https://periodicos.uff.br/gragoata/issue/feed Gragoatá 2025-03-21T00:00:00+00:00 Revista Gragoatá gragoata.egl@id.uff.br Open Journal Systems <p class="western" align="justify">A revista <strong><em>Gragoatá</em></strong> (<span class="value" style="color: rgba(0, 0, 0, 0.84);">ISSN 2358-4114) </span>tem como missão a divulgação nacional e internacional de artigos inéditos, de traduções e de resenhas de obras que representem contribuições relevantes tanto para a reflexão teórica quanto para a análise de questões, procedimentos e métodos específicos nas áreas de Linguagem e Literatura.<br />E-mail: gragoata.egl@id.uff.br<span class="label" style="color: rgba(0, 0, 0, 0.84);"> | Telefone </span><span class="value" style="color: rgba(0, 0, 0, 0.84);">+55 21 2629-2600.<br /></span><span class="value" style="color: rgba(0, 0, 0, 0.84);"><strong>Suporte aos Autores e Editores: </strong></span><span class="value" style="color: rgba(0, 0, 0, 0.84);">E-mail: secretaria.editorial@editoraletra1.com</span><span class="value" style="color: rgba(0, 0, 0, 0.84);"> | Telefones +55 51 983290203 e +55 51 3372-9222.<br /></span></p> https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/65369 Estratégias de indeterminação do sujeito no discurso especializado Web-Mediated 2024-11-16T13:11:29+00:00 Gian Luigi De Rosa gianluigiderosa@gmail.com Martina Desantis martina.desantis@uniroma3.it <p>O presente contributo, baseado numa amostra de <br /><em>Web-Mediated</em> Talk Videos (Academic Talk Videos e TEDxTalks), propõe-se observar a representação de sujeitos com referência indeterminada no português brasileiro (PB). Estudos recentes têm demonstrado uma preferência por formas pronominais nominativas para expressar referência genérica e arbitrária, particularmente em sentenças finitas tanto da fala culta urbana quanto da fala popular. Este estudo, fundamentado na teoria da mudança linguística proposta por Weinreich, Labov e Herzog (2006), combinada com a teoria de Princípios e Parâmetros (Chomsky, 1981, 1995), tem como objetivo investigar as estratégias de indeterminação do sujeito no discurso especializado Web-mediated, usando dois corpora: um corpus de Academic Talk Videos corpus (Talks semi-divulgativos) e um corpus de TEDx Talks (Talks divulgativos). Nossa principal hipótese é que, dependendo do corpus, devemos observar uma gramática mais conservadora, com preferência por estratégias mais padronizadas, no corpus Academic Talk Videos [-divulgativo], [+monitorado] e [+formal], e uma gramática menos conservadora, com preferência por estratégias inovadoras, no corpus TEDx Talks [+divulgativo], [-monitorado] e [-formal].</p> 2025-03-24T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/65039 O discurso sobre a “nova arte nacional”: sentidos inscritos no nazifascismo 2024-10-29T17:59:07+00:00 Alexandre Cavalcante alexandread85@outlook.com Belmira Magalhães brcmagalhaes@gmail.co Helson Flavio Silva Sobrinho helsonf@gmail.com <p>O presente artigo analisa as contradições no discurso de Roberto Alvim, ex-secretário especial de cultura no governo Bolsonaro, ao propor a criação de uma “nova arte nacional” no Brasil. Nosso material de análise é composto por falas de Alvim retiradas de um vídeo oficial em que anunciava o “Prêmio Nacional das Artes – patrocínio de produções inéditas em diversas áreas da cultura” – e de uma entrevista concedida por ele, após repercussão do vídeo citado, ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha. Este estudo toma como pressupostos teórico-metodológicos a Análise do Discurso (AD) fundada por Michel Pêcheux em interlocução com a abordagem ontológica-marxiana. Essa perspectiva nos permite analisar o corpus discursivo a partir das relações sociais concretas nas quais a discursividade é posta em movimento, articulando o processo de produção/reprodução/transformação da vida material e os processos discursivos, buscando, assim, alcançar o caráter material do sentido, no qual as relações de classe produzem efeitos sobre as práticas linguísticas. Como resultado, verificamos que a arte foi discursivizada como uma “nova arte nacional”, que deveria ser “plena”, “pura”, “imperativa”, ou “não seria nada”. Nessa direção de sentido, a análise deste discurso revelou que o nacionalismo e a arte defendidos por Alvim se inscrevem na formação discursiva que nomeamos de Nacional-nazifascista. </p> <p> </p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/65383 Da evidência ao absurdo: os efeitos da memória nos sentidos do enunciado intervenção federal 2025-01-07T12:18:44+00:00 Evandra Grigoletto evandra.grigoletto@ufpe.br Thiago César da Costa Carneiro thiago.costacarneiro@ufpe.br <p>Inscritos teoricamente na Análise do Discurso materialista, nossa proposta, neste artigo, é analisar os efeitos de sentido do enunciado Intervenção Federal na cena política brasileira atual. Partimos do modo como tal enunciado está registrado na Constituição Federal, observamos sua materialização em discursividades presentes em manifestações de apoiadores de Bolsonaro, e concluímos com o Decreto de Intervenção Federal, publicado em 8 de janeiro de 2023, devido aos atos golpistas. Recortando materialidades discursivas desses três acontecimentos históricos, centramos nossas análises na noção da memória discursiva. Observando o funcionamento dos processos discursivos, concluímos que, num jogo entre evidência e absurdo, os efeitos de sentido que se produzem nesse corpus apontam duas direções: por um lado, militar é substituído por federal; e, por outro, produz-se um deslizamento de “federal”, que vai de defesa do Estado Democrático de Direito, passa pela convocação de atos golpistas, e volta, pela via do jurídico, a significar defesa da democracia.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/66259 Ensino de línguas como palco de políticas linguísticas 2025-01-16T17:33:43+00:00 Ebal Sant'Anna Bolacio Filho ebolacio@gmail.com Paul Voerkel paul.voerkel@gmail.com <p>.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64518 Disputando a letra da lei: uma proposta de intervenção de linguistas e linguistas aplicados na legislação migratória brasileira 2024-10-10T16:11:34+00:00 Leandro Diniz leandroradiniz@gmail.com Jael Sânera Sigales-Gonçalves jaelgoncalves@gmail.com <p>Em conformidade com a Lei nº 13.445/2017, o artigo 5º da Portaria nº 623/2020 trata das formas de comprovação da “capacidade de se comunicar em língua portuguesa”, dever linguístico imposto àqueles que desejam adquirir a nacionalidade brasileira por naturalização ordinária ou especial. Frente aos obstáculos enfrentados por migrantes e refugiados para comprovar essa capacidade, a Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN) liderou um processo visando à intervenção nesse artigo, que culminou na entrega de uma Nota Técnica ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, incluindo uma minuta de nova portaria. O presente texto objetiva apresentar esse processo e a Nota Técnica dele resultante. As propostas compreendem: (i) ampliar as possibilidades de comprovação da capacidade de comunicação exigida, incluindo um exame nacional de português a ser criado por um Grupo de Trabalho; (ii) determinar que diligências da Polícia Federal sejam fundamentadas em parecer de profissional com experiência na área de Português como Língua Adicional; (iii) aceitar certificados de cursos de Libras, no caso de pessoas surdas ou com deficiência auditiva. À luz dessa experiência, o texto objetiva, ainda, propor recomendações para subsidiar a intervenção de profissionais do campo dos estudos da linguagem na construção de políticas linguísticas oficiais. Essas recomendações incluem disputar a própria redação dos textos normativos, além de desenvolver estratégias de articulação entre a academia e o Poder Público. Espera-se que a discussão contribua para a participação cada vez mais forte e consistente desses profissionais na construção de políticas linguísticas oficiais.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64519 Resoluções de políticas linguísticas no marco das políticas de inclusão no ensino superior brasileiro: uma análise documental 2024-09-10T13:00:56+00:00 Letícia Cao Ponso lecapon@gmail.com <p>Este artigo tem como principal objetivo fazer a análise documental de 59 Resoluções de Políticas Linguísticas, documentos oficiais publicados pelos Conselhos Superiores das Instituições Federais e Estaduais de Ensino Superior entre 2018 e 2023 a partir de uma das exigências do MEC para que essas instituições pudessem se recredenciar no Programa Idiomas Sem Fronteiras (IsF). A pesquisa tem como base teórica a vertente das Políticas Linguísticas Críticas, e segue uma metodologia documental como parte de uma etnografia da implementação das políticas linguísticas. Após a análise dos documentos, verificou-se que a internacionalização é a principal agenda das políticas linguísticas institucionais, e que outras agendas de inclusão, que obrigariam por Lei as universidades a assumir deveres linguísticos para com sujeitos de direitos linguísticos como surdos, refugiados, povos originários não foram mencionadas em grande parte desses documentos.</p> <p> </p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/63010 Línguas Estrangeiras na Pós-Graduação Brasileira: reflexões Glotopolíticas a partir do levantamento em uma área e região 2024-08-29T14:11:19+00:00 Adrian Pablo Fanjul adrianpf@usp.br Tadinei Daniel Jacumasso tadinei@unicentro.br <p>No contexto de uma pesquisa sobre lugares para as línguas estrangeiras na pós-graduação brasileira em diferentes áreas das Humanidades, este artigo apresenta resultados de um levantamento sobre quais línguas são aceitas para demonstração de proficiência em programas de Pós-Graduação da região Sudeste, da área de Educação. Trata-se de uma pesquisa sobre políticas linguísticas, enquadrada no referencial teórico da Glotopolítica como estudo tanto das intervenções mais ou menos institucionalizadas sobre as línguas e sobre as relações entre elas, quanto da dimensão ideológica que se relaciona a essas intervenções. Foram indagadas as opções de línguas em 70 programas de Pós-Graduação oficialmente reconhecidos. Os resultados quantitativos mostraram um pódio político-linguístico em que o inglês se encontra em uma nítida primeira posição, e com traços de obrigatoriedade em alguns casos. Em segundo e terceiro lugar, com uma significativa presença, aparecem respectivamente o espanhol e o francês, seguidos muito atrás pelo italiano e o alemão. No plano qualitativo, desenvolvemos uma reflexão que relaciona o conjunto dos dados com as ideologias acerca do inglês como suposta língua única da produção de conhecimento, com estudos que discutem criticamente as medições sobre presença de línguas nas publicações científicas, especialmente nas Humanidades, e com o panorama político linguístico da América do Sul nas últimas décadas.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64442 Transmissão intergeracional e revitalização linguística 2024-11-29T13:10:23+00:00 Cristine Gorski Severo crisgorski@gmail.com <p>Este artigo explora o papel da transmissão intergeracional nas políticas linguísticas, com enfoque na revitalização linguística. Para tanto, são considerados três níveis analítico-descritivos: um acadêmico, com uma breve revisão de artigos emblemáticos que abordam o papel da transmissão intergeracional nas políticas de manutenção linguística; um institucional, com foco nos documentos que abordam as políticas de revitalização linguística, como o Atlas das Línguas em Perigo (UNESCO); e um empírico, com registros oriundos de entrevista e análise de iniciativas comunitárias e institucionais mobilizadas por duas comunidades linguísticas minorizadas, uma referente à língua pomerana e outra à língua iídiche – a escolha por essas duas comunidades tão díspares entre si se justifica por se tratar de representações contrastantes no Brasil envolvendo a transmissão linguística geracional. O artigo expande o conceito de transmissão ao: (i) destacar os trabalhos emblemáticos de Joshua Fishman sobre transmissão intergeracional e reversão da substituição linguística nas políticas linguísticas; (ii) tensionar alguns sentidos institucionalizados de transmissão e revitalização a partir da experiência de sujeitos participantes; e (iii) ressaltar o papel da educação bilíngue e do turismo étnico na ressignificação dos valores simbólicos das línguas minorizadas e do processo de transmissão intergeracional. Por fim, constata-se que a quebra de transmissão intergeracional familiar tem sido substituída por iniciativas educacionais, culturais e identitárias criativas, agentivas e colaborativas, em tensão e diálogo com movimentos globalizantes e mercadológicos. </p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64505 Suporte científico na promoção e revitalização de línguas minoritárias: contribuições da pesquisa do pomerano na Serra dos Tapes, Rio Grande do Sul 2024-09-10T13:20:09+00:00 Bernardo Kolling Limberger bernardo.limberger@ufpel.edu.br Lucas Löff Machado lucasloffmachado@gmail.com Luciane Leipnitz luciane.leipnitz@gmail.com <p>O presente trabalho discute o papel de subsídios teóricos e metodológicos, bem como de impulsos práticos no contexto atual de revitalização linguística do pomerano como língua de imigração falada na Serra dos Tapes. As ações levam em conta a necessidade de ampliar práticas de ensino e formação relacionadas às especificidades do extremo sul brasileiro. São discutidas três áreas de pesquisa que vêm desenvolvendo trabalhos empíricos e complementares entre si. As discussões, de modo geral, constatam a relevância de ações de pesquisa para além dos objetos propriamente ditos de pesquisa, mas como recursos para a formação de professores de línguas adicionais, documentação da diversidade linguístico-cultural, intercompreensão e conscientização linguística, abordagem interdisciplinar da língua pomerana nas escolas, aprimoramento de tecnologias para comunicação e uso de línguas minoritárias, valorização das línguas junto às comunidades e consolidação de redes de pesquisa. </p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/63033 Translinguagem, educação (não) inclusiva e políticas linguísticas: reflexões sobre o ensino de inglês no Brasil a partir da perspectiva de duas alunas surdas 2024-09-03T21:14:17+00:00 Matheus Lucas De Almeida matheus.lucas@professor.ufcg.edu.br Antonio Henrique Coutelo de Moraes antonio.moraes@ufr.edu.br <p>Discussões e estudos sobre aquisição de línguas adicionais têm ganhado considerável visibilidade na agenda acadêmica e nos espaços educacionais. Contudo, a realidade brasileira ainda impõe dificuldades ao processo de ensino-aprendizagem de línguas adicionais por estudantes surdos. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar as concepções de duas alunas surdas matriculadas em escolas públicas do Recife, Pernambuco, sobre o ensino de inglês para surdos. Para tanto, baseamos nossas discussões em Calvet (2007), Wei (2017), Barbosa, Freire e Medeiros (2018), Souza (2021), Almeida (2021, 2023) e Almeida e Moraes (2024), entre outros. Com o intuito de compreender significados, motivos, crenças e valores relacionados à aquisição da língua inglesa por alunos surdos do ensino fundamental e médio, esta pesquisa é descritiva qualitativa, segundo Triviños (1987). Os resultados apontam para o fato de que ainda há um longo caminho a percorrer para a construção de um sistema educacional que seja, de fato, inclusivo - tanto no sentido das políticas linguísticas e educacionais como das praxeologias -, e que os espaços educacionais devem oferecer acesso e permanência para alunos com deficiência, além de atendimento educacional especializado para complementar ou suplementar a assistência escolar quando necessário.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/63952 Do monolinguismo ao multilinguismo de acolhimento 2024-08-28T22:01:58+00:00 Edilaine Buin edilainebuin@ufgd.edu.br Gilvan Müller de Oliveira gimioliz@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo discutir a necessidade de uma mudança nas políticas linguísticas e nas práticas educacionais no Brasil, promovendo a valorização do multilinguismo e da diversidade linguística, especialmente em contextos escolares que atendem a imigrantes e refugiados. A pesquisa explora a transição de uma política linguística monolíngue para uma abordagem que reconheça e valorize a diversidade linguística, por meio de uma experiência educacional em uma escola da rede pública na cidade de Dourados, Mato Grosso do Sul. O contexto educacional é desafiador, pois O contexto educacional é desafiador, , que já contavam com estudantes indígenas falantes de guarani, agora recebem um número crescente de imigrantes e refugiados, como venezuelanos e haitianos, que não dominam o português. A fundamentação teórica aborda a repressão linguística e a necessidade de reconhecer a diversidade linguística como um recurso valioso. A metodologia adotada é qualitativa, baseada em relatos de acadêmicos da licenciatura em Letras e de Psicologia que participaram do projeto de extensão universitária “Solidariedade Linguística”, que previa o acompanhamento de aulas do ensino fundamental com estudantes de diferentes línguas, durante um semestre letivo. A partir de relatos selecionados qualitativamente, o artigo busca (1) compartilhar situações frequentemente não discutidas que envolvem o bi/multi/plurilinguismo; (2) problematizar as urgências nesse contexto educacional, que é representativo de outros cenários; e (3) promover uma reflexão que inspire movimentos políticos em favor dos direitos da comunidade afetada pela dinâmica do monolinguismo. Os resultados evidenciam a viabilidade e a urgência de implementar mudanças no modelo de ensino, promovendo um ambiente educacional mais inclusivo e solidário, alinhado às necessidades de um mundo globalizado.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64495 Políticas linguísticas e acolhimento intercultural de crianças, jovens e adultos indígenas da etnia Warao no Piauí 2024-10-31T01:35:19+00:00 Marcella dos Santos Abreu marcella.abreu@unesp.br Ana Carolina das Graças Veras veraskrol@gmail.com Maria Raquel Barros de Lima raquelgandhi@yahoo.com.br <p>O trabalho apresenta as experiências de formação e acompanhamento de educadores envolvidos nos projetos Alfabetização sem Fronteiras, da Secretaria Municipal de Educação (SEMEC) de Teresina-PI, e Educação de Jovens e Adultos (EJA) Nebu Tuma-Daomata Tane Naminakitane, da Secretaria de Educação do Estado do Piauí (SEDUC-PI). Trata-se de ações desenvolvidas com indígenas da etnia Warao, oriundos da Venezuela, que se encontram em situação de refúgio, na capital piauiense. Ao vislumbrarmos a potência dessas experiências como exemplos de vivências interculturais, translíngues e freirianas de acolhimento, cogitamos visibilizar as políticas linguísticas consideradas nos processos de letramentos e de mobilização de repertórios com estudantes da etnia, na rede pública municipal e estadual de ensino daquela cidade. Para tanto, foram realizadas observações de aulas com crianças e adolescentes nas escolas da SEMEC, bem como a coleta de materiais utilizados na experiência com adultos da SEDUC-PI. Espera-se que a visibilização daquelas ações e a produção de caderno pedagógico com orientações para educadores no contexto do EJA Intercultural Warao possam contribuir, não apenas para a continuidade da inclusão dessa comunidade vulnerabilizada socioeconomicamente, mas também para o aprofundamento de políticas educacionais que se comprometam com a garantia de seus direitos linguísticos no Brasil.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64507 Políticas linguísticas e a formação de professores de língua alemã no município do Rio de Janeiro 2024-09-01T13:25:36+00:00 Mergenfel Andromergena Vaz Ferreira megvazferreira@letras.ufrj.br Roberta Cristina Sol Fernande Stanke roberta.stanke@yahoo.com.br <p>O presente artigo tem como foco a formação de professores de alemão, entendendo-a como uma língua minorizada, devido à sua condição minoritária, não por aspectos quantitativos, como aponta Lagares (2011), mas considerando o espaço periférico ocupado por seus falantes, no que tange, por exemplo, às políticas linguísticas vigentes. Nesse sentido, o artigo apresentará uma revisão teórica sobre as políticas públicas relacionadas ao ensino-aprendizagem de línguas, trazendo a este estudo leis e resoluções que normatizam não apenas o ensino, mas também a formação docente. No âmbito das políticas públicas, linguísticas e formação de professores de alemão, este estudo também apresentará a perspectiva de projetos de extensão como um importante espaço para a integração entre teoria e prática na formação; integração esta que vem sendo salientada nos documentos oficiais desde o início dos anos 2000. Assim, serão descritos dois projetos de extensão universitária desenvolvidos em duas instituições públicas de ensino superior no Rio de Janeiro. Farão parte também da discussão apresentada, as percepções dos licenciandos extensionistas participantes dos projetos, que responderam a um formulário online que questionava suas motivações para a participação nos projetos de extensão com foco na formação de professores de alemão.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64506 Desafios glotopolíticos na formação de professores de línguas adicionais do instituto e escola de Aplicação (CAP-UERJ E EAFEUSP) 2024-10-10T16:14:38+00:00 Shirlei Almeida Baptistone shirleibaptistone@yahoo.com.br Catarina Lobo Gonçalves catarinalobog@gmail.com Sahsha Kiyoko Watanabe Dellatorre sahsha@usp.br <p>Neste artigo, as autoras propõem uma reflexão crítica sobre o papel dos Institutos Superiores de Educação (IES) na formação inicial, de maneira a compreender o seu papel político linguístico e pedagógico dentro e fora de sala de aula. Para tanto, são trazidos os panoramas de ensino de línguas adicionais de cada instituição e o impacto das leis baseadas em uma perspectiva hegemônica. A partir dessa problematização, com base nos estudos de Linguística Aplicada e Didática de Línguas e Culturas, são abordadas práticas visando à Educação Linguística e a formação de professores como agentes glotopolíticos, a fim de promover a desconstrução do imaginário de uma língua ideal, aproximando-os da realidade educacional brasileira.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64494 Análise da diversidade humana nos livros didáticos do 4º e 5º ano no âmbito de um projeto Capes-Cofecub 2024-09-10T14:37:47+00:00 Éric Charles Brun ecbrun@uefs.br <p>Este artigo é sobre uma pesquisa universitária em andamento no Brasil que visa analisar a diversidade humana tal como é apresentada nos livros didáticos brasileiros do 4o e do 5º ano do último Plano Nacional do Livro e Material Didático (PNLD) do Ministério da Educação para um período de quatro anos a partir de 2023. No âmbito deste artigo foram escolhidas quatro componentes escolares pertencentes às ciências humanas e às ciências exatas, a saber artes, português (língua de escolaridade), ciências e matemática. A pesquisa quanti-qualitativa visa determinar as proporções dedicadas para a diversidade cultural, linguística e fenotípica no corpus referido. Essas três categorias se desdobram em diferentes indicadores de análise, geralmente comuns aos textos e ilustrações do livro didático, a fim de distinguir a especificidade do contexto brasileiro, do contexto internacional. A análise qualitativa visa determinar, em seguida, a correlação entre as tendências editoriais e os textos legais acerca da educação inclusiva. Esta pesquisa baseia-se na Sociodidática, nas pesquisas europeias da Abordagem Plural de Línguas e Culturas, na pesquisa sobre glotofobia e na inclusão escolar no Brasil. Os resultados atuais da pesquisa revelam um desequilíbrio significativo entre as diferentes culturas-línguas do Brasil, a ausência da pessoa com deficiência e a manutenção de estereótipos sociais entre homens e mulheres.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64393 Acolhimento de pais, das suas línguas e práticas culturais: contributos na educação pré-escolar. Análise de experiencias em França 2024-10-01T13:28:14+00:00 Stephanie Clerc Conan stephanie.clerc@univ-rennes2.fr <p>Este artigo relata abordagens pedagógicas que envolvem a participação dos pais para desenvolver habilidades linguísticas. Uma análise qualitativa dos contributos é realizada a partir das observações dos/das professores envolvidos/as e dos testemunhos recolhidos.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/65016 Vom Studierendenaustausch Zur Sprachenpolitik Zur Science Diplomacy – 100 Jahre Daad 2024-10-15T14:07:19+00:00 Ursula Paintner paintner@daad.de <p><strong>Abstrakt:</strong></p> <p>Der Beitrag wirft einen Blick in die Geschichte des DAAD, der 2025 sein 100jähriges Bestehen feiert. Am Beispiel der Sprachenpolitik wird thesenhaft ein mögliches Forschungsprojekt skizziert: Wie positioniert sich eine Institution wie der DAAD zwischen fachlichen und politischen Interessen? Wie gelingt es vor allem seit 1950, als der DAAD als Verein der deutschen Hochschulen und damit politisch unabhängige Mittlerorganisation neu gegründet wurde, diese Unabhängigkeit zu bewahren und zugleich eine entscheidende Rolle in der auswärtigen Wissenschaftspolitik der Bundesrepublik Deutschland zu spielen? In welchem Maße spielen politische Konjunkturen bei der Entwicklung von Förderprogrammen und dem Ausbau des ‚Instrumentenkastens‘ der wissenschaftlichen Internationalisierung eine Rolle? Ausgegangen wird dabei von der These, dass die‚ Sprachenpolitik‘ des DAAD durchaus politischen Konjunkturen sowohl innerhalb der Bundesrepublik als auch international unterworfen ist, dass es jedoch auch immer wieder gelingt, unabhängige Akzente zu setzen – und dass darin ein entscheidender Schlüssel zur 100jährigen Erfolgsgeschichte des DAAD liegt.</p> <p> </p> <p><strong>Resumo:</strong></p> <p>O presente artigo traça um panorama da história do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), que celebrará seu 100º aniversário em 2025. Esse panorama é feito a partir de sua política linguística: Como uma instituição como o DAAD se posiciona entre os interesses profissionais e políticos? Como o DAAD conseguiu manter essa independência e, ao mesmo tempo, desempenhar um papel decisivo na política científica externa da República Federal da Alemanha, especialmente desde 1950, quando foi refundado como uma associação de universidades alemãs e, portanto, uma organização intermediária politicamente independente? Até que ponto os ciclos políticos desempenham um papel no desenvolvimento de programas de financiamento e na expansão da “caixa de ferramentas” da internacionalização acadêmica? O artigo baseia-se na hipótese de que a “política linguística” do DAAD está, de fato, sujeita a tendências políticas, tanto na Alemanha quanto internacionalmente, mas que o DAAD tem conseguido, repetidamente, estabelecer prioridades independentes - uma conquista que é fundamental para a história de sucesso de 100 anos do DAAD.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64283 Políticas linguísticas e ensino de idiomas na África: o caso do francês na União Africana 2024-10-15T13:34:46+00:00 Michele Bevilacqua mibevilacqua@unisa.it <p>Nosso trabalho analisa a política linguística implementada pela União Africana, destacando o impacto das escolhas linguísticas dentro das instituições dessa organização sobre as populações africanas locais. De fato, muitos anos após a independência da maioria dos países africanos, e apesar do fato de que mais de dois mil idiomas são falados no continente, a política linguística ainda é muito eurocêntrica. Entretanto, a União Africana fez algumas propostas interessantes para a promoção e a disseminação dos idiomas africanos locais, embora ainda haja muito a ser feito. Além dessas considerações, o estudo de certos aspectos da história do uso da língua francesa na África durante a era colonial nos permite refletir sobre o fato de que as políticas linguísticas tiveram uma influência considerável nas escolhas feitas pelos governos africanos independentes em termos de ensino de idiomas e sua disseminação nas organizações continentais.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64371 Além do Slang: Desvendando a autopercepção do falar Coloured 2024-10-17T13:43:31+00:00 Anderson Lucas Macedo andersonlucasm@gmail.com Lauren Van Niekerk lbvanniekerk@uwc.ac.za <p>Este estudo investiga a autopercepção do Kaaps, uma variedade linguística falada predominantemente pelo grupo étnico Coloured na Cidade do Cabo, África do Sul. A pesquisa explora as razões pelas quais os falantes de Kaaps frequentemente descrevem sua língua como “slang”. Através de entrevistas com jovens Coloured, o estudo investiga os fatores históricos e linguísticos que contribuem para essa percepção. A análise examina o impacto da ideologia do apartheid na identidade linguística dos falantes de Coloured e as maneiras como o Kaaps foi marginalizado e estigmatizado. Além disso, o estudo compara o Kaaps com o Afrikaans padrão, destacando as características linguísticas únicas e a importância cultural da variedade Kaaps. Ao compreender a autopercepção do Kaaps, esta pesquisa contribui para uma compreensão mais ampla da variação linguística, identidade linguística e os efeitos duradouros da opressão histórica.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64443 O português de São Tomé e Príncipe: questões de norma, poder e ensino 2024-10-12T14:35:44+00:00 Amanda Balduino amandamb@unicamp.br <p>Em São Tomé e Príncipe (STP), o português, além de oficial, é a língua materna e majoritária da população. A difusão do português, no país, culminou na emergência de variedades autóctones, dentre elas, o português de São Tomé e Príncipe (PSTP). Com base na Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe, nos dados do censo, em duas entrevistas sociolinguísticas realizadas em trabalho de campo no ano de 2019 e na literatura, discutimos a difusão da língua portuguesa em STP à luz dos conceitos de norma de Cintra (1985). Ademais, trazemos, a partir de fatos socio-históricos, uma reflexão crítica acerca da ascensão do português no arquipélago, discutindo questões ideológicas e subjetivas que transpassam o português enquanto língua pluricêntrica, moldam a percepção e a atitude do falante e atingem o ensino de língua portuguesa local. Ressaltamos, por fim, a importância de uma abordagem linguística e política que abarque a diversidade e promova a inclusão de variedades africanas em todos os espaços de uso linguístico, respeitando e protegendo, ao mesmo tempo, as línguas locais.</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/64363 A colonialidade do português em Moçambique: embate no desenvolvimento das línguas bantu 2024-10-07T20:36:16+00:00 Luis Ausse luis.kwitende74a@gmail.com Águeda Cristóvão Simão wupilemasimosya@gmail.com João Claudio Arendt joaoarendt@gmail.com <p>A Constituição da República de Moçambique defende a valorização das línguas moçambicanas de origem bantu, um cenário de planificação linguística que, apriori, mostra-se favorável ao seu desenvolvimento e ao seu ensino. Porém, o fosso entre essas línguas locais e a língua portuguesa demonstra-se maior, já que essa última é tida como língua de ensino, de unidade nacional e de caráter administrativo, o que lhe confere um estatuto forte diante das restantes. Nesse âmbito, o presente artigo objetiva discutir aspectos da política linguística instituída no país, cujos resultados mostram que, dada a hegemonia do português, a percentagem de falantes desse idioma vai aumentando ano a ano, com a implantação de instituições de controle linguístico, o que vai eternizar a colonialidade do poder, do saber e da linguagem, consubstanciada no epistemicídio e no linguicídio, e, consequentemente, na eliminação da cultura do povo local. Portanto, ensinar, promover e manter as línguas nativas dos povos é uma questão de direito humano, já que as línguas naturais são uma realidade constituída coletivamente e é na comunidade que ela está disponível para o uso individual como instrumento de unidade, identificação, comunicação e expressão criadora. Deve-se defender o direito de todas as comunidades linguísticas como iguais, independentemente do seu estatuto jurídico (UNESCO,1996).</p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá https://periodicos.uff.br/gragoata/article/view/63902 Justiça social e educação para todos: o caso do multilinguismo e das políticas linguísticas em Timor-Leste 2024-09-10T15:02:00+00:00 Karin Noemi Rühle Indart jkindart@yahoo.com.br <p>Neste artigo discorremos sobre teorias de justiça e igualdade de acesso à educação em uma sociedade (Apple; Buras, 2008; Bourdieu, 1999b; Bauman; May, 2010; Freire; Macedo, 2011; Giroux, 1986) e aplicamos essas teorias às questões linguísticas no sistema de educação timorense. Após a independência e elaboração da Constituição (2002) as línguas tétum (nacional e endógena) e portuguesa (colonial e exógena) foram oficializadas e reguladas como línguas de instrução em todas as escolas do país através da Lei de Bases da Educação (2008). A política linguística adotada nunca foi unanime e por essa razão, mesmo sendo um Estado recente, Timor-Leste já sofreu várias alterações no planejamento linguístico do Ministério de Educação. A última interferência e tentativa de mudança é a alfabetização multilíngue, uma vez que o território contém pelo menos 16 distintos grupos etnolinguísticos. Discutimos aqui as implicações sociológicas dessa nova proposta e avaliamos, de acordo com as teorias explanadas, se a alfabetização multilíngue pode, de fato, diminuir a desigualdade de acesso ao conhecimento escolar e acadêmico e alcançar um maior empoderamento das crianças e jovens das áreas rurais e remotas do país. Concluímos que as constantes alterações em curto período de tempo acabam gerando frustrações e desconfianças nos professores, alunos, pais e gestores da educação em relação a competência do Ministério de Educação. Inferimos, assim, que essas mudanças frequentes tenham sido mais prejudiciais ao sistema de educação do que a adoção de uma língua exógena como língua de instrução, como afirma o senso comum. </p> 2025-03-21T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2025 Gragoatá