https://periodicos.uff.br/hoplos/issue/feed Revista Hoplos 2022-07-31T19:42:16+00:00 Equipe Editorial revistahoplos@gmail.com Open Journal Systems <p><em>Hoplos</em> é a revista discente do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança (PPGEST) vinculada ao Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem periodicidade semestral e se constitui em um espaço plural de análise e discussão sobre temas que permeiam os Estudos Estratégicos, as Relações Internacionais e a Ciência Política. <br /><strong>ISSN</strong>: 2595-699x</p> https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/55401 Editorial 2022-07-28T20:35:56+00:00 Equipe Editorial da Hoplos revistahoplos@gmail.com <p>A Revista Hoplos lança sua décima edição. Neste momento, de retorno gradual às atividades<br>presenciais, celebramos esta nova fase, a publicação da edição nº 10 de nossa revista científica,<br>assim como o alcance que a Hoplos conquistou neste último semestre.<br>No decorrer de janeiro à julho, a Hoplos buscou intensificar o uso das redes sociais para<br>conseguir alcançar outras universidades e regiões do Brasil, em busca de dois fatores<br>considerados fulcrais: uma maior divulgação dos trabalhos nas áreas dos Estudos Estratégicos e<br>Relações Internacionais e uma busca para que, cada vez mais, um número maior de<br>pesquisadores e pesquisadora possam submeter seus trabalhos à Hoplos. Consideramos que esta<br>edição demonstra como estamos caminhando para uma expansão, quantitativa e qualitativa, da<br>revista.<br>Para abrir a seção de artigos, destacamos dois trabalhos que se fundamentaram no clássico autor<br>dos Estudos Estratégicos e das Relações Internacionais, Clausewitz: A Ciberguerra é Guerra?,<br>de Juliana Zaniboni de Assunção e Clausewitz e a Dialética Guerra e Paz, de Rodrigo Duarte<br>Fernandes dos Passos. Na continuação, Deborah Moraes Souza Lopes apresenta uma importante<br>contribuição sobre a temática concernente à assistência humanitária na América Latina, com o<br>artigo O Viés Social da Política Externa do Governo Lula como Forma de Inserção<br>Internacional: A Assistência Humanitária na América Latina. Próximo da esfera econômica e de<br>caráter histórico, Gabriel Victor Silva Paes apresenta o pertinente artigo A Expansão da<br>Economia-Mundo Europeia sob o Prisma do Alimento: o Caso da Guerra dos Trinta Anos<br>(1618-1648). Tema de suma importância na atualidade, Cláucia Piccoli Faganello observa e<br>discute a questão dos modelos democráticos em seu trabalho, intitulado Análise Comparativa<br>das Democracias Brasileira e Venezuelana. Ao adentrar em outra temática contemporânea, que<br>envolve o ciberespaço, três pesquisadores apresentam duas significativas contribuições:<br>Bernardo Wahl Gonçalves de Araújo Jorge, com o artigo A Dimensão Cibernética da Guerra<br>entre a Rússia e a Ucrânia em 2022: uma Avaliação Inicial Passados 100 Dias do Conflito, e<br>Otoniel Fontana Silva e Ricardo Willy Rieth com o trabalho Educação Corporativa Militar:<br>Estratégia para a Segurança e Defesa Cibernética na Força Aérea Brasileira.<br>A seção das resenhas é constituída por duas análises que apresentam importantes obras para as<br>Relações Internacionais e Estudos Estratégicos, sendo elas: Dinâmicas Regionais da Não<br>Proliferação: os Impactos nas Decisões Nucleares dos Estados Intermediários, obra de Michelly<br>S. Geraldo e resenha feita por Augusto C. Dall’Agnol; e A Retórica da Intransigência:<br>Perversidade, Futilidade, Ameaça, obra de Albert Hirschman e resenha de Wallace da Silva<br>Mello.<br>Reforçamos os agradecimentos a todos e todas pesquisadores e pesquisadores que confiaram<br>seus estudos e suas pesquisas para serem publicadas na Hoplos e desejamos muito sucesso.<br>Agradecemos também aos discentes que compõem a revista e que, através de um semestre de<br>trabalho e dedicação, possibilitaram que, hoje, ela chegasse em sua décima edição publicada.<br>Que a produção e divulgação científica continue existindo, resistindo e sendo nosso norte.<br>Boa leitura,<br>O Comitê Editorial.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Equipe Editorial da Hoplos https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/52773 DINÂMICAS REGIONAIS DA NÃO PROLIFERAÇÃO: 2022-01-08T19:43:41+00:00 Augusto C. Dall'Agnol augusto.dallagnol@ufrgs.br <p>Por que alguns Estados têm sucesso nos seus programas de armamentos nucleares, enquanto outros não? Neste livro, a autora analisa os casos de Brasil, Índia e Israel a partir das dinâmicas regionais securitárias em que cada país está inserido e das diferentes maneiras em que eles são constrangidos e incentivados pelo regime de não proliferação de armamentos nucleares.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Augusto C. Dall'Agnol https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/51835 A RETÓRICA DA INTRANSIGÊNCIA: PERVERSIDADE, FUTILIDADE, AMEAÇA 2021-10-21T13:41:23+00:00 Wallace da Silva Mello wallace_sm89@hotmail.com <p><span class="fontstyle0">o presente texto é uma resenha do livro “A Retórica da Intransigência”, escrita pelo<br>economista Albert Hirschman e cuja segunda edição em português foi publicada em 2019. O<br>objetivo do autor é analisar a retórica conservadora a partir de três momentos históricos<br>distintos, a saber: no contexto da Revolução Francesa, no debate sobre a expansão do sufrágio<br>universal no século XIX e no contexto do debate sobre o Welfare State no século XX. O autor<br>identifica três tipos (ideais) de argumentos: a tese da perversidade, segundo a qual iniciativas<br>de alteração do status quo produzirão efeitos sociais maléficos; a tese da futilidade, isto é, as<br>medidas de transformação social serão ineficazes ante estruturas sociais existentes; e a tese da<br>ameaça, que defende que as propostas de mudanças colocam em risco determinados valores ou<br>conquistas históricas. Recorrendo a um conjunto de fontes escritas, Albert Hirschman transita<br>entre obras da Filosofia, Teoria Política, os debates parlamentares e outros materiais. O texto é<br>atual, tanto pelo retorno do (neo)conservadorismo quanto pela riqueza analítica e conceitual<br>que propõe. Por fim, o texto também analisa o discurso “progressista”, expondo riscos e<br>propondo ao final algumas reflexões sobre a democracia em nossos tempos.</span> </p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Wallace da Silva Mello https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/52506 A CIBERGUERRA É GUERRA? 2022-01-14T14:39:22+00:00 Juliana Zaniboni de Assunção julianazaniboni@id.uff.br <p>Para Clausewitz (1989), a guerra é um ato de força que obriga nosso inimigo a fazer a nossa vontade. Uma outra definição, feita pelo mesmo autor, é que a guerra seria a continuação da política por outros meios. A teoria clausewitziana foi bastante usada para explicar diversos conflitos posteriores a ele, como o evento das Guerras Mundiais. Ter utilizado a obra para entender o fenômeno da guerra não significa dizer que a guerra permaneceu imutável, pelo contrário, ela passou por diversas mudanças, mas mesmo assim, elas estavam dentro de um contexto maior, onde a teoria clausewitziana conseguiu explicá-las. No entanto, será que a teoria de guerra feita por Clausewitz poderia também explicar novos fenômenos como a Ciberguerra? Apresentando os debates dos conceitos de ciberguerra, ciberespaço e ciberataque, analisando juntamente com os casos ocorridos no Irã, em 2010, e na Ucrânia, em 2015, pretende-se compreender se a ciberguerra pode se enquadrar também na teoria tradicional de guerra, como um fenômeno belicoso.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Juliana Zaniboni de Assunção https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/52543 CLAUSEWITZ E A DIALÉTICA GUERRA E PAZ 2021-12-19T00:19:26+00:00 Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos rodrigo.passos@unesp.br <p>A questão é: como abordar a dialética entre guerra e paz conforme Carl von Clausewitz? Para buscar responder à indagação enunciada, esta reflexão tem por objetivos: a) demonstrar o caráter unitário e dialético da guerra e da paz em torno da noção de política conforme Clausewitz; b) argumentar a ausência de uma continuidade e de uma descontinuidade absoluta no que tange à guerra e à paz no construto teórico do general prussiano; c) enunciar o nexo com a política e a paz a partir da noção da guerra. Há quatro etapas do texto. Primeiro, uma breve biografia do autor prussiano. Posteriormente, tratar-se-á de seus principais conceitos com vistas ao nexo orgânico e dialético entre guerra e paz. Um panorama geral da recepção mais ampla das ideias de Clausewitz, normalmente distorcida, será tratada posteriormente com vistas a mostrar como o distanciamento entre guerra e paz foi estabelecido pelas interpretações de Clausewitz. Por fim, mas não menos importante, uma discussão sobre aspectos dos séculos XX e XXI no tocante à dialética guerra e paz a partir da perspectiva clausewitziana, com algumas conclusões apontando o resumo dos argumentos e propostas para novas pesquisas e reflexões.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Rodrigo Duarte Fernandes dos Passos https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/53079 O VIÉS SOCIAL DA POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO LULA COMO FORMA DE INSERÇÃO INTERNACIONAL: 2022-04-17T16:01:13+00:00 Deborah Moraes Souza Lopes deborahmslopess@gmail.com <p>O presente trabalho visa analisar a maneira pela qual o governo de Lula (2003-2011) inseriu o Brasil no âmbito internacional por meio da agenda social do Partido dos Trabalhadores (PT). O foco da pesquisa é examinar o uso da assistência humanitária promovida pelo Brasil no contexto da América Latina como instrumento de inserção internacional, bem como de afirmação de uma postura de liderança regional. Para isso, o trabalho será dividido em três seções, as quais: a primeira busca mostrar a nova política externa do governo Lula e as ações sociais promovidas por ele, a segunda busca evidenciar a forma pela qual o ex-presidente exportou essa agenda social para o mundo e, por fim, exemplificar os casos em que a assistência foi utilizada. A metodologia usada foi da dedução com auxílio da revisão bibliográfica da temática, sítios oficiais do governo, assim como os discursos proferidos pelo ex-presidente acerca do tema.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Deborah Moraes Souza Lopes https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/53927 A EXPANSÃO DA ECONOMIA-MUNDO EUROPEIA SOB O PRISMA DO ALIMENTO: 2022-04-06T13:06:08+00:00 Gabriel Victor Silva Paes Gabrielpaes21@hotmail.com <p>A crise financeira de 2008, a pandemia da Covid-19 e a atual guerra na Ucrânia evidenciaram ainda mais a assimetria entre os membros do sistema interestatal moderno, sobretudo na temática da fome, face aos distúrbios provocados por tais calamidades em meio ao comércio internacional de alimentos e insumos agrícolas, marcado por latentes especializações produtivas e relações assimétricas de interdependência. Neste sentido, direcionamos uma investigação histórica à gênese deste sistema desigual de comércio, no que tange ao circuito de alimentos, a fim de compreendermos os mecanismos que pautam esta macroestrutura na longa duração. Nossa hipótese está centrada na compreensão de que as disputas entre as principais potências europeias, durante a fase de consolidação da economia-mundo capitalista, estavam atreladas a um contexto intercontinental no qual o alimento figurou como um dos elementos centrais em meio às posições de privilégio nesta estrutura. Ao longo da pesquisa, de caráter qualitativo-dedutiva, demonstramos que a disputa interestatal europeia engendrou uma economia-mundo, fortificada quando da cessação da Guerra dos Trinta Anos, na qual a fome e a bonança passaram a estar paulatinamente atreladas à dimensão político-social da relação entre humanidade e natureza, sob o prisma da inserção heterogênea na divisão do trabalho em escala global.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Gabriel Victor Silva Paes https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/54276 ANÁLISE COMPARATIVA DAS DEMOCRACIAS BRASILEIRA E VENEZUELANA 2022-06-26T13:21:37+00:00 Cláucia Piccoli Faganello claucia.f@gmail.com <p>A maior parte da América Latina, como resultado de um mundo dividido entre duas grandes potências, sofreu regimes ditatoriais. Com o fim da “Guerra Fria” e a necessidade de se adequar à ordem mundial do livre comércio e da hegemonia do capitalismo, esses países tiveram aberturas democráticas. O recorte desse trabalho é a comparação entre Brasil e Venezuela no tocante as suas redemocratizações e o modo como elas vêm se desenvolvendo. Para isso, este trabalho se propõe a realizar a análise das Constituições vigentes nesses países, comparando os referidos textos e as ações dos governos para transformar o previsto legalmente em práticas, principalmente no que se refere à participação popular. Para esse trabalho, a participação popular é vista como a forma de efetivar a democracia proposta. Como método de pesquisa este trabalho se ancora num estudo comparado, tendo como técnicas a pesquisa bibliográfica e documental. Como resultados, constata-se que os modelos de práticas adotados pelo Brasil e pela Venezuela diferem, se traduzindo em democracias com valores e práticas diferentes, podendo a Venezuela, no que se refere à participação popular, ter avançado na implementação de mecanismos quando comparada ao Brasil.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Cláucia Piccoli Faganello https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/54787 A DIMENSÃO CIBERNÉTICA DA GUERRA ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA EM 2022: 2022-07-01T00:04:33+00:00 Bernardo Wahl Gonçalves de Araújo Jorge bernardowahl@gmail.com <p>O presente artigo busca examinar com mais detalhes a dimensão cibernética dos primeiros cem dias da guerra entre a Rússia e a Ucrânia em 2022. Foram identificadas basicamente duas hipóteses sobre isso: a primeira aponta que a guerra cibernética não se desenvolveu como era esperado; a segunda indica que houve uma ampla campanha de guerra cibernética. A partir de ambas as hipóteses, pode-se chegar a uma terceira, de síntese: o que vem ocorrendo é uma forma de guerra cibernética mais “branda”, ou de baixa intensidade. Para auxiliar na compreensão do objeto estudado, esta análise também contará com uma seção dedicada ao entendimento dos significados de guerra cibernética.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Bernardo Wahl Gonçalves de Araújo Jorge https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/54495 EDUCAÇÃO CORPORATIVA MILITAR: 2022-05-15T22:00:23+00:00 Otoniel Fontana Silva otoniel.fontana@gmail.com Ricardo Willy Rieth ricardo.rieth@gmail.com <p>O artigo aborda um tema de grande relevância para a Segurança e Defesa Nacional na atualidade. Observa-se que foi acrescentado às quatro dimensões de batalha convencionais da guerra (terrestre, naval, aérea e espacial) o espaço cibernético. Por este motivo, o objetivo é analisar a Educação Corporativa Militar, desenvolvida pela Força Aérea Brasileira (FAB), voltada para a segurança e defesa cibernética. Para tanto, questiona-se de que forma este processo de capacitação pode contribuir estrategicamente no campo da cibernética. No primeiro tópico, serão apresentados embasamentos teóricos e conceitos relacionados ao tema, tendo em vista a ampliação dos recursos tecnológicos e as mudanças recentes nas estruturas de segurança e defesa. Já no segundo tópico, será analisado como a Educação Corporativa Militar contribui com a segurança e defesa cibernética, buscando também compreender seu alinhamento com o Livro Branco de Defesa Nacional. A metodologia empregada é de cunho qualitativo, por meio de pesquisa bibliográfica e documental. O estudo possibilitou compreender como as Forças Armadas estão atuando frente aos desafios no âmbito da cibernética, principalmente na profissionalização e na formação continuada de seus recursos humanos no território nacional brasileiro. Em consequência, observou-se a relevância da Educação Corporativa Militar na Força Aérea Brasileira (FAB) como uma estratégia para a segurança e defesa cibernética.</p> 2022-07-31T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Prof. Me., Prof. Dr.