ALTERAÇÕES DO SEIO MAXILAR PÓS CIRURGIA ORTOGNÁTICA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.22409/vks4cd11Resumo
O presente estudo teve como objetivo avaliar os efeitos da osteotomia Le Fort I, um procedimento comum na cirurgia ortognática, sobre o volume do seio maxilar. A metodologia empregada foi uma revisão sistemática, seguindo as diretrizes PRISMA 2020, que incluiu sete estudos publicados entre 2013 e 2024. Os estudos analisados avaliaram pacientes submetidos à osteotomia Le Fort I, isolada ou em cirurgia bimaxilar, utilizando tomografia computadorizada (TC ou TCFC) para a mensuração do volume sinusal. Os resultados demonstraram uma redução volumétrica consistente e significativa do seio maxilar em todos os sete estudos após a cirurgia, com a magnitude da redução sendo mais acentuada em casos de movimentações maxilares complexas, como impactação e rotação, podendo chegar a 22,6%. Além da redução de volume, foram observadas alterações morfológicas secundárias, como o aumento da espessura da mucosa sinusal e modificações no óstio maxilar, incluindo deslocamento e estreitamento. Devido à alta heterogeneidade clínica e metodológica dos estudos, não foi possível realizar uma meta-análise estatística, e o risco de viés geral foi classificado como moderado na maioria dos casos. Conclui-se que a osteotomia Le Fort I está consistentemente associada à redução significativa do volume do seio maxilar e a alterações morfológicas que podem ter implicações clínicas para a função sinusal, como drenagem e ventilação. Os achados sugerem a necessidade de cautela no planejamento cirúrgico e monitoramento pós-operatório em pacientes de risco, e indicam que pesquisas futuras devem focar em estudos prospectivos e padronizados para correlacionar as alterações volumétricas com desfechos clínicos.
Palavras-chave: Cirurgia Ortognática; Seio Maxilar; Osteotomia Le Fort; Volume; Revisão Sistemática; Tomografia Computadorizada.