Narrativas da imprensa sobre a participação da seleção feminina nos mundiais da FIFA

Autores/as

  • Leda Maria da Costa
  • Ronaldo Helal George Helal Helal
  • Gustavo Fernandes

Resumen

Este artigo analisa as transformações nas narrativas midiáticas sobre as derrotas da seleção brasileira feminina de futebol, tomando como marco comparativo as Copas do Mundo de 2007 e 2023 e os Jogos Olímpicos de 2008. Parte-se da compreensão de que a Copa do Mundo de 2023 ocupa um lugar singular na história da relação entre mídia e futebol feminino no Brasil, em razão da ampla cobertura promovida por grandes conglomerados de comunicação, especialmente o Grupo Globo. O estudo tem como objetivo examinar como os significados atribuídos às derrotas da seleção feminina foram construídos e modificados ao longo do tempo. Para tanto, analisa-se a cobertura dos jornais O Globo e Folha de São Paulo, veículos tradicionais de circulação nacional, considerando aspectos como enquadramentos narrativos, acionamento das emoções e a valorização do talento individual das jogadoras, em especial de Marta. Os resultados indicam que, em 2007 e 2008, as derrotas foram predominantemente narradas a partir de uma perspectiva denunciativa, associada à precariedade estrutural do futebol feminino no país, mobilizando sentimentos como medo e desalento. Já em 2023, observa-se uma recepção menos tolerante diante do insucesso esportivo, sugerindo mudanças nos significados atribuídos à seleção feminina e à própria modalidade no contexto da cultura esportiva brasileira.

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Publicado

2025-12-30

Número

Sección

Dossiê