https://periodicos.uff.br/hoplos/issue/feed Revista Hoplos 2023-12-28T19:19:21+00:00 Equipe Editorial revistahoplos@gmail.com Open Journal Systems <p><em>Hoplos</em> é a revista discente do Programa de Pós-Graduação em Estudos Estratégicos da Defesa e Segurança (PPGEST) vinculada ao Instituto de Estudos Estratégicos (INEST) da Universidade Federal Fluminense (UFF). Tem periodicidade semestral e se constitui em um espaço plural de análise e discussão sobre temas que permeiam os Estudos Estratégicos, as Relações Internacionais e a Ciência Política. O períodico alcançou nota B3 na última avaliação preliminar da Capes para o período entre 2017-2020.<br /><strong>ISSN</strong>: 2595-699x</p> https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/61272 Editorial 2023-12-28T19:14:59+00:00 Equipe Editorial da Hoplos revistahoplos@gmail.com <p>É com imensa alegria que a Equipe da Hoplos, Revista de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais, publica a sua décima terceira edição, referente aos meses de julho até dezembro de 2023. Fruto da reconhecida vocação científica, deste periódico, para a análise das variadas questões mundiais, no cenário europeu, convém destacar que pouco progrediu uma possível solução para o conflito entre os russos e os ucranianos.<br>No Oriente Médio, em outubro, a disputa entre os palestinos e os israelenses ganhou um novo e surpreendente capítulo, com a invasão de Israel pelo grupo Hamas, potencializando um ambiente de guerra gerado a partir de um dos piores atentados terroristas, desde o 11 de setembro de 2001.<br>Na América do Sul, a disputa presidencial argentina repercutiu sobre a política externa brasileira, tendo em vista que ocorreu a eleição de um candidato não alinhado com a liderança regional do presidente Lula. Complementarmente às divergências ideológicas e aos problemas econômicos argentinos, certamente a manutenção de relações amistosas entre ambos os países desafiarão futuras ações comerciais bilaterais.<br>Ainda, no entorno estratégico nacional, um conflito fronteiriço entre a Venezuela e a Guiana, com a reivindicação de expressiva porção territorial na região de Essequibo, exige a atenção do Itamaraty e do Ministério da Defesa do Brasil, em razão do acesso terrestre venezuelano para a supracitada área de litígio envolver parte do território brasileiro.<br>Outrossim, no decorrer do segundo semestre, o Brasil buscou reafirmar a sua condição de relevante ator do sistema internacional. Para isso, além das efetivas ações diplomáticas do Ministério das Relações Exteriores, como na eleição do país para o sexto mandato no colegiado do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o presidente Lula esteve presente em reuniões, encontros e visitas que alçaram o Brasil, novamente, ao seu merecido destaque global.<br>Como exemplos, o presidente brasileiro fez discursos e pronunciamentos oficiais em atividades da Assembleia Geral da ONU, do MERCOSUL, da União Europeia, da COP28 e, ainda, nas Cúpulas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, do BRICS, da Amazônia, do G20, do G77 + China e das Vozes do Sul Global.<br>Ademais, nesta edição o leitor poderá acessar cinco trabalhos bastante interessantes e pertinentes à proposta geral da Revista Hoplos. São três artigos, de Matheus Pessoa, Marina Moreno de Farias<br>e Isabela Colombini Soares, além de duas resenhas, cujos autores são Felipe Augusto Heiermann e Sergio Schargel.<br>No artigo "O Projeto Manhattan sob a perspectiva do ciclo de vida de projetos", Pessoa analisa o Projeto Manhattan, no contexto da Segunda Guerra Mundial, e o advento do desenvolvimento da bomba atômica. Em "O e-renminbi e os impactos da moeda digital chinesa para o sistema monetário-financeiro internacional", Farias discute a crescente importância chinesa para a economia mundial e o papel da sua moeda digital no sistema financeiro internacional.<br>Sequencialmente, no artigo "Debates e tensões sobre a permanência da dissuasão nuclear e o futuro do regime de não proliferação", Soares revela desafios atuais da não proliferação nuclear. Encerrando esta edição, nas resenhas de Heiermann, “The future is Asia: commerce, conflict, and culture in the 21st century”, e de Schargel, “Fascismo: um alerta”, respectivamente, estarão disponíveis trabalhos sobre a necessidade da maior atenção mundial aos múltiplos potenciais asiáticos, bem como a compreensão do conceito de fascismo a partir da sua aplicação contemporânea.<br>Finalmente, agradecemos pelo comprometimento dos discentes que contribuíram para as etapas de planejamento, execução e preparação final desta edição. Igualmente, registramos o nosso muito obrigado às pesquisadoras e aos pesquisadores que manifestaram interesse e confiaram os seus conteúdos para publicação neste periódico, o que enriquece sobremaneira o campo das investigações acadêmicas das RI e dos Estudos Estratégicos no PPGEST.<br>Assim, a Revista Hoplos deseja ao seu público uma ótima leitura e que 2024 seja repleto de conquistas, com plena saúde e muitas felicidades!<br>O Comitê Editorial.</p> 2023-12-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Equipe Editorial da Hoplos https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/58054 THE FUTURE IS ASIA: 2023-08-14T11:32:57+00:00 Felipe Augusto Heiermann felipeahrs@gmail.com <p>The Future is Asian, de Parag Khanna, publicado em 2019, faz uma análise acerca da influência global da Ásia na política internacional. A tese principal do livro gira em torno da multipolaridade do crescimento econômico mundial e a influência da Ásia no mundo contemporâneo em diversos setores como a política, a infraestrutura, a ciência, tecnologia e inovação, dentre outros.</p> 2023-12-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Felipe Augusto Heiermann https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/59315 FASCISMO: 2023-08-30T12:53:05+00:00 Sergio Schargel sergioschargel@gmail.com <p><em>Fascismo: um alerta</em>, de Madeleine Albright, explora o ressurgimento de movimentos antidemocráticos no contemporâneo. A obra não se destaca como uma análise teórica profunda do fascismo, mas sim como uma fusão de experiências pessoais da autora. Entretanto, isso não a impede de trazer alguns elementos conceituais interessantes, como sua proposta de interpretar o fascismo como um método de poder.</p> 2023-12-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Sergio Schargel https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/57056 O PROJETO MANHATTAN SOB A PERSPECTIVA DO CICLO DE VIDA DE PROJETOS 2023-08-08T14:59:13+00:00 Matheus Pessoa advmatheuspessoa@gmail.com <p>O presente trabalho de pesquisa possui como objetivo realizar uma análise sistemática de literatura sobre o Projeto Manhattan dos Estados Unidos da América na 2ª Guerra Mundial e da análise de projetos a partir do seu ciclo de vida, de maneira a identificar correlações que permitam analisar o desenvolvimento da bomba atômica a partir das etapas de seu ciclo de vida. Deste modo, a pesquisa prestou-se a analisar o desenvolvimento do Projeto Manhattan no contexto da Segunda Guerra Mundial de maneira a subdividi-lo a partir das etapas conceituais de planejamento, de execução e, por fim, da etapa de conclusão. Verificou-se quanto a possibilidade de realizar tal divisão, de modo que a o ciclo de vida do projeto Manhattan inicia-se com a constatação de que as forças do eixo estavam desenvolvendo armamento atômico e que este já se encontrava em estágio avançado, desenvolve-se com a construção da bomba e a realização de seus testes, e encerra-se com o desligamento do <em>Manhattan Engineer District</em> em 1947.</p> 2023-12-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Matheus Pessoa https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/59407 O E-RENMINBI E OS IMPACTOS DA MOEDA DIGITAL CHINESA PARA O SISTEMA MONETÁRIO-FINANCEIRO INTERNACIONAL 2023-08-23T06:50:07+00:00 Marina Moreno de Farias marinamorenodefarias@gmail.com <p>Esse artigo trata do “<em>e-Renminbi</em>” (moeda digital chinesa), sua unidade de conta (yuan) e as discussões acerca do papel da moeda digital no Sistema Monetário-Financeiro Internacional. O debate atual sobre as moedas digitais foca nas moedas privadas - como o Bitcoin - em uma tentativa de desacoplar o Estado e a autoridade de emissão da moeda. A partir de uma perspectiva Cartalista, Keynesiana e Minskyana, enxergamos a moeda como uma criatura do Estado que depende da aceitação jurídica acerca da unidade de conta em que as dívidas são geradas, administradas e liquidadas. Nesse sentido, o e-Renminbi, sendo uma Central Bank Digital Currency (CBDC), se caracteriza apenas como um outro formato da moeda chinesa formal (RMB), e que, portanto, depende do poder do país emissor (autoridade central) e que não transforma o conteúdo da moeda já existente. No entanto, como <em>token</em> digital, a emissão da moeda digital chinesa, como meio de pagamento, é absolutamente inovadora no que tange o processo de compensação das transações, o que reflete a crescente importância da China na economia global.</p> 2023-12-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Marina Moreno de Farias https://periodicos.uff.br/hoplos/article/view/60105 DEBATES E TENSÕES SOBRE A PERMANÊNCIA DA DISSUASÃO NUCLEAR E O FUTURO DO REGIME DE NÃO PROLIFERAÇÃO 2023-11-30T23:15:09+00:00 Isabela Colombini Soares isa.colombini02@gmail.com <p>Um dos temas mais discutidos nas Relações Internacionais é a segurança. O marco da mudança na temática foi em 1945, com o surgimento das armas nucleares e o início da Guerra Fria. Com a presença de armamentos – que poderiam acabar com o mundo –, a comunidade internacional se organizou para estabelecer parâmetros globais por meio de acordos e convenções. Tendo em vista tal cenário, este artigo apresenta o estado da arte do regime de não proliferação. Tem-se como questionamento se a dinâmica atual fortalece o regime de não proliferação nuclear, e se, em face dos desafios atuais, o regime consegue se manter ou se existem indicativos de abandono. Dessa maneira, foram utilizados, principalmente, livros e teses do marco neorrealista da Teoria das Relações Internacionais, a fim de responder a indagação. A estrutura deste artigo é dividia em seções: as novas guerras, dissuasão nuclear e práticas contraditórias, militarização dos países e o futuro do regime. Conclui-se que o regime de não proliferação nuclear precisa ser reestruturado, a fim de ser condizente com a dinâmica global atual. O maior desafio encontrado é o temor de que esse regime se concentre apenas nas potências ocidentais e não seja capaz de englobar a todos.</p> 2023-12-28T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2023 Isabela Colombini Soares