A EVIDÊNCIA DO RACISMO ESTRUTURAL NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO DE ODONTOLOGIA

Autores

  • Fabio Kaian Silva Costa Uninassau - Mossoró

DOI:

https://doi.org/10.22409/pkpxxv12

Resumo

A desigualdade racial no Brasil permanece evidente no ensino superior; mesmo com maior acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade, as instituições de Odontologia continuam pouco representativas da população preta e reproduzem privilégios que mantêm a predominância branca em espaços de destaque. Trabalho descritivo e exploratório, baseado em revisão bibliográfica narrativa; foram consultadas obras clássicas e contemporâneas sobre racismo estrutural e educação (ALMEIDA; FERNANDES) e buscas em bases como SciELO e PubMed com os descritores “racismo estrutural”, “odontologia” e “ensino superior”. A revisão mostrou baixa representatividade de estudantes negros (ex.: 2,56% em estudo citado), elitização do curso por custos de mensalidade e materiais, limitação do PROUNI em regiões menores e transferência de vieses raciais para a prática clínica — com justificativas de negligência ou falta de higiene atribuídas ao paciente negro — evidenciando que o racismo institucional afeta acesso, permanência, formação e qualidade do atendimento; a literatura aponta ainda a necessidade de capacitação e políticas afirmativas. O racismo estrutural está presente nas IES de Odontologia, comprometendo a equidade e o protagonismo da população preta; recomenda-se aprofundamento por meio de pesquisas nacionais com questionários a estudantes e implementação de ações afirmativas e medidas institucionais para promover representatividade e permanência. 

Palavras-chave: Racismo; Odontologia; Estudantes de Odontologia.

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Publicado

2026-10-22

Edição

Seção

Artigos