QUIMIOTERAPIA E MUCOSITE ORAL: AVALIAÇÃO DOS ESQUEMAS E CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES
DOI:
https://doi.org/10.22409/q69t7x08Resumo
A quimioterapia é amplamente utilizada no tratamento de neoplasias malignas, porém está associada a efeitos adversos significativos, como a mucosite oral (MO), que compromete a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo desta revisão é analisar os principais esquemas quimioterápicos relacionados à ocorrência da mucosite oral (MO), assim como, os principais agentes envolvidos no desenvolvimento das lesões. Trata-se de uma revisão integrativa realizada entre março e maio de 2025, sendo realizadas as buscas nas bases de dados: PubMed, SciELO e LILACS. Foram selecionados nove estudos clínicos que analisaram diferentes esquemas quimioterápicos e classificações de MO, de acordo com as escalas da OMS, NCI-CTCAE e JCOG. A maior incidência de MO foi notada nos protocolos com agentes antimetabólitos (como 5-FU e metotrexato), alquilantes (como melfalano) e anticorpos monoclonais (como panitumumabe e cetuximabe). A severidade das lesões variou de acordo com o protocolo, dosagem, número de ciclos e estado clínico do paciente. Logo, torna-se essencial na prevenção e manejo eficaz da MO durante a quimioterapia, a atuação do cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar de cuidados oncológicos.
Palavras-chave: Mucosite oral, Protocolos Quimioterápicos, Anticorpo Monoclonal.