Chamada para v. 25, n. 53 (set-dez 2020)

Gragoatá 53
[vol. 25, nº. 53 (Set.-Dez. 2020)]

Tema:
Rastros do comum, coabitação e outras formas de sobrevivência.

Organizadores:
Silvo Renato Jorge (UFF) and Alexandre Montaury (PUC-Rio)

Submissões de 1º de fevereiro a 31 de maio de 2020
Publicação prevista para dezembro 2020.

Ementa;

Este número tem como eixo central o desenvolvimento de análises comparativas de textos literários e objetos culturais produzidos, a partir dos anos 1960, em Portugal, no Brasil e nos países africanos de língua portuguesa, com ênfase na identificação contrastiva de fundamentos epistemológicos determinados pela experiência colonial portuguesa e na análise de características específicas desse campo cultural, materializado em experiências históricas, bem como princípios linguísticos e literários comuns. Neste sentido, pressupõe a coabitação de saberes considerados superiores e saberes subalternizados no curso da modernidade colonial. Pretende, ainda, definir um quadro teórico que compreenda objetos literários, culturais e ensaísticos produzidos a partir de diferentes matrizes epistêmicas e considerados como: a) potentes veículos retransmissores da hegemônica episteme ocidental; b) gestos de reconhecimento da alteridade e da diversidade, estruturantes das sociedades em questão e c) mapeamentos de zonas de mesclagens, transições e hibridações epistêmicas. Nessas chaves de leitura, torna-se possível revisitar a tradição literária moderna e a sua crítica para reorganizá-las através de operadores teóricos e categorias de análise do contemporâneo. As produções literárias nacionais, tomadas como instâncias privilegiadas no assentamento de imaginários do comum, deverão ser vistas em processos de interação, a partir de apropriações, tensões e renegociações que ora afirmam e ora negam o pertencimento a esta dimensão comunitária