sim, o que mostra a
quantidade de aderentes ao Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde dentre as
farmácias pesquisadas. No entanto, mais da metade das respostas (71%) afirmam que não
procede dentro de suas farmácias/drogarias a existência de nenhum Plano de Gerenciamento
de Resíduos Sólidos de Saúde, documento este feito para gerenciar seus resíduos gerados.
Então, a inexistência do gerenciamento afeta uma gestão eficaz e significa, um agravante para
aumentar o problema com relação aos resíduos sólidos de saúde (Costa; Batista, 2016).
Sobre esse ponto de vista, e considerando o descumprimento da Política Nacional de
Resíduos Sólidos 12.305/2010 e a Resolução Diretora Colegiada da CONAMAnº 237/97
3
que
3
É uma norma que define procedimentos e critérios para que empreendimentos que usam recursos naturais ou
que sejam potencialmente poluidoras obtenham licenças ambientais antes de serem instaladas.
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estabelecem que qualquer estabelecimento que realize atividades ligadas a saúde tem por
obrigação a existência desse plano, fica evidente o descaso por parte do poder público,
principalmente os órgãos responsáveis por fornecer o alvará e o licenciamento ambiental de
funcionamento para esses tipos de locais.
Dessa forma, quando o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde é
ausente começa a provocar situações nada convencionais devido a iminente degradação do
ambiente natural, a poluição da água, ar e solo, como também afeta o meio ambiente como
um todo e ainda provoca prováveis infecções contra a saúde humana. Dessa forma, torna-se
extremamente necessário realizar o manejo e gerenciamento correto dos resíduos sólidos de
saúde considerando desde o ponto de partida até o final da sua vida útil (Souza, 2014).
Salienta-se ainda que o propósito desse plano implementado são boas práticas para a
sociedade e os empreendimentos, seguindo as seguintes etapas básicas de manejo dos
resíduos: a primeira é a segregação, que deve ser realizada logo após o uso, onde todos os
resíduos sólidos gerados são separados conforme sua tipologia e sua classificação; a segunda
é o acondicionamento dos resíduos nas caixas ou sacolas determinadas; a terceira é o
armazenamento em um local dentro ou fora do estabelecimento; depois a coleta e transporte
dos resíduos sólidos para uma local que realizará o tratamento; e, por fim, a disposição final
em aterro sanitário ou empresa terceirizada responsável.
Logo, diante da situação apresentada foi questionado aos participantes “Existe uma
empresa responsável pela coleta e tratamento dos resíduos sólidos de saúde?” Em
unanimidade, 100% responderam que não dispõe de qualquer vínculo com empresas que
realizem a coleta e o tratamento de seus resíduos gerados.
Sob esse viés, a falta de uma empresa qualificada para coleta desses resíduos sólidos
de saúde gerados nessas atividades perpetua as práticas inadequadas de manejo,
principalmente referente às etapas de separação e acondicionamento, o que desestrutura toda a
cadeia na qual requer procedimentos precisos e coesos a serem realizados. É válido ressaltar
que a depender do material dos resíduos sólidos de serviços de saúde se torna importante a
agilidade também, sendo assim, refletem na falta da etapa de tratamento que a parte
primordial para disposição final sem provocar alterações ambientais.
Esse contexto demonstra a precariedade no tratamento dos resíduos sólidos de saúde,
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considerando sua grande estimativa de geração nos centros urbanos. Eles podem colaborar
sem dúvidas para riscos danosos na qualidade ambiental e humana que porventura entrarem
em contato direto ou indireto com esses resíduos sólidos de serviços de saúde descartados de
maneira inadequada (Silva; Pereira, 2020; Shitsuka et al., 2009).
Em virtude disto, saber para onde estão sendo encaminhados esses resíduos sólidos de
saúde é essencial, porque o seu descarte e disposição final incorretos, independentemente de
onde estejam, podem afetar de maneira imediata o meio ambiente. Sendo assim, foi
questionado quem fazia essa coleta, que não teria nenhuma empresa terceirizada para
realizar essa atividade.
Das respostas obtidas, 43% afirmam que ninguém coleta, a própria farmácia fica
responsável para realizar a disposição final no local que achar mais adequado, igualmente
relatam que fazem a incineração em terreno próprio dos medicamentos vencidos e
inutilizados, como também os materiais de administração de medicamentos como, por
exemplo, seringas, agulhas, luvas, algodão.
De certa maneira, esse procedimento de manejo para a destinação final não é o
adequado, porque, quando são colocados esses materiais sobre o solo nãoimpermeabilizado e
realizando a queima dos materiais, com o passar do tempo começa a degradar esse recurso
natural, além disso, através da combustão desses produtos, as embalagens plásticas e os
medicamentos, impactam negativamente com a poluição da atmosfera. A incineração de
medicamentos inutilizados é apontada como uma forma não propícia, pois produz gases
tóxicos (Lima, 2018).
Contudo, o preocupante é que 57% afirmam colocar os desejos na frente do
estabelecimento para que a prefeitura faça a coleta, o qual é direcionado para o lixão
municipal. Logo, os medicamentos vencidos e materiais de administração de medicamentos
também são destinados para esse local de extrema vulnerabilidade socioambiental, o que, com
certeza, agrava ainda mais a situação de contração de doenças, intoxicações e acidentes
relacionados aos catadores.
A seguir, o Quadro 2 reflete a questão do que é feito por esses estabelecimentos e
quais medidas são adotadas mediante o gerenciamento e destino dado a esses tipos de
resíduos sólidos de saúde.
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Quadro 2 Respostas das questões subjetivas
Perguntas
Respostas
Por quais motivos não implementaram um
sistema de recebimento?
Estabelecimento 1:Falta de apoio do poder público
Estabelecimento 2:Falta de apoio do poder público
Estabelecimento 3: Espaço adequado
Estabelecimento 4: Os custos para implementação
Estabelecimento 5: Espaço adequado
Estabelecimento 6: Falta de apoio do poder público
Estabelecimento 7:Os custos para implementação
Como é feito a destinação final dada aos
medicamentos vencidos e/ou inutilizados
originados a partir do estoque da própria
farmácia/drogaria?
Estabelecimento 1: Medicamentos são quebrados e
os líquidos derramados no terreno próprio.
Estabelecimento 2: Medicamentos são quebrados e
os líquidos derramados no terreno próprio.
Estabelecimento 3: Medicamentos são quebrados e
os Estabelecimento 4: Medicamentos são quebrados
e os líquidos derramados no terreno próprio.
Estabelecimento 5: São todos incinerados em
terreno próprio. Estabelecimento 6:
São todos incinerados em terreno próprio.
Estabelecimento 7:Medicamentos são quebrados e
os líquidos derramados no terreno próprio.
Qual a destinação dos medicamentos utilizados
na própria farmácia, como seringas, agulhas ou
frascos usados?
Estabelecimento 1: Coleta tradicional da prefeitura.
Estabelecimento 2: Incinerado em terreno próprio
Estabelecimento 3: Incinerado em terreno próprio.
Estabelecimento 4: Coleta tradicional da prefeitura
Estabelecimento 5: Coleta tradicional da prefeitura
Estabelecimento 6: Incinerado em terreno próprio
Estabelecimento 7: Coleta tradicional da prefeitura
Fonte: Pesquisa direta (2023).
Os fármacos, que em sua maioria são descartados em contato direto com meio
ambiente, possuem substâncias químicas ativas, o que provoca impactos ambientais negativos
dentro do ecossistema, como, por exemplo, a mudança de comportamento e metabolismo
naturais das espécies e, consequentemente, a alteração do sistema imunológico, ficando mais
frágil e suscetível a doenças (Gonzales, 2020; Guedes et al., 2021). De acordo com a
Resolução n.º 222/ 2018
4
no seu Art. 59 os medicamentos devem ser gerenciados da seguinte
forma:
Art. 59 Os resíduos de medicamentos contendo produtos hormonais e produtos
antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos,
4
Norma da ANVISAque regula o gerenciamento de resíduos sólidos de saúde no Brasil.
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imunomoduladores; antirretrovirais, quando descartados por serviços assistenciais
de saúde, farmácias, drogarias e distribuidores de medicamentos ou apreendidos,
devem ser submetidos a tratamento ou dispostos em aterro de resíduos perigosos
Classe I (Brasil, Art. 59. p. 15, 2018).
A realidade prevista na legislação vai de acordo com as técnicas e métodos para
processar adequadamente os resíduos sólidos de saúde e rejeitos deles. No entanto, essa
previsão está, de fato, muito distante da realidade do município de Coroatá, uma vez que em
visita ao lixão constatou-se a existência desses resíduos sólidos de saúde, que, segundo os
dados levantados, podem ser oriundos de farmácias. Nesse contexto, Guedes et al., (2021) faz
uma reflexão a respeito do destino dado aos resíduos sólidos de saúde oriundos de farmácias:
O descarte final de medicamentos e correlatos farmacêuticos em vazadouros a u
aberto, conhecidos como lixões, é uma prática antiga e inadequada, que ainda é
bastante utilizada nos dias de hoje (Guedes et al., 2021, p. 8).
A Figura 2 mostra a atual situação do lixão, onde é possível observar os resíduos
sólidos de saúde misturados aos resíduos sólidos comuns, os quais são queimados pelos
catadores como materiais inúteis, ou seja, que não servem para serem vendidos como
recicláveis. Também vale ressaltar que durante os períodos chuvosos formam-se lagoas de
chorume oriundos da decomposição desses produtos em conjunto aos de origem doméstica,
orgânica, restos de carcaças animais etc.
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Figura 2 Resíduos farmacêuticos com a disposição final no lixão (A), (B), (C) e (D).
Fonte: Pesquisa direta (2023).
Na Figura 2A estão colocados em uma sacola preta os seguintes resíduos: copo
descartável, caixa de medicamento, embalagem de agulhas, algumas lacradas, contendo ali
itens perfurocortante. A Figura 2B mostra que dentro de uma sacola preta estão contidos
frasco de medicamento líquido, luvas, embalagem de agulhas, copos descartáveis e uma
embalagem de soro fisiológico. Na Figura 2C encontra-se a queima de diversos resíduos,
inclusive os de origem doméstica e oriundos de farmácias. A Figura 2D mostra seringas,
sacolas, coco e folhas secas encontradas no lixão municipal.
Desta forma, observa-se o destino final inadequado desses resíduos de serviços de
saúde misturados aos resíduos comuns, aumentando ainda mais a periculosidade do local para
seres humanos e também podendo causar a degradação do meio ambiente. Com o atual nível
de geração de resíduos de serviço de saúde é cada vez maior e mais rápido, sem o devido
gerenciamento acarreta, consequentemente, em impactos danosos para o meio ambiente
(Medeiros; Ferreira, 2020).
B
A
C
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Provavelmente esse solo com a presença de resíduos farmacêuticos encontra-se cheio
de contaminantes que podem ser observados através da presença de bioindicadores de metais
pesados como, por exemplo, a mamona. Dessa maneira, ocorre a contaminação pelo processo
de infiltração diretamente nos aquíferos, que passam a ser poluídos por essas substâncias que
percolam até as águas subterrâneas.
Quando perguntados sobre a percepção em relação ao conhecimento de como é a
realidade atual do lixão municipal, apenas 29% dos entrevistados disseram que sim,
conhecem ou ouviram falar da realidade da área onde são depositados os resíduos retirados
das residências e em alguns casos até pelos próprios resíduos farmacêuticos no mesmo local.
A legislação estabelece que em casos dos resíduos sólidos de saúde estejam misturados com
lixo comum, todos devem ser tratados como resíduos perigosos (Costa; Batista, 2016).
Entretanto, 71% afirmam o desconhecimento da existência dessa localidade. Existe
uma invisibilidade dessa área, que é discriminada pelo mau cheiro e preconceito com os que
frequentam os lixões para reverter o chamado “lixo” em dinheiro. Em virtude do exposto,
para que possa haver uma boa gestão, é prioridade sanar questões ambientais críticas como a
inserção de resíduos sólidos de saúde farmacêuticos em locais inapropriados, como no lixão,
pias e até a queima deles (Rodrigues, 2013). Logo, é necessário que haja sensibilização da
comunidade a fim de evitar ou minimizar os descartes desses tipos de resíduos sólidos de
saúde, pois tal situação precária é agravada quando não informações sobre os riscos
ambientais e sanitários que decorrem dessa disposição final incorreta.
Nessa perspectiva, quando questionados se os funcionários da empresa recebem
treinamento para separar corretamente os resíduos”, 14% indicaram que sim, realizaram ou
realizam esse tipo de treinamento. Muito embora, exista uma boa perspectiva de buscar o
alinhamento da conduta às legislações referentes à temática, observa-se que a carência de
treinamentos adequados é maior, que 86% não realiza tal prática. Como observado, esse
fator é muito importante e reflete diretamente na gestão de resíduos sólidos de saúde na etapa
de segregação, considerada uma das mais importantes (Maia; Simões, 2022). Logo, isto acaba
influenciando negativamente na parte primordial do gerenciamento.
A seguir, o quadro 3 mostra o checklist da observação dos produtos comercializados e
serviços prestados que posteriormente se tornaram resíduos sólidos de saúde e identifica a
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quais classes eles pertencem.
Quadro 3 Grupos, tipos e classe de resíduos sólidos de saúde.
Grupo
Classe
Tipo de resíduo
A
Infectantes
Luva e algodão com resquícios de
sangue após a administração de
medicamento.
B
Químicos
Medicamentos e produtos
farmacêuticos.
D
Comuns
Papel, caixas copos descartáveis e
outros relacionados ao uso
doméstico.
E
Perfurocortantes
Agulhas de administração de
medicação.
Fonte: Pesquisa direta (2023).
O Quadro 3 serve para reforçar a grande necessidade da capacitação dos colaboradores
para realizarem o bom e adequado manejo, e uma boa segregação sem contaminar os resíduos
entre si, assim seguindo as práticas e regras estabelecidas para um bom gerenciamento. As
equipes que trabalham com esses resíduos sólidos de saúde deveriam sempre, num
determinado período, receber capacitação e uma recapitulação com treinamentos de fácil
acesso e compreensão (Souza et al.,2021).
Por isso, a falta de preparo afeta estritamente a organização e o procedimento das
atividades desenvolvidas (Alcântara, 2017). A exclusão de procedimentos adequados acaba
provocando impactos ambientais. Existe uma grande capacidade, principalmente dos grupos
A, B e E (Quadro 2), de degradação do solo, alteração de aquíferos subterrâneos e, também,
de contaminação dos resíduos do grupo D, que poderiam ser reciclados e ajudar a reduzir o
acúmulo no lixão (Costa, 2020).
Outro aspecto a ressaltar é a pouca importância dada para a maior sensibilização e
conhecimento ambiental dentro dos estabelecimentos por parte dos colaboradores, uma vez
que eles também deveriam orientar os consumidores a terem melhores hábitos de gestão dos
resíduos produzidos.
Quando perguntado se a empresa tem entendimento sobre a problemática do descarte
inadequado de resíduos sólidos de saúde”, 57% responderam que não, logo, demonstrando o
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quanto os estabelecimentos estão ausentes de medidas para minimizar seus impactos no meio
ambiente. Por intermédio das informações coletadas, é também notório uma falha estrutural
nas ações de sustentabilidade dos estabelecimentos, de certa forma, existe um descaso em
relação às preocupações de cunho ambiental. Nessa perspectiva, 43% responderam estarem
cientes dessa condição, muito embora não adotem um sistema para receber a devolutiva de
medicamentos dos consumidores, nem fazem a destinação adequada dos resíduos sólidos da
saúde por eles mesmos produzidos.
Dessa forma, são listados os motivos pelos quais essas empresas não implementaram o
sistema de recebimento como: a questão da falta de apoio do poder público; o custo; e terá
falta de um espaço adequado. A pesquisa de Costa (2020) indica que existem outros motivos
para a não implementação do sistema de recebimento que são: a falta de políticas públicas,
inexistência do sistema de logística reversa de medicamentos, ausência de pontos para
recebimento e conscientização socioambiental.
Nesse sentido, foi questionado para os estabelecimentos se algum deles recebe o
descarte de medicamentos do público consumidor”. Todos os entrevistados responderam que
não dispõe dessa prática, fato esse preocupante, pois significa que não está sendo feita
nenhuma intervenção por parte dos estabelecimentos farmacêuticos geradores desses resíduos
sólidos de saúde para diminuir o seu dano de impacto negativo ao meio ambiente.
Dessa forma, essa resposta obtida tem como reflexo principal a falta de informações
que os clientes têm sobre o que fazer com os resíduos farmacêuticos, e acabam descartando
esses dejetos no resíduo comum, mais conhecido como “lixo doméstico”, e este acaba por ser
coletado pelo caminhão da prefeitura e disposto no lixão a céu aberto do município e dessa
maneira possivelmente provoca a contaminação da área e degradação o meio ambiente,
aumentando ainda mais a problemática atrelada ao lixão.
Diante disto e de todas as necessidades de atenção especial para os resíduos sólidos de
saúde oriundos de farmácias e drogarias, o decreto 10.388/2020 faz a seguinte afirmação no
seu Art. 10:
As drogarias e farmácias estabelecidas como pontos fixos de recebimento ficam
obrigadas, às suas expensas, a adquirir, disponibilizar e manter, em seus
estabelecimentos, dispensadores contentores, na proporção de, no mínimo, um ponto
fixo de recebimento para cada dez mil habitantes, nos Municípios com população
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superior a cem mil habitantes (Brasil, 2020).
Esses medicamentos dispersos no meio ambiente quando em contato com o ser
humano por via de transmissão pela água se deve a grande e alarmante deficiência de
saneamento básico e, assim, passam a interferir diretamente na saúde física dessa sociedade
contaminada (Rodrigues, 2013).
Convém mencionar que o papel do sistema de recebimento é evitar o progresso
maciço da deposição final e o descarte desses medicamentos em logradouros, rios e,
principalmente, que cheguem aos lixões (Costa, 2020). Desta forma, não contaminará o solo,
aquíferos e o ar, contribuindo para um meio ambiente ecologicamente equilibrado.
O outro ponto importante a citar é que de fato, com esses coletores implementados
funcionaram como um método de minimizar a dispersão desses medicamentos em locais
inapropriados eliminando dessa maneira, uma possível intoxicação para seres humanos assim,
o governo também evitará gastos com despesas de saúde pública indesejada.
Quando questionado se você sabe o que é logística reversa?, 14% responderam que
sim, ou seja, essas empresas e os colaboradores estão informados a respeito da causa
ambiental, mais precisamente da logística reversa que reporta no âmbito empresarial a
sustentabilidade. Todavia, 86% dos questionados indicaram não saber o que seria logística
reversa, refletindo uma falta de interesse por parte desses participantes.
Apesar do aumento da divulgação com relação aos problemas ambientais, pouco se
tem da perspectiva dessa situação ambiental em Coroatá. Isso pode ser fruto de uma atuação
de gestão pouco efetiva no que abrange não somente no sistema municipal, mas também nas
outras escalas estadual e federal (Costa, 2019). A falta de incentivos para a adesão de
programas afeta a efetividade de fiscalização para o gerenciamento tanto de resíduo sólido
comum como para resíduo sólido de saúde.
Diante disto, foi questionado se na farmácia existe logística reversa?”, 100%
responderam que não e, assim, essas farmácias diretamente contribuem para o acúmulo desses
resíduos sólidos de saúde em locais inadequados por não implementarem nenhum programa
que vise diminuir a geração ou minimizar. Nesse sentido, como observado através desse dado,
esses estabelecimentos, por conta da infraestrutura não adequada e falta de incentivos, não
procuram meios sustentáveis para melhorar e se adequarem de uma maneira ambientalmente
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correta.
Diante desse cenário, a logística reversa é objetivada na redução dos impactos
ambientais e nos possíveis danos à saúde humana, vislumbrando uma sensibilização da gestão
para fazer a redução de custos aos fabricantes, assim, dar o direcionamento correto dos
materiais e reaproveitar os que podem ser recicláveis, contribuindo, dessa maneira, para a
sustentabilidade no planeta (Santana, 2022).
Dessa maneira, a Política Nacional de Resíduos Sólidos 12.305/2010 não obriga a
implementação da logística reversa, porém, pede que os comerciantes tenham
responsabilidade com o ciclo de vida do produto, seja, por exemplo, o estendendo ao máximo
para minimizar o acúmulo de rejeitos, e, assim, reduzir os impactos a qualidade ambiental e a
saúde humana (Brasil, 2010).
Além de um reconheciemento à marca pela sustentabilidade, seria muito interessante e
atrativo para os clientes o marketing verde que esse tipo de sistema de coleta proporcionaria.
Porém, todo o trâmite legal burocrático é uma das prováveis questões que afastam os
empresários desse ramo em seguir com a sustentabilidade.
Conclusão
A importância do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Saúde fica evidente
diante de tantas problemáticas relacionadas ao descarte e destinação final desses resíduos
sólidos perigosos e, com o passar do tempo, nota-se que a sua composição, além de agredir de
maneira severa, proporciona uma degradação e impacto com a probabilidade enorme de se
tornar irreversível para o meio ambiente.
Nesse sentido, conclui-se que a gestão é falha no que tange a ceder alvarás de
funcionamento de muitas dessas farmácias as quais se quer têm o básico, que é o
gerenciamento dos resíduos de serviço de saúde estabelecidos na lei. Dessa maneira, passam
casos despercebidos onde a fiscalização é, de fato, inexistente. Outro aspecto a salientar é de
que na cidade de Coroatá existe pouca efetividade de ações voltadas para a temática de
gerenciamento correto dos resíduos sólidos de saúde.
Toma-se de exemplo os resíduos farmacêuticos que são consumidos em ampla escala
e, da mesma maneira, também pode-se mencionar o caso dos medicamentos que quando em
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RODRIGUES, Ana Cleide Pereira; SOUSA, Juciara de Oliveira. Gerenciamento e destinação final de resíduos sólidos de saúde oriundos de
farmácias em Coroatá/Maranhão. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, nº 26, e132607, 2026.
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contato com o meio ambiente começam a agir como poluentes majoritariamente degradantes
e, assim, transformando toda o ecossistema e consequentemente, a biodiversidade do local.
Em Coroatá foi descoberto e visualizado a destinação final de resíduos sólidos de
saúde oriundo de farmácias para o lixão municipal provocando um desequilíbrio ambiental, a
contaminação atmosférica, do solo e do lençol freático e para os seres humanos que
frequentam o local e entram em contato direto, principalmente, com agulhas, seringas e
medicamentos inutilizados ou vencidos.
Nesse contexto, essa situação deve-se aos seguintes fatores: não coleta por empresa
especializada, inexistência de sistema de recebimento e logística reversa, falta de treinamento
dos funcionários e o entendimento da problemática de resíduos sólidos de saúde, como
também a escassez de ações efetivas e eficazes para minimizar a inexistência de Plano de
Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde.
Portanto, em Coroatá ocorre a disposição em área ambientalmente inadequada de
resíduos sólidos para todos os tipos, desde o comum ao complexo. Dessa forma, contribuindo
para impacto ambiental negativo e provocando condições irreversíveis de degradação
ambiental, além de afetar a população local de um modo em geral pela queima desses
materiais.
Em suma todos os objetivos foram alcançados, podendo dessa forma evidenciar o
quanto é importante o estudo e deixando as contribuições para, não apenas mostrar que o
problema é real, mas, sim, para contribuir com intuito de melhoraria da problemática
solucionando as questões-chave apontadas pela pesquisa.
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