Ensaios de Geografia
Essays of Geography | POSGEO-UFF
AO CITAR ESTE TRABALHO, UTILIZAR A SEGUINTE REFERÊNCIA:
SANTOS, Vitor Colleto dos; TORRES, Eloiza Cristiane; COSTA, Marcilene Vieira dos Santos da. Bobbie Goods? Não, Geo Goods! O
desenho no ensino de Geografia e a proposta de edutenimento: validações pedagógicas. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, 26, e132609,
2026.
Submissão em: 06/01/2026. Aceito em: 17/04/2026.
ISSN: 2316-8544
Este trabalho está licenciado com uma licença Creative Commons
1
SEÇÃO ARTIGOS
Bobbie Goods? Não, Geo Goods! O desenho no ensino de Geografia e a proposta de
edutenimento:
validações pedagógicas
Bobbie Goods? No, Geo Goods! Drawing in Geography teaching and edutainment
proposal:
pedagogical validations
¿Bobbie Goods? ¡No, Geo Goods! El dibujo en la enseñanza de Geografia y la
propuesta de edutenimento:
validaciones pedagógicas
DOI: https://doi.org/10.22409/hma8ye42
Vitor Colleto dos Santos
1
Universidade Estadual de
Londrina (UEL),
Paraná, Brasil
e-mail: vitor.colleto.santos@uel.br
Eloiza Cristiane Torres
2
Universidade Estadual de
Londrina (UEL),
Paraná, Brasil
e-mail: elotorres@uel.br
Marcilene Vieira dos Santos da Costa
3
Secretaria Estadual de Educação do
Paraná (SEED-PR),
Paraná, Brasil
e-mail: marcilene.costa@escola.pr.gov.br
Resumo
Assumindo a prática de desenhos como instrumento importante para a aproximação da Geografia com o universo
dos estudantes, foi criada uma versão geográfica dos livros de colorir Bobbie Goods, sendo o e-book Geo Goods
uma proposta de edutenimento para o ensino de Geografia. Este artigo nasce do interesse em apresentar os
resultados de validações pedagógicas do material proposto realizadas em diferentes contextos de ensino. As
validações pedagógicas aconteceram tanto com estudantes do curso de Geografia (licenciatura) da Universidade
Estadual de Londrina (UEL) quanto com estudantes do Ensino Fundamental de uma escola estadual. Com uma
abordagem qualitativa e finalidade explicativa, são apresentados os registros dos momentos de validação
pedagógica por meio de relatos e trocas dos/com os envolvidos e que vem a atestar o potencial uso dos desenhos
Geo Goods para o edutenimento no ensino de Geografia. Conclui-se que, embora possa haver resistências, as
validações demonstraram que é possível aproveitar elementos virais na internet e que os estudantes gostam e se
divertem com aulas mais lúdicas de Geografia, inspirando-se no edutenimento, ao passo em que se contribui para
a (re)valorização do desenho como dispositivo didático nesse ensino e na seara das diferentes linguagens.
Palavras-chave
Desenho; Diferentes linguagens; Edutenimento.
1
Licenciado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e Mestre em Geografia pela
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Doutorando em Geografia na UEL.
2
Doutora em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP Presidente
Prudente), Professora associada da Universidade Estadual de Londrina (UEL)
.
3
Licenciada em Geografia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Professora de Geografia do Colégio
Estadual Polivalente de Londrina, da Secretaria Estadual de Educação do Paraná (SEED-PR).
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SANTOS, Vitor Colleto dos; TORRES, Eloiza Cristiane; COSTA, Marcilene Vieira dos Santos da. Bobbie Goods? Não, Geo Goods! O
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2
Abstract
It is believed that drawing is an important tool for bringing geography closer to students. With this in mind, a
geographical version of the Bobbie Goods coloring books was created, namely the e-book “Geo Goods,” as an
edutainment proposal for teaching geography. This article stems from an interest in presenting the results of
pedagogical validations of the proposed material carried out in different teaching contexts. The pedagogical
validations took place with both Geography students (undergraduate) at the Universidade Estadual de Londrina
(UEL) and elementary school students at a state school. With a qualitative approach and explanatory purpose, the
records of the pedagogical validation moments are presented through reports and exchanges from/with those
involved, which attest to the potential use of Geo Goods designs for edutainment in the teaching of Geography. It
is concluded that, although there may be resistance, the validations have shown that it is possible to take advantage
of viral elements on the internet that students like and enjoy for more playful Geography classes, inspired by
edutainment, while contributing to the (re)valuation of drawing as a teaching device in this teaching and in the
field of different languages.
Keywords
Drawing; Different languages; Edutainment.
Resumen
Se cree que la práctica del dibujo es una herramienta importante para acercar la geografía al universo de los
estudiantes. Teniendo esto en cuenta, se creó una versión geográfica de los libros para colorear Bobbie Goods, el
libro electrónico Geo Goods, como propuesta de eduentretenimiento para la enseñanza de la geografía. Así pues,
este artículo nace del interés por presentar los resultados de las validaciones pedagógicas del material propuesto,
realizadas en diferentes contextos educativos. Las validaciones pedagógicas se llevaron a cabo tanto con
estudiantes del curso de Geografía (licenciatura) de la Universidade Estadual de Londrina (UEL) como con
estudiantes de primaria de una escuela estatal. Con un enfoque cualitativo y con fines explicativos, se presentan
los registros de los momentos de validación pedagógica a través de relatos e intercambios de/con los involucrados,
lo que demuestra el potencial uso de los dibujos Geo Goods para el edutenimiento en la enseñanza de la Geografía.
Se concluye que, aunque puede haber resistencias, las validaciones demostraron que es posible aprovechar
elementos virales en Internet y que a los estudiantes les gustan y se divierten con clases de Geografía más lúdicas,
inspirándose en el edutenimiento, al tiempo que se contribuye a la (re)valorización del dibujo como dispositivo
didáctico en esta enseñanza y en el ámbito de los diferentes lenguajes.
Palabras clave
Diseño; Diferentes lenguajes; Edutenimiento.
Introdução
Bobbie Goods, Labubu e morango do amor são itens de consumo diferentes, mas todos
têm em comum o fato de terem viralizado nas redes sociais digitais em 2025. Esses itens
acabaram por acarretar em trends por conta do máximo engajamento que despertaram entre as
pessoas que usam redes sociais digitais como o Instagram e o TikTok, as mais populares na
atualidade quando o assunto é viralização de trends no Brasil. No caso dos Bobbie Goods
(Goods, 2025), dizem respeito a um livro de desenhos para colorir criado pela artista
estadunidense Abbie Goveia que, embora tenha sido lançado em anos anteriores, viralizou no
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Brasil entre o final de 2024 e o início de 2025, constituindo a trend ou febre dos Bobbie Goods
(Braga, 2025; Duranzi, 2025; Pessanha, 2025; Souza, 2025).
Em meio a isso, emergiu o interesse em aproximar a recente viralização dos desenhos
Bobbie Goods com o ensino de Geografia, partindo das seguintes inquietações dos autores que
inspiraram a realização deste artigo: a criação e a pintura de desenhos podem ser práticas de
ensino de Geografia e de que forma(s)?; é proibido pintar desenhos no ensino de Geografia? e;
de que maneira é possível aproveitar a trend/febre dos Bobbie Goods para assistir a
aprendizagem de conteúdos de Geografia escolar?
Assim, também no ano de 2025, foi criado um e-book que se denominou Geo Goods
pelo primeiro autor e pela segunda autora (Torres; Santos, 2025), inspirando-se nos Boobie
Goods originais, como uma tentativa de aproximação de desenhos com o estilo Bobbie Goods
com conhecimentos de Geografia. Sobre isto, é importante evidenciar desde que o e-book
apresenta desenhos geográficos chamados de Geo Goods”, não sendo os Bobbie Goods
originais. Ou seja, os desenhos Geo Goods que compõem o material criado foram feitos
seguindo o estilo Bobbie Goods, no sentido de terem como inspiração aspectos comuns a esse
estilo como os personagens cachorros, porém fazendo referência direta a conteúdos mormente
estudados em Geografia escolar, especialmente no Ensino Fundamental (Torres; Santos, 2025).
Assim, considera-se o e-book Geo Goods" uma proposta de edutenimento, uma vez
que nasce com o interesse de aproveitar o engajamento das pessoas em trends (de
entretenimento) como a dos Bobbie Goods para o ensino de Geografia. Entendido como
sinônimo de “entretenimento educacional” (Young Digital Planet, 2016, p. 84), a abordagem
do edutenimento tem sido utilizada atualmente nos contextos de redes sociais digitais e, que ao
ser pensada para a sala de aula, tem gerado o debate sobre o fato de ser mera abordagem
instrumental (Freitas, 2017). No entanto, defendendo o uso dessa abordagem em sala de aula,
acredita-se que pode ser uma possibilidade para o ensino de Geografia quando inserido em meio
a práticas pedagógicas multiletradas, isto é, pautadas na Pedagogia dos Multiletramentos (The
New London Group, 1996). Logo, considerando os Geo Goods um edutenimento e pautando-
se em tal pedagogia, espera-se que eles contribuam não apenas para a mobilização criativa de
conceitos geográficos, mas também para a significação desses conceitos a partir de elementos
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que lembram os virais Bobbie Goods, que guardam boa relação com faixas etárias escolares no
contexto de entretenimento. Em suma, trata-se de aproveitar a febre baseada em pintar desenhos
vista como algo divertido para contribuir com a aprendizagem de conhecimentos geográficos
(Torres; Santos, 2025).
Em vista da realização e publicação do e-book em meio à febre dos Bobbie Goods
4
, esse
material foi o ponto de partida de validações pedagógicas. As validações foram duas (2)
realizadas no contexto do curso de Geografia (licenciatura) da Universidade Estadual de
Londrina (UEL) pelos primeiro e segundo autores, e outra (1) em uma escola onde trabalha a
terceira autora. O artigo possui, então, o objetivo de apresentar os resultados de cada uma das
validações pedagógicas do material proposto para o edutenimento, sendo trazidas as percepções
sobre o aproveitamento dos Geo Goods para o ensino de conteúdos geográficos, reflexões sobre
os encontros de validação na graduação e a demonstração de como pode ser utilizado em sala
de aula a partir da experiência na Educação Básica.
Diante disso, o trabalho está organizado em seis (6) seções, sendo a primeira esta
introdução. A segunda apresenta a metodologia adotada para a redação deste manuscrito. A
terceira caracteriza detalhadamente o e-book Geo Goods”, que é ponto de partida das
validações pedagógicas. A quarta está dedicada a uma fundamentação teórica em diálogo com
autores(as) que defendem a prática de desenho (criação e pintura) como úteis para o ensino de
Geografia, ao tempo em que se situa o desenho enquanto dispositivo didático na seara das
diferentes linguagens. A quinta apresenta e analisa os resultados alcançados nos momentos de
validação pedagógica e contribui com possibilidades de uso dos Geo Goods a partir dos relatos
dos professores em formação e da experiência da professora terceira autora em sala de aula. Por
fim, a sexta seção é as considerações finais com a síntese dos esforços de se oferecer uma
4
Além da versão dos Geo Goods" idealizada pelo primeiro autor e pela segunda autora, outras pessoas, empresas
de diferentes ramos e até órgãos públicos como Prefeituras realizaram e compartilharam nas redes sociais digitais
as próprias versões de desenhos com o estilo Bobbie Goods. Um exemplo é um material do portal de notícias
“Agora Londrina”, com desenhos para colorir os principais pontos turísticos do município, estando disponíveis
nos destaques de stories da página do Instagram @agoralondrina (disponível em:
https://www.instagram.com/agoralondrina/; acesso em: 30 dez. 2025).
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possibilidade de edutenimento para o ensino de Geografia escolar, buscando contribuir para a
(re)valorização da prática de desenhos nesse ensino.
Metodologia
Tendo como objetivo principal apresentar as validações do material pedagógico
proposto em dois diferentes espaços, o trabalho possui uma abordagem metodológica
qualitativa. A escolha por essa abordagem se justifica por conta de que, com base nos
ensinamentos de Minayo (2004), se tem o interesse em apreender questões da ordem dos
significados e das intencionalidades que o material Geo Goodspode despertar e contribuir
quando utilizado no ensino de Geografia. Essas questões são obtidas junto aos participantes dos
momentos de validação, tanto no contexto universitário quanto na escola.
Na universidade, o público-alvo das validações foram dois contextos da graduação em
Geografia no semestre 2025/1. Primeiramente, a validação da proposta foi realizada com a
turma do PIBID no dia 29 de maio de 2025, data também escolhida para a publicação de
lançamento do e-book
5
nas páginas do Instagram do primeiro autor e da segunda autora, a saber
os perfis @geography.planet e @geodicasdaelo, respectivamente. A escolha da data deu-se por
ser quando é celebrado o dia do geógrafo no Brasil.
O encontro com a turma do PIBID foi realizado como parte das reuniões de integração
entre os docentes e estudantes pibidianos(as) a cada final de mês, quando são realizadas oficinas
de formação voltadas para o conhecimento de práticas pedagógicas atuais e diferenciadas que
podem vir a inspirar os(as) bolsistas do PIBID em sua atuação nas escolas parceiras.
Por sua vez, a segunda validação, realizada em 04 de junho de 2025, envolveu os
estudantes matriculados na disciplina 2GEO235 Didática e Instrumentação no Ensino de
Geografia, sendo cinco (5) estudantes presentes no dia. Na disciplina, a validação do material
aconteceu como uma atividade dentro de uma aula com carga horária de 4 horas.
5
Para conferir a publicação de lançamento do e-book no Instagram, ver:
https://www.instagram.com/reel/DKQ0rVbNPQs/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA=
= (acesso em: 14 abr. 2026).
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a validação realizada em contexto escolar deu-se pelo interesse de uma professora
(terceira autora) do Colégio Estadual Polivalente de Londrina em utilizar o material com
estudantes de suas turmas do ano do Ensino Fundamental, também no ano letivo de 2025.
Desta forma, o interesse concentrou-se na percepção da professora com relação ao material e
ao seu (potencial) uso educativo em sala de aula, e não tanto dos estudantes que interagiram
com as atividades do material levadas pela professora. Logo, tendo a professora aplicado a
proposta dos Geo Goods com aproximadamente setenta (70) estudantes de turmas de ano,
interessa conhecer a avaliação geral que a docente fez do material e como ela observou o
engajamento e a aprendizagem sobre os conceitos trabalhados em aula por meio dos desenhos
Geo Goods.
Com as validações em cada contexto, é executada a análise dos principais resultados,
sendo apresentadas por meio de uma metodologia explicativa quanto aos objetivos. A
metodologia explicativa é entendida como aquela que, “[…] além de registrar, analisar,
classificar e interpretar os fenômenos estudados, têm como preocupação central identificar seus
fatores determinantes. Esse tipo de pesquisa é o que mais aprofunda o conhecimento da
realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas []” (Prodanov; Freitas, 2013, p. 53).
Para a apresentação dos resultados das validações com os estudantes da disciplina da
graduação e do PIBID, são consideradas as manifestações deles durantes os encontros, que
foram organizados com base em três momentos: 1) sensibilização e abordagem teórica por trás
dos Geo Goods; 2) roda de conversa sobre as potencialidades e formas de uso do material em
sala de aula e; 3) pintura dos desenhos Geo Goods. Além disso, considera-se também como
objetos a serem analisados alguns relatos de pibidianos, que chegaram, após a realização do
encontro de validação, em conversas no WhatsApp com a segunda autora.
Em específico sobre a abordagem teórica, ela deu-se a partir de uma apresentação de
slides elaborada para balizar tanto a caracterização do e-book quanto para a discussão de textos,
a saber os de Angotti-Salgueiro (2005) e de Rosolen Junior (2024). O primeiro texto aborda os
desenhos de Percy Lau e a relevância para construção da identidade e construção de
representações nacionais do Brasil, enquanto o segundo discute a relevância de desenhos como
explicação de conteúdos e também como motivação para os estudantes da Educação Básica se
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interessarem pelo que é estudado em Geografia. Para a apresentação dos resultados da validação
na escola, é considerado o relato de execução prática da professora terceira autora enviado
também via WhatsApp para a segunda autora.
Além do caráter prático do trabalho, investe-se, como dito, no esforço em realizar uma
fundamentação teórica de maneira a situar a prática de desenhos (e os nossos Geo Goods) na
seara das diferentes linguagens ao serem propostos como dispositivos didáticos para o ensino
de Geografia. Para isso, são utilizados procedimentos de pesquisa bibliográfica. Junto à
discussão teórico-reflexiva com base em autores do ensino de Geografia, é trazido a fala de um
professor de História que, na rede social digital Instagram, divulga seu trabalho com mapas
mentais e desenhos em lousa para o ensino em sala de aula; os excertos narrativos deste
professor da rede socialo foram btidos por meio de uma conversa informal no WhatsApp com
o primeiro autor e vêm a reforçar a defesa do desenho como prática pedagógica no ensino de
disciplinas de humanidades, como Geografia e História.
Conhecendo o e-book Geo Goods
Esta seção surge do interesse em “destrinchar” o e-book Geo Goods(Figura 1), no
sentido de detalhá-lo a ponto de oferecer uma orientação (mas não um manual) sobre como
pode ser utilizado em sala de aula. Exatamente por não querer que isso seja um manual, o e-
book criado pelo primeiro autor e pela segunda autora encontra-se disponível gratuitamente na
íntegra através do link:
https://drive.google.com/file/d/10R1IyaF6Z5hlOCmfjIBMuEJgKcsVdv4P/view?usp=sharing
(acesso em: 14 abr. 2026), ficando à disposição a quem interessar em baixá-lo e promover as
adaptações para o seu uso pedagógico em sala de aula. Destarte, caso haja a necessidade de
uma orientação quanto ao uso dos elementos do material, as linhas desta seção servem para
isso, acesse o e-book e acompanhe as exemplificações.
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Figura 1 Capa e contra capa do e-book Geo Goods
Fonte: Torres e Santos (2025). Organização: Os autores (2025).
Em primeiro lugar, nesta caracterização do e-book geográfico e de edutenimento,
interessa enfatizar, como adiantado desde a introdução, que os desenhos Geo Goods que
compõem o material não são os Boobie Goods originais. Pode-se dizer que eles são releituras
geográficas, pois preservam alguns elementos do estilo pela inspiração na marca, mas, pelo
foco de edutenimento, se tornam geográficos por apresentar os desenhos combinados com
sugestões de atividade para cada desenho Geo Good”.
Em outros termos, a criação dos Geo Goods fez-se a partir da referência aos Bobbie
Goods, embora existam outros livros de colorir semelhantes a eles como Comfy & Fluffy
(Magic Kids Comércio Ltda, 2025) e Cute & Comfy: travelling adventures (Instituto
Brasileiro de Cultura Ltda, 2025). Em parêntese, estes têm em comum com os virais Bobbie
Goods o fato de trazerem junto aos desenhos ilustrações de animais. O Comfy & Fluffy
associa animais ao cotidiano, enquanto o Cute & Comfy: travelling adventures possui a
temática de viagens e relaciona os animais como se estivessem viajando e conhecendo pontos
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turísticos de países do mundo, como a Grande Esfinge no Egito, a Torre Eiffel na França, a
Torre de Pisa na Itália, entre outros.
Por sua vez, os originais Bobbie Goods retratam atividades cotidianas e de lazer como
os desenhos intitulados “Bom-dia”, “Cumprindo tarefas”, “Passeio ao pôr do sol” e “Boa noite”
(Goods, 2025). Assim, -se que os desenhos Bobbie Goods originais não são geográficos, pois
não foram criados para fazerem referência a conhecimentos geográficos e serem utilizados em
sala de aula, sendo pensados para proporcionar apenas conforto e diversão (Torres; Santos,
2025). Porém, ainda assim, alguns desenhos do livro da marca como “Observando as estrelas”
e “Trajeto pro trabalho” (Goods, 2025) podem inspirar a abordagem lúdica de assuntos como
orientação pelos astros e circulação no espaço, respectivamente. Entretanto, esse raciocínio e
consequente aproveitamento depende do(a) professor(a) identificar a possibilidade de
aproximação dos assuntos geográficos com os desenhos Bobbie Goods originais.
Daí que se justifica mais evidentemente a criação dos Geo Goods enquanto estratégia
de edutenimento, para que desenhos com o estilo Bobbie Goods remetam diretamente a
conteúdos de Geografia e, por conseguinte, possam ser utilizados de modo mais efetivo em sala
de aula. Deste modo, o e-book apresenta dez (10) desenhos geográficos com o estilo Bobbie
Goods, ou simplesmente Geo Goods”, sobre os temas/títulos de “Pontos cardeais”,
“Continentes da Terra”, “Urbanização”, “Poluição”, “Espaço urbano”, “Espaço rural”,
“Paralelos e meridianos”, “Zonas climáticas da Terra”, “Bacia hidrográfica” e “Formas do
relevo” (Torres; Santos, 2025). Para efeito de ilustração, a Figura 2 apresenta um exemplo de
desenho geográfico que é parte do e-book.
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Figura 2 Exemplo do “Geo Good Bacia hidrográfica
Fonte: Torres e Santos (2025). Organização: Os autores (2025).
Como se vê, manteve-se a alusão a personagens cachorros pela inspiração aos Bobbie
Goods originais. No entanto, diferentemente destes comercializados com páginas em tamanho
A5, o e-book foi feito com os desenhos com páginas em tamanho A4, mas com o desenho
ocupando uma página inteira como os originais. Pelo objetivo pedagógico, foram realizados
cards para que se consiga explorar cada uma das representações, de modo que, para cada
desenho geográfico, sugestões de como pode ser aplicado em sala de aula, além de situar o
objetivo de aprendizagem e a habilidade da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) (Brasil,
2018) relacionada ao conteúdo de cada desenho.
Por falar na BNCC, a organização da proposta alinhada a esse documento deu-se não
apenas por meio da seleção dos conteúdos dos desenhos serem mormente trabalhados nos anos
iniciais e finais do Ensino Fundamental, mas também pela abordagem de edutenimento que se
aos Geo Goods estar inserida no cerne de práticas pedagógicas de multiletramentos. O
próprio documento normativo estabelece como entre suas competências gerais o seguinte:
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[] Utilizar conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual
(como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, científica, tecnológica e
digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos
em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento
mútuo (Brasil, 2018, p. 18).
Em vista disso, o Quadro 1 explicita sistematicamente quais as habilidades da BNCC
foram mobilizadas e as propostas de atividade para o conteúdo de cada Geo Good que compõe
o material.
Quadro 1 Habilidades da BNCC mobilizadas e propostas de atividade, por Geo Good
Geo Good
Habilidade mobilizada
Proposta de atividade
Geo Good “Pontos
cardeais”
EF04GE09: Utilizar as direções cardeais
na localização de componentes físicos e
humanos nas paisagens rurais e urbanas
(Brasil, 2018, p. 377).
Uso da bússola para o reconhecimento
dos pontos da rosa dos ventos.
Geo Good
“Continentes da
Terra”
EF06GE11: Analisar distintas interações
das sociedades com a natureza, com base na
distribuição dos componentes físico-
naturais, incluindo as transformações da
biodiversidade local e do mundo.(Brasil,
2018, p. 385).
Após o reconhecimento dos grandes
continentes terrestres, pode-se realizar
um trabalho em grupos para o
aprendizado de características
ambientais, sociais, culturais, entre
outras, de cada um dos continentes.
Geo Good
“Urbanização”
EF07GE08: “Estabelecer relações entre os
processos de industrialização e inovação
tecnológica com as transformações
socioeconômicas do território brasileiro.”
(Brasil, 2018, p. 387).
Por meio de imagens de satélites de uma
malha urbana em crescimento, relacionar
o processo de urbanização com o de
industrialização e outras instalações
modernas.
Geo Good
“Poluição”
EF06GE10: “Explicar as diferentes formas
de uso do solo [] e de apropriação dos
recursos hídricos [], bem como suas
vantagens e desvantagens em diferentes
épocas e lugares.” (Brasil, 2018, p. 385).
Identificação dos pontos de poluição no
entorno da escola ou município por meio
de mapeamento e/ou trabalho de campo.
Geo Good “Espaço
urbano”
EF06GE07: Explicar as mudanças na
interação humana com a natureza a partir do
surgimento das cidades.” (Brasil, 2018, p.
385).
Comparação de diferentes tipos de
cidades com o uso de imagens de
diferentes estruturas e serviços urbanos.
Geo Good “Espaço
rural”
EF06GE10: “Explicar as diferentes formas
de uso do solo [] e de apropriação dos
recursos hídricos [], bem como suas
vantagens e desvantagens em diferentes
épocas e lugares.” (Brasil, 2018, p. 385).
Comparação entre o espaço rural e o
espaço urbano, entendendo o que os
aproxima.
Geo Good
“Paralelos e
meridianos”
EF05GE02: Identificar diferenças étnico-
raciais e étnico-culturais e desigualdades
sociais entre grupos em diferentes
territórios.” (Brasil, 2018, p. 379).
Dividir a turma em grupos para
reconhecimento dos principais paralelos e
meridianos da Terra. Pode-se entender
também como se dá a divisão do trabalho
e a dinâmica do poder global.
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AO CITAR ESTE TRABALHO, UTILIZAR A SEGUINTE REFERÊNCIA:
SANTOS, Vitor Colleto dos; TORRES, Eloiza Cristiane; COSTA, Marcilene Vieira dos Santos da. Bobbie Goods? Não, Geo Goods! O
desenho no ensino de Geografia e a proposta de edutenimento: validações pedagógicas. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, 26, e132609,
2026.
Submissão em: 06/01/2026. Aceito em: 17/04/2026.
ISSN: 2316-8544
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Geo Good “Zonas
climáticas da
Terra”
EF06GE03: “Descrever os movimentos do
planeta e sua relação com a circulação geral
da atmosfera, o tempo atmosférico e os
padrões climáticos.” (Brasil, 2018, p. 385).
Demonstração da influência da latitude
enquanto fator climático nos climas e
vegetação do planeta com o uso de
ferramentas (geo)tecnológicas.
Geo Good “Bacia
hidrográfica”
EF06GE12: “Identificar o consumo dos
recursos hídricos e o uso das principais
bacias hidrográficas no Brasil e no mundo,
enfatizando as transformações nos
ambientes urbanos.” (Brasil, 2018, p. 385).
Confecção de uma maquete para
identificar as partes de um rio e/ou de uma
bacia hidrográfica.
Geo Good
“Formas do
relevo”
EF04GE11: Identificar as características
das paisagens naturais e antrópicas [] no
ambiente em que vive, bem como a ação
humana na conservação ou degradação
dessas áreas.” (Brasil, 2018, p. 377)
Confecção de uma maquete inspirada no
desenho para identificação das principais
formas de relevo e feições associadas.
Fonte: Brasil (2018); Torres e Santos (2025). Organização: Os autores (2025).
Além do card com conteúdo - habilidade - sugestão, outro diferencial do e-book foi ter
adicionado “fichas” para completar cada desenho, o que facilita a apropriação didático-
pedagógica. Tais fichas (para recorte) são chamadas como uma atividade bônus que consiste
em conceitos ou frases relacionadas ao conteúdo de cada desenho geográfico. Tomando o Geo
Good Urbanizaçãocomo exemplo, a atividade bônusé o recorte de frases que definem os
diferentes momentos do processo de urbanização, a relação com a industrialização e o êxodo
rural. Quando aplicadas, a ideia é que as fichas sejam recortadas pelos estudantes para serem
inseridas sobre o desenho, tornando possível “dar vida ao desenho”, de forma que posicionem
corretamente sobre diferentes partes do desenho as frases “antes da industrialização”, “início
da industrialização” e “urbanização e industrialização”.
Conhecidas as características do material, visualiza-se na prática que ele pode ser
considerado uma proposta de edutenimento, haja vista que aproveita a viralização dos Bobbie
Goods no contexto de redes sociais digitais e apresenta os desenhos com tal estilo e chamados
de Geo Goods, buscando contribuir para a sensibilização e/ou fixação dos conteúdos
geográficos representados.
Então, buscou-se apresentar a proposta para estudantes de licenciatura em Geografia,
para que reconheçam e validem a partir de suas experiências e conhecimentos construídos ao
longo da formação, além de contar com a aplicação em um contexto escolar onde atua a
professora terceira autora do manuscrito. Antes de trazer os resultados dessas validações, como
se quer contribuir com a (re)valorização do desenho enquanto dispositivo didático em
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Geografia simultaneamente à proposta de edutenimento, faz-se importante compreender o
desenho como uma possibilidade para o ensino de Geografia próximo às diferentes linguagens.
Uma diferente linguagem: o desenho como dispositivo didático para o edutenimento
Ao querer fundamentar a proposta de criação dos desenhos Geo Goods, materializada
no referido e-book, enquanto uma estratégia de edutenimento para o ensino de Geografia,
despontou a necessidade de defender o desenho, por mais elementar que seja, como dispositivo
didático para esse ensino. Com essa intenção bem evidente entre os autores, encontra-se com o
desafio de contribuir para a (re)valorização da prática de desenho em salas de aula de Geografia,
haja vista que os desenhos vêm sendo pouco utilizados nesse ensino, senão para o ensino de
conteúdos cartográficos, como apontou Miranda (2005).
Para início de conversa, entende-se que a prática de desenhos pode acontecer de duas
formas, que podem ser aproveitadas separada ou conjuntamente em sala de aula, sendo o
desenho em si (isto é, sua criação) e o desenho como pintura (o desenho pode ser pintado ou
não). Assim, tem-se o desenho em si e a pintura de desenhos entendidos separadamente, mas
que são complementares; afinal, mormente, quem desenha quer também pintar (colorir) o
desenho, como os livros de colorir da marca Bobbie Goods ou também as releituras Geo Goods.
Apesar do desenho em si e da pintura do desenho poderem ser entendidos e realizados
separadamente, são considerados ambos como desenho para efeito da discussão teórica que
busque fundamentar a prática por completo (criação e pintura) como possibilidade para o ensino
de Geografia e contribuir para sua (re)valorização como dispositivo didático por professores e
estudantes.
Com efeito, o principal ponto que motiva não só essa fundamentação teórica como todo
o trabalho é que o desenho pode ser bastante útil para o ensino de Geografia. Para além disso,
o encontro com a bibliografia permite afirmar que, antes de contribuir com o ensino de
Geografia, o desenho é interessante para a Geografia, sendo uma prática geográfica que
contribui para estudos sobre o espaço geográfico (Miranda, 2005). Sobre isto, este autor lembra
os memoráveis desenhos de Percy Lau, também estudados por Angotti-Salgueiro (2005), como
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importantes para a construção de representações nacionais, uma vez que representam as
paisagens e a sociedade do Brasil em sua época.
Trata-se de um exemplo de como o desenho demonstra ser uma importante prática para
os estudos geográficos. Apesar disso, Miranda (2005) explica que tem havido atualmente uma
diminuição do uso de desenhos na Geografia, sobretudo por conta das novas tecnologias que
têm possibilitado a geração de imagens com maior qualidade de resolução quando comparadas
com desenhos que costumam ser feitos à mão. No entanto, sem ignorar as facilidades
proporcionadas pelos avanços tecnológicos para a representação de temas geográficos, Miranda
(2005) reconhece os desenhos como importantes, devendo o ensino de Geografia utilizá-los
para os conteúdos geográficos em geral e não apenas para a Cartografia escolar, área do ensino
que ele considera que são mais aproveitados.
Ao tratar do desenho para a aprendizagem de Cartografia escolar, Almeida (2006)
considera o desenho como sendo não apenas anterior à leitura e produção de mapas pelas
crianças, mas também como ponto de partida, um despontar, para isso. Nesse sentido, apesar
de Almeida (2006, p. 99) diferenciar o que chama de “mapas de crianças” ou “desenhos do
espaço” e os mapas essencialmente técnicos elaborados com atenção às convenções
cartográficas, ela defende que o desenho tem bastante relevância para o ensino de Geografia,
especialmente Cartografia escolar.
Ao encontro da afirmação dos desenhos ou mapas de crianças para a Cartografia
enquanto sistemas de representação trabalhada por Almeida (2006), Leite (2021) complementa
que:
[] Desde pequenos os alunos percebem que desenhos e escrita são formas de dizer
coisas. É neste sentido que estes discentes podem representar elementos a que venha
mostrar a realidade no qual estão inseridos, percebendo, assim, através do visual, o
domínio das imagens. De acordo com Almeida (2009), o desenho de alunos é então
um sistema de representação. Não é cópia dos objetos, mas uma interpretação do real
feito pelo aluno em linguagem gráfica. No entanto, para que este desenho de fato tenha
uma real compreensão, devemos buscar entender o que eles nos dizem, porquanto os
desenhos podem revelar informações que talvez não conseguíssemos enxergar diante
a realidade que nos encontramos (Leite, 2021, p. 21).
Observa-se que os autores convergem em colocar o desenho como interessante ao
ensino de Geografia, reforçando a contribuição para a aprendizagem dos estudantes, sobretudo
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dos anos iniciais e com relação a noções e conceitos cartográficos (Almeida, 2006; Leite, 2021).
Em vista disso, Almeida (2006) especificamente apresenta sugestões sobre como os professores
podem partir de desenhos para trabalhar os conhecimentos cartográficos e fazer com que os
estudantes entendam o que é e principalmente como é feito um mapa no sentido de seus
elementos básicos e dos conhecimentos necessários a essa tarefa.
Admitindo a importância para a Cartografia escolar, é que se preocupa em estender a
utilização de desenhos para a aprendizagem de outros conteúdos geográficos, de modo que
sejam utilizados para o ensino de Geografia em geral devido às vantagens que podem
proporcionar tanto para os estudantes quanto para os professores. Assim, concorda-se
novamente com Miranda (2005, p. 55) de que é preciso “[] ver apenas os desenhos enquanto
desenhos […]” no sentido de não encará-los somente como princípio para a alfabetização
cartográfica e ensino do mapa, clamando também pela necessidade de “[] enriquecer a
Geografia de linguagens […]” (Miranda, 2005, p. 61), sendo os desenhos uma destas formas
de manifestação de linguagens. Desta forma, observa-se que tanto Miranda (2005) quanto
Almeida (2006), apesar do primeiro despender o esforço de posicionar o desenho para além da
Cartografia, concordam em considerar o desenho como expressão de linguagem e sendo
interessante para a aprendizagem.
Em meio a isso, é que a seara das diferentes linguagens vem ganhando fôlego no ensino
de Geografia. Sobre isto, Oliveira Júnior e Girardi (2011) trouxeram à tona um estudo acerca
de como as diferentes linguagens vinham, até então, sendo aproveitadas para a aprendizagem
geográfica nas escolas, estabelecendo dois grupos, ou seja, o que utilizava essas linguagens por
sua função criativa, e o que as utilizava em busca de um sentido criador. Mais recentemente,
vale adicionar à compreensão, os mesmos autores foram ainda mais enfáticos em dizer que
essas formas de aproveitamento não são excludentes, mas se relacionam no sentido de buscarem
o envolvimento com diferentes linguagens, como as do cinema, para o ensino de Geografia
(Oliveira Júnior; Girardi, 2020).
Seguindo esse raciocínio e remetendo aos Geo Goods, acredita-se que essas releituras
são desenhos que podem ser encarados como linguagem criativa em princípio, o que se justifica
pelo fato de proporcionarem o contato acessível com um conhecimento, despertando o
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interesse. No entanto, ainda contextualizando com as proposições de Oliveira Júnior e Girardi
em ambos os textos (2011 e 2020), apenas isso não basta, sendo necessário que eles venham a
contribuir com a produção de significados, isto é, que eles sejam também uma linguagem
criadora. Daí que, ao desenvolver os Geo Goods no e-book, foi feito com vistas ao
edutenimento, sendo mais do que um livro de colorir, mas que torne possível a aprendizagem
por meio dos desenhos, mesmo que a utilização ocorra como sensibilização e/ou fixação dos
conteúdos.
Assim sendo, os Geo Goods correspondem a uma estratégia de edutenimento que
oferece uma possibilidade para o trabalho com desenhos no ensino de Geografia atento às
diferentes linguagens. Quando utilizados no ensino de Geografia motivados por uma função
criativa e almejando um sentido criador (Oliveira Júnior.; Girardi, 2011; 2020), acredita-se que
os desenhos em geral (e os Geo Goods) podem contribuir para o ensino e a aprendizagem de
todo o conteúdo de Geografia. Isso porque, de acordo com Leite (2021, p. 20) ao enfatizar a
importância para os estudantes, propiciam que “[…] ao desenhar os alunos podem está [sic]
revelando algo do raciocínio ou mesmo expressando alguma coisa que talvez não saiba dizer,
mas traz em forma de desenho”.
Ademais, Rosolen Junior (2024) completa que o desenho pode ser um dispositivo
didático para os professores por “[…] não apenas facilitar o processo de aprendizagem, mas
também aumentar o engajamento dos estudantes, estimulando suas habilidades criativas e
cognitivas” (Rosolen Junior, 2024, p. 38). Porquanto, quando o professor decide utilizar
desenhos como parte de sua explicação, eles podem ser realizados no quadro ou lousa ou podem
ser entregues aos estudantes em folha de papel, servindo como acompanhamento ao conteúdo.
Extrapolando o ensino de Geografia, o desenho tem sido utilizado por professores de outras
áreas das Ciências Humanas, por exemplo, para o ensino de História e Filosofia.
É o que faz o professor Luan Moraes, docente da disciplina de História no estado de
Alagoas e que, em sua página no Instagram @profluanmoraes, possui uma abordagem de
edutenimento ao compartilhar conteúdos de História e outras Ciências Humanas utilizando
memes de internet. Ele também publica fotos de seus quadros sob a forma de mapas mentais
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com desenhos ao lado de anotações sobre pontos-chave do conteúdo que trabalha em sala de
aula.
Por meio de mensagens trocadas no WhatsApp, conseguiu-se um relato do professor
sobre a importância dos desenhos como dispositivos didáticos, bem como a maneira como ele
visualiza o aproveitamento que os estudantes fazem da aula com os desenhos. Esse relato foi
possível por conta da relação de parceria com o primeiro autor, criador da página
@geography.planet. Nesta conversa informal, o professor Luan comentou que a motivação em
utilizar desenhos para trabalhar o conteúdo de sua disciplina acontece, porque Desde o ensino
médio eu desenho como forma de me concentrar. Durante a formação na faculdade, no curso
de licenciatura em História da Universidade Estadual de Alagoas, percebi que os desenhos
poderiam ser utilizados para simplificar conceitos e para me ajudar a resumir e sistematizar
conteúdos [] (Professor Luan, Conversa no WhatsApp com primeiro autor, 2025).
Tendo observado a importância dos desenhos (o que era uma prática que realizava
antes mesmo de atuar como professor) como uma possibilidade para o trabalho em sala de aula,
o professor completa que: [] foi apenas ensinando, que tive a ideia de utilizar os mapas
mentais como forma de ensinar, pois sempre vi na internet ou no Pinterest. O meu diferencial
é que desenho durante a aula. Vejo o desenho como uma ferramenta importante de ensino. Pois
é bem democrático (Professor Luan, Conversa no WhatsApp com primeiro autor, 2025).
Por ser democrático, o professor comenta que a recepção dos estudantes quando realiza
os desenhos e desenvolve a explicação dos conteúdos é satisfatória e os motiva a criarem seus
próprios desenhos, contribuindo para o entendimento do que foi estudado. Em suas palavras,
Luan disse que [] percebo que a maior parte dos estudantes recebe bem a metodologia.
Porque é diferente do que geralmente fazem, ficar em slides ou no livro. Alguns, inclusive,
fazem suas próprias versões dos mapas mentais (Professor Luan, Conversa no WhatsApp com
primeiro autor, 2025). O que é também demonstrado por Rosolen Junior (2024) ao salientar
que, quando os desenhos são utilizados como dispositivos didáticos em sala de aula, eles não
se restringem ao uso que o professor faz, pois motiva os estudantes a expressarem a criatividade,
além de ampliar a concentração na aula.
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O trabalho com desenhos realizado pelo professor Luan em sala de aula e divulgado em
seu perfil no Instagram pode vir a inspirar outros professores, entre estes professores de
Geografia, em utilizar desenhos como dispositivos didáticos para a mediação de conteúdos de
forma acessível, lúdica e criativa, contribuindo para o interesse e a atenção dos estudantes sobre
o que ensina (Rosolen Junior, 2024). Por isso, acredita-se na relevância de desenhos quando
também são criados por professores para a explicação teórica de algum conteúdo, indo ao
encontro dos propósitos do e-book, cujos desenhos foram criados por uma professora (segunda
autora) para serem levados à sala de aula por outros professores que se sintam inspirados a
aproveitar a febre dos Bobbie Goods educativamente.
Então, tomando por base o esforço em fundamentar o desenho no rol das diferentes
linguagens, ao tempo que os Geo Goods são colocados como edutenimento para aulas de
Geografia, é que os desenhos precisam culminar na aprendizagem significativa de um conteúdo
estudado, desenhado ou colorido, seja quando são feitos pelos estudantes ou como parte da
mediação didática do professor. Ao traduzir isso para os Geo Goods e com base nos
ensinamentos de Oliveira Jr. e Girardi (2011; 2020) sobre as diferentes linguagens, espera-se
que o trabalho didático com esses desenhos ocorra como um edutenimento criativo e criador.
Um edutenimento possível: As validações pedagógicas do e-book Geo Goods
Tendo ciência da importância do desenho para o ensino de Geografia e buscando
contribuir para um maior aproveitamento para a aprendizagem dos conhecimentos da
disciplina, esta seção apresenta inicialmente os resultados das intervenções realizadas nos dois
contextos da graduação em Geografia (licenciatura) da referida universidade, ou seja, as
validações do e-book Geo Goods” com os estudantes/professores em formação inicial.
Foram realizadas discussões sobre a proposta com o intuito de validá-la como um
edutenimento possível para as aulas de Geografia nas escolas de forma a, também, buscar a
superação dos estereótipos relacionados ao desenho como válido para a aprendizagem, o que
tem origem em considerações estereotipadas atribuídas ao ensino de Geografia
tradicionalmente como “pintar mapas”, “decorar nomes de capitais” e outras problematizadas
em Santos et al. (2022) como ensino “cringe” de Geografia.
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Diante disso, o e-book foi desenvolvido visando demonstrar que os desenhos podem
contribuir para a aprendizagem geográfica sem que seja mnemônica, mas sim um ponto de
partida para sensibilização ao trabalho crítico sobre algum conteúdo ou ainda como
oportunidade de fixação do que foi tratado em sala de aula, ao tempo em que possibilitam aos
estudantes a descontração no contexto escolar. Isto é, se os Bobbie Goods originais servem em
geral apenas à diversão sem necessariamente se relacionar com conhecimentos, os Geo Goods
possibilitam tanto a diversão quanto a aprendizagem, mesmo que esta seja no sentido de
sensibilização ou fixação.
Como exemplo dessas possibilidades de uso educativo, ilustra-se com as seguintes
situações: 1) no começo da aula, os estudantes podem pintar o Geo Good Continentes da
Terra sendo cada continente com uma cor diferente, para que, na sequência, sejam
reconhecidos os nomes dos continentes, os países que fazem parte, os oceanos que banham e
outros aspectos e/ou; 2) após a aula em si, a pintura do Geo Good Pontos cardeais pode
contribuir para a fixação da aprendizagem sobre o nome de cada um destes pontos e sua
orientação a partir da posição de uma pessoa em relação ao Sol.
Foi em cima desses entendimentos que se buscou trabalhar com os
graduandos/professores em formação inicial em Geografia.
Intitulada Geo Goods: 10 desenhos geográficos com o estilo Bobbie Goods para
colorir e edutreter geograficamente”, o encontro com a turma do PIBID, no dia 29 de maio de
2025, aconteceu como um momento leve, de escuta, troca de ideias e opiniões sobre a utilização
da proposta para a Geografia escolar e, obviamente, muita pintura o que não poderia faltar,
afinal, propomos o que fazemos! Desta forma, organizou-se uma mesa redonda para a conversa
na qual foram apresentados os Geo Goods e outros livros de colorir, a fim de discutir suas
possibilidades de utilização para a aprendizagem geográfica, após os(as) pibidianos(as)
dividiram-se em duplas e escolheram um desenho do e-book para pintar.
Apesar de a proposta ter gerado algum estranhamento nos professores em formação
inicial no começo do encontro, pouco a pouco, eles foram se sensibilizando não apenas quanto
à importância de usar desenhos como dispositivos didáticos no ensino de Geografia, mas
também pelo fato de pintarem desenhos como prática que pode contribuir para a sua atuação
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profissional, seja enquanto bolsista do programa ou quando formados. Enquanto pintavam,
ideias de aplicações iam pipocando, assim como elogios à proposta e o interesse em desenvolver
com estudantes da educação básica.
Pelo envolvimento positivo dos(as) pibidianos(as) com a proposta (em geral, após a
sensibilização e abordagem teórica), tem-se que a validação nesse momento foi exitosa, pois
eles, apesar do estranhamento inicial, se mostraram interessados para a aplicação da proposta
em suas turmas quando estiverem em atuação na educação básica. De acordo um dos pibidianos
participantes do encontro, foi um momento descontraído e de aprendizados, como se acredita
que uma prática de edutenimento deva ser. Esse posicionamento se confirmou no relato enviado
alguns dias após: [] posso dizer que este encontro foi especialmente marcante. Foi um
momento leve, que nos possibilitou a troca de ideias, ouvir diferentes pontos de vista e construir
juntos novas possibilidades (Pibidiano A, Conversa no WhatsApp com a segunda autora,
2025).
Além disso, outros pibidianos, quando questionados sobre a relevância da oficina para
a sua formação inicial em Geografia, teceram comentários sobre o material disponível em e-
book e os pontos que justificam seu potencial aproveitamento em sala de aula. Veja a seguir:
Pibidiano B: [] Os Geo Goods adaptam esse estilo (o estilo de desenhos Bobbie
Goods) para o universo da Geografia, criando desenhos que dialogam com conteúdos
geográficos de forma lúdica e acessível. A intenção é utilizar o interesse dos estudantes pela
prática de colorir como ferramenta pedagógica, estimulando a aprendizagem por meio da
criatividade, do afeto e das múltiplas linguagens (Pibidiano B, Conversa no WhatsApp com a
segunda autora, 2025).
Pibidiano C: O material é composto por imagens temáticas variadas, como
representações de espaço urbano e rural, continentes, paisagens e demais elementos
geográficos. Embora o material tenha sido idealizado para ser utilizado em diferentes etapas da
Educação Básica, durante a atividade identificamos que ele pode ser especialmente eficaz com
os anos iniciais, devido ao seu caráter lúdico, visual e interativo [] (Pibidiano C, Conversa
no WhatsApp com a segunda autora, 2025).
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Nestas falas, é possível visualizar que houve o entendimento da proposta, bem como
podem ser sublinhadas algumas questões e que podem contribuir para a aplicação por outros
professores de Geografia, sendo que: a) por meio da prática de colorir, os Geo Goods fomentam
o interesse pelos conteúdos da disciplina por conta de estimular a criatividade, ser uma prática
com valor afetivo e que valoriza as diferentes linguagens, indo na contramão de quem acredita
que pintar/criar desenhos leva apenas à memorização sem sentido; b) por isso, o(a)s
pibidiano(a)s relatam acreditar que a atividade possa ser realizada preferencialmente junto aos
anos iniciais, embora reconheceram que pode ocorrer também em outros níveis e modalidades
de ensino e; c) que os Geo Goods possuem um caráter lúdico, visual e interativo, sendo
geográficos e inscrevendo-se como edutenimento possível.
Como registro das atividades com a turma do PIBID, a Figura 3 traz alguns momentos
de execução da oficina.
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Figura 3 Oficina de validação com a turma do PIBID
Fonte: Registros dos autores (2025). Organização: Os autores (2025).
Por sua vez, os estudantes da disciplina de Didática, cujo encontro de apresentação da
proposta ocorreu no dia 04 de junho de 2025, se demonstraram sensibilizados com relação ao
aproveitamento de desenhos em geral para o ensino de Geografia, em especial por conta de o
encontro ter sido realizado na época em que a disciplina tratava exatamente de diferentes
linguagens como contributo didático para esse ensino. Os estudantes fizeram observações
destacando a importância da prática de desenhos em sala de aula e do lúdico com propósito. No
entanto, apesar da ênfase na abordagem teórica em os Geo Goods serem aproveitados em
momentos de sensibilização ou fixação da aprendizagem em uma sequência didática, eles viram
um potencial do material ser utilizado apenas como um “plano B”, ou seja, em momentos mais
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AO CITAR ESTE TRABALHO, UTILIZAR A SEGUINTE REFERÊNCIA:
SANTOS, Vitor Colleto dos; TORRES, Eloiza Cristiane; COSTA, Marcilene Vieira dos Santos da. Bobbie Goods? Não, Geo Goods! O
desenho no ensino de Geografia e a proposta de edutenimento: validações pedagógicas. Ensaios de Geografia. Niterói, vol. 13, 26, e132609,
2026.
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ISSN: 2316-8544
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soltos de uma aula após o cumprimento de tarefas, por exemplo. O que foi contornado por uma
nova rodada de debate sobre o material em validação, quando os estudantes compreenderam os
objetivos pedagógicos por trás do trabalho com os Geo Goods nos momentos de início ou de
finalização de uma sequência didática ou aula.
Após isso, ocorreu a pintura dos Geo Goods, podendo cada acadêmico pintar um pelo
fato da turma ser menor (5 dos 7 matriculados presentes no dia). A Figura 4 apresenta alguns
registros da validação na aula de Didática.
Figura 4 Oficina de validação na disciplina de Didática
Fonte: Registros dos autores (2025). Organização: Os autores (2025).
Ademais, como resultado da busca por validar a proposta dos Geo Goods a ponto de
atestá-la como uma possibilidade coerente e de edutenimento em aulas de Geografia escolar,
traz-se o relato da aplicação da professora de Geografia (terceira autora do trabalho e preceptora
dos pibidianos do núcleo 2) em turmas do ano do ensino fundamental da escola onde atua.
Como pode-se ler a seguir, a validação em contexto escolar pela professora aparece como a
afirmação dos Geo Goods como um edutenimento possível em aulas de Geografia escolar.
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Em suas palavras, a docente conta:
A implantação da proposta pedagógica baseada nos Geo Goods foi realizada no
Colégio Estadual Polivalente de Londrina, em turmas do Ensino Fundamental II com
o objetivo de integrar elementos lúdicos ao ensino de Geografia, alinhando o conteúdo
curricular à linguagem visual e ao interesse dos estudantes.
Antes da aplicação, foram apresentadas aos alunos informações introdutórias do
conteúdo, sobre a tendência dos Bobbie Goods e a proposta dos Geo Goods,
reforçando o caráter de aprendizado geográfico e o uso da pintura como recurso
pedagógico,
Os estudantes iniciaram a pintura do Geo Good selecionado. Durante a ação, foram
feitas intervenções pontuais, direcionando a atenção para aspectos conceituais
presentes no desenho. Esse processo seguiu as orientações sugeridas no material,
como a identificação dos continentes por cores, a observação das linhas imaginárias
ou a diferenciação entre espaço urbano e rural.
A implantação mostrou-se eficaz para ampliar o engajamento dos estudantes, que
demonstraram maior motivação durante a aula em comparação com métodos
expositivos tradicionais (Relato da professora, Conversa informal, 2025).
No relato sobre sua experiência com os Geo Goods em sala de aula, a professora revelou
que houve não só o envolvimento dos estudantes com a pintura dos desenhos geográficos, mas
também que a prática contribuiu para o interesse pelos temas geográficos apresentados e
estudados em sala de aula. Acredita-se que o envolvimento dos estudantes escolares com os
Geo Goods se deve pelo grande apego emocional devido à viralização dos desenhos Bobbie
Goods originais, comprovando a ideia de ter se valido do edutenimento para aproveitar a
proximidade com os desenhos da marca para a sensibilização ou fixação de conteúdos
geográficos. Além disso, vem a contribuir para a utilização de outros desenhos no ensino de
Geografia, os quais podem ser feitos pelos próprios estudantes ou professores.
Considerações finais
Ao longo do trabalho, foi procurado entender a importância do desenho, seja criação ou
pintura, para o ensino de Geografia, encontrando-se com autores(as) que tornaram possível
considerá-lo enquanto dispositivo didático na seara das diferentes linguagens. A partir desse
entendimento, buscou-se a validação dos Geo Goods apresentados no e-book criado como uma
forma de envolver desenhos no ensino de Geografia. Trata-se de uma proposta de edutenimento
com desenhos, mesmo que os Geo Goods envolvam apenas a pintura como os originais Bobbie
Goods.
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Com base nisso e levando em conta a importância de desenhos no ensino de Geografia,
conclui-se que a criação dos Geo Goods como estratégia para aproveitar a viralização de
desenhos com o estilo Bobbie Goods obteve um valor significativo e que pode ser confirmada
nos contextos escolares quando a atividade de pintura for realizada para a aprendizagem de
temas geográficos, embora em momentos de sensibilização ou fixação. As validações realizadas
demonstraram a viabilidade da proposta, que pode servir como incentivo para os próprios
estudantes e professores criarem outros desenhos sobre conhecimentos de Geografia ou de
outras disciplinas.
Assim, espera-se ter inspirado outros (futuros) professores quanto à prática de desenhos
em sala de aula, seja quando criados ou coloridos pelos estudantes ou feitos pelos docentes para
a mediação didática. De modo especial, acredita-se ter também inspirado para a utilização em
sala de aula os próprios desenhos geográficos da segunda autora, demonstrando que o que
viraliza na internet pode ser adaptado com objetivo educativo. Eis os Geo Goods, uma
possibilidade de edutenimento geográfico através de desenhos para colorir.
Agradecimentos
Agradecemos o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior (CAPES) pela bolsa concedida ao primeiro autor (na época de redação deste texto,
mestrando em Geografia), assim como das demais autoras por meio do PIBID. Agradecemos
também o professor Luan Moraes (Instagram @profluanmoraes) por enviar, gentil e
prontamente, um relato de sua prática de desenhos nos mapas mentais compartilhados em seu
perfil na rede social digital.
Referências
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Contexto: 2006. (Coleção Caminhos da Geografia).
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@GEODICASDAELO. Página do Instagram @geodicasdaelo. Disponível em:
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@PROFLUANMORAES. Página do Instagram @profluanmoraes. Disponível em:
https://www.instagram.com/profluanmoraes/. Acesso em: 30 dez. 2025.