Ensaios de Geografia https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo Ensaios de Geografia ABEC pt-BR Ensaios de Geografia 2316-8544 SOCIABILIDADES NAS FAIXAS DE DOMÍNIO FERROVIÁRIO DAS CIDADES DO TRIÂNGULO MINEIRO, MINAS GERAIS, BRASIL https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/41408 <p>As fotografias que se apresenta compõem trabalhos de campo realizados com o objetivo de entender a dinâmica de apropriação social das faixas de domínio ferroviário nas cidades de Uberaba, Uberlândia e Araguari, localizadas na região do Triângulo Mineiro, Minas Gerais, Brasil. Se para muitos habitantes tais espaços são excludentes, “sem dono”, sujeitas à deposição de lixo e entulho e à prática de ilicitudes, para outros é espaço acolhedor, onde é possível se divertir, onde cabe um pomar ou um quintal.</p><p>Não ignorar a vida cotidiana é o ponto de partida para decifrar as possibilidades de sociabilidade neste espaço público pouco compreendido, as faixas de domínio. Entender os modos de apropriação existentes e possíveis passa por entender as raízes e autenticidades dos habitantes. Interessa a categoria da interação social, conceito fundamental das ciências sociais.</p><p>São diversas as formas de interação, que aparecem em casos insignificantes, mas que, inseridos de forma abrangente, sustentam a sociedade. Os laços de tais interações são feitos e desfeitos, as heranças e tradições trazidas do campo se misturam com práticas tipicamente urbanas. O que fazem no tempo livre aqueles que habitam os espaços da borda da ferrovia? A análise de campo mostrou moradores com tempo e disposição para desfrutar de uma conversa, produzir alimento, descansar, brincar, interações densas de sociabilidade. Evidentemente, modalidades simples, sem o brilho e a sofisticação das últimas novidades da indústria do lazer.</p> Lucas Martins de Oliveira Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 127 130 10.22409/eg.v6i12.41408 AS SUBJETIVIDADES DO AGIR SOCIOAMBIENTAL NO ATUAL CENÁRIO POLÍTICO BRASILEIRO https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/40807 <p>Este artigo tem como objetivo apresentar uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento historicamente eleito e culturalmente moldado pela sociedade brasileira, cujas atividades humanas revelam-se incompatíveis com as necessidades sociais de comunidades locais e com a dinâmica dos ecossistemas, inserindo a causa socioambiental em posição secundária na hierarquia dos interesses políticos e econômicos. A questão central que o permeia é a seguinte: Quais os impactos das atuais declarações do presidente brasileiro em termos de participação social e apropriação cultural do meio ambiente no Brasil? Para tanto, adota uma abordagem qualitativa (BOGDAN; BIKLEN, 1994) e se constitui como uma revisão de literatura, por meio da qual são consultados artigos, dissertações, teses, capítulos, livros e outras fontes que tratam da temática em estudo, o que subsidiará as reflexões posteriores. Com as considerações finais, concluímos entendendo que a humanidade, ao longo dos tempos, vive um paradoxo sócio, político, econômico e ambiental que se traduz na concepção incompatível de progresso com a causa socioambiental. Com isso, os problemas ambientais são agravados, em meio aos discursos políticos por vezes de cunho puramente ideológico, ora fundados (re)apropriação social da natureza, ora na racionalidade econômica.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Participação social. Apropriação cultural. Causa socioambiental. Discursos políticos.</p> Daniel Cardoso Alves Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 10 29 10.22409/eg.v6i12.40807 ESPAÇO REGIONAL METROPOLITANO https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/42746 <p>No atual contexto histórico, assiste-se a um aprofundamento da relação espaço-capital. O espaço urbano, em especial o da metrópole, dentro de uma escala local, já não é o suficiente para garantir a sustentação, a acumulação e a reprodução do capital. Neste texto, levanta-se a hipótese de que a produção do espaço metropolitano regional (ou cidade-região) tornou-se condição <em>sine qua non</em> da reprodução do capital no esteio do regime de acumulação neoliberal. À vista disso, investigar-se-á a articulação entre a produção de escalas e a produção de espaço, uma vez que, por meio dessa relação, é possível compreender elementos centrais da nova dinâmica do capital. Por fim, analisar-se-á também a construção do Rodoanel no estado de São Paulo, pois tal projeto contém a intencionalidade de produção de uma metrópole regional (tendo a cidade de São Paulo como núcleo pulsante do processo) no território nacional.</p> Leandro de Andrade Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2021-02-03 2021-02-03 6 12 30 58 10.22409/eg.v6i12.42746 DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE NO SETOR ELÉTRICO BRASILEIRO https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/42656 <p>O desenvolvimento sustentável é caracterizado principalmente pela tomada de decisões e ações que levem em consideração características ambientais e sociais de modo a promover o desenvolvimento econômico com responsabilidade com o ecossistema como um todo, com os elementos naturais e o com ser humano e o meio ambiente. O objetivo deste artigo é compreender como o desenvolvimento sustentável está sendo adotado no ramo energético brasileiro e como o contexto social pode auxiliar no avanço desse novo modelo de desenvolvimento. Para ilustrar, usaremos como estudo de caso a empresa Eletrobras. A metodologia utilizada é revisão de literatura, sendo os principais teóricos Saldanha (2012) e Cabral (2009). Conclui-se que o pensamento sustentável nos negócios é uma ideia-força que vem crescendo, mas que ainda precisa enfrentar alguns desafios, como o alto custo no início da sua implementação, para se consolidar como uma estratégia de mercado que combine valores sociais, ambientais e econômicos.</p> <p> </p> Letícia de Souza Blanco Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 59 82 10.22409/eg.v6i12.42656 DA PRODUÇÃO DO ESPAÇO À UTOPIA URBANA https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/42191 <p>O presente artigo tem como objetivo propor uma reflexão teórica sobre o processo de produção do espaço urbano, sob contexto do modo de produção capitalista. Para tanto, inicialmente, percorremos a trajetória da expressão espaço geográfico no âmbito epistemológico da geografia até a formulação, a partir da abordagem crítica, da ideia de espaço como produto das relações históricas e sociais, assim como sua compreensão como condição e produto tanto da reprodução do capital quanto da vida humana. Em seguida, a partir das contribuições da obra de Henri Lefebvre fazemos um movimento para pensar a nova configuração de cidade a partir dos processos de industrialização e urbanização capitalistas. Por fim, a perspectiva utópica do direito à cidade, nos oferece uma dimensão teórico-prática para contestação e superação das contradições do espaço capitalista.</p> Rafael Drumond Pereira Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 83 103 10.22409/eg.v6i12.42191 A EFETIVIDADE DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MOBILIDADE URBANA https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/39906 <p>Este artigo descreve as medidas implementadas pelo Plano Municipal de Mobilidade Urbana em Corumbá (MS) na garantia da circulação de ciclistas na cidade. Objetivou-se averiguar a efetividade da atual política pública para mobilidade urbana na melhoria das condições de trânsito para os ciclistas e as principais intervenções realizadas. Com uma abordagem qualitativa, definiram-se três etapas para investigar o problema: a) pesquisa bibliográfica; b) análise documental e c) observação in-loco sob a perspectiva de pesquisa-participante. Percebeu-se que possuindo um perímetro urbano pequeno, o ciclismo não é intenso na cidade em decorrência da municipalidade que omite-se em aplicar e desenvolver as medidas apontadas na sua política pública, demonstrando-se ineficiente no momento, para facilitar e garantir o fluxo amistoso de bicicletas e veículos, impossibilitando o acesso universal e igualitário no transporte dos munícipes e seus bens.</p> RAFAEL ROCHA SÁ Elisa Pinheiro de Freitas Julianne Elisa Moreira Lopes da Silva Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 104 124 10.22409/eg.v6i12.39906 ECÚMENO https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/41377 <p>Produção artístico-científica com vistas a inter-relacionar o saber geográfico e, por conseguinte, espacial com a <em>poíesis </em>do fazer poético. Deste modo, relocalizando indagações e reflexões geoespaciais para o campo polissêmico do possível; potência de múltiplas interpretações.</p> Yuri Victor Melo Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 125 126 10.22409/eg.v6i12.41377 Editorial https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/47770 <p>A presente edição encerra o primeiro ano de retomada de<br>atividades da Revista Ensaios de Geografia após um período de<br>paralisação. Apesar de 2020 ter sido marcado por adversidades<br>no contexto internacional, e desafios flagrantes nos aspectos<br>institucionais do país, deve-se ressaltar ainda mais o esforço de<br>todos os envolvidos para tornar as publicações deste ano<br>possíveis: leitores, autores, avaliadores, editores, colaboradores,<br>amigos. A todos nossa gratidão e votos de que em 2021<br>possamos continuar trocando saberes e produzindo<br>conhecimento, de modo acessível e gratuito.<br>Os escritos que abrem o número 12 fazem referência ao registro<br>fotográfico do geógrafo Caetano Franco. A convite dos editores,<br>Franco cedeu uma de suas fotografias da Amazônia brasileira. A<br>intenção de expor o tema e a região na capa foi relembrar que<br>em 2020 a floresta registrou um aumento significativo do<br>desmatamento e das queimadas, bem como os povos<br>tradicionais que ali habitam foram duramente atingidos pela<br>pandemia, não só pela gravidade da doença, mas também pela<br>precariedade das infraestruturas de saúde pública.<br>Esta edição contém contribuições entre Artigos, Leituras e<br>Visualidades de vários autores, principalmente, estudantes de<br>graduação e pós-graduação. Além disso, foi criada uma seção<br>temporária denominada Pandemia para abarcar trabalhos sobre<br>o tema que não puderam ser contemplados em edições<br>anteriores. Deste modo, esta publicação abarca uma ampla gama<br>de assuntos, com destaque para a aplicabilidade das políticas<br>públicas no cenário nacional.<br>Convidamos os leitores à reflexão. Bom proveito!</p> Guido Cruz de Assis Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 1 9 10.22409/eg.v6i12.47770 CIDADE-VIDA ESTRANHA https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/42836 Um poema que expressa uma preocupação social, uma preocupação com a vida. Como a paisagem urbana ficou melancolica, espresas medo e esperança. São estranhas Luiz Soares Mendes Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 131 132 10.22409/eg.v6i12.42836 COVID-19: UMA REFLEXÃO GEOGRÁFICA SOBRE AS DIFERENCIAÇÕES PATOLÓGICAS https://periodicos.uff.br/ensaios_posgeo/article/view/44226 <p>Este artigo busca, por meio da pandemia de Covid-19, compreender por uma leitura geográfica qual elemento melhor se aplica na explicação das diferenciações patológicas. Visto o histórico epidêmico/pandêmico da sociedade ocidental-moderna, cenários patológicos não são novidades para os homens e mulheres. Contudo, mesmo que as principais doenças que atingiram a humanidade se enquadrem em um perfil geográfico-epidemiológico semelhante, o raio de ação que cada uma adquire parece influenciar na reverberação política, social, cultural e etc.</p> Pedro Henrique Rocha Helena Trindade Rafaela Pinheiro de Almeida Neves Elinton Fábio Romão Laiza Lima Copyright (c) 2020 Da Revista (Ensaios de Geografia) e do Autor 2020-12-22 2020-12-22 6 12 133 160 10.22409/eg.v6i12.44226