A programação orientada à gambiarra (POG)

Um paradigma pedagógico para as artes e a educação tecnológica

Autores

  • Henrique Vaz Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.70271/gambiarra.v7i8.69484

Palavras-chave:

programação orientada à gambiarra, educação tecnológica, pedagogia crítica, pensamento computacional, artes e tecnologia

Resumo

Este artigo investiga e propõe a programação orientada à gambiarra (POG) como um paradigma pedagógico insurgente para a educação tecnológica nas artes. Em oposição aos modelos hegemônicos baseados em eficiência, usabilidade e acabamento, a POG eleva a precariedade, o improviso, o erro, a subversão e o inacabado à condição de operadores epistemológicos. O artigo articula a fundamentação teórica do paradigma — dialogando criticamente com os fundamentos da computação — e apresenta sua proposta operacional, sistematizada em um ecossistema de ferramentas e uma cartografia pedagógica aplicada. A POG se afirma, assim, como um gesto de resistência ao tecnofeudalismo algorítmico, ao colonialismo de dados e à plataformização da educação, reconfigurando o letramento digital como uma prática crítica que devolve à educação tecnológica seu caráter emancipador.

Biografia do Autor

  • Henrique Vaz, Universidade Federal de Juiz de Fora

    Pesquisador-criador, professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens da UFJF, onde coordena o grupo “Gambioluteria: da programação orientada à gambiarra ao entalhe da luteria pós-digital”. Atua na intersecção entre modelagem computacional e composicional, síntese sonora e visual, e explora notações e sintaxes emergentes no campo das práticas criativas.

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Publicado

24-06-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Vaz, H. (2026). A programação orientada à gambiarra (POG): Um paradigma pedagógico para as artes e a educação tecnológica. Gambiarra, 7(8), 104-130. https://doi.org/10.70271/gambiarra.v7i8.69484