https://periodicos.uff.br/ijosd/issue/feedRevista Fluminense de Odontologia2025-04-03T12:03:51+00:00Marcos da Veiga Kalilodontok@gmail.comOpen Journal Systems<p>O periódico " Revista Fluminense de Odontologia - International Journal Of Science Dentistry" é um periódico científico dos mais tradicionais em odontologia e divulga trabalhos na língua portuguesa, inglesa e espanhol e de conteúdo aberto. A sua publicação e circulação foi iniciada em 1994 é um veículo de informação científica ininterrupta na área de odontologia, com contribuição de diversos campos afins. Sua periodicidade é quadrimestral, podendo editar números suplementares e/ou especiais. Destina-se à divulgação de conhecimento específico no campo da odontologia e também áreas afins.</p> <p><strong>ISSN:</strong> 1413-2966 / <strong>ISSN-D:</strong> 2316-1256</p>https://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63133PROTOCOLO PRÉ-OPERATÓRIO PARA PACIENTES SOB USO DE MEDICAÇÕES ANTIRREABSORTIVAS DA FO-UFF2024-11-13T14:11:55+00:00Maria Luisa Thomaz Garciam.aluthomaz@hotmail.comGuilherme Fernandes de Oliveiraguilhermefo@id.uff.brEugênio Braz Rodriguesebrarantes@gmail.comSuelen Cristina Sartorettosusartoretto@hotmail.com Stephano Silva BarretoStephano.tecone@gmail.comRafael Seabra Lourodr.rafaelseabra@gmail.com<p>A Osteonecrose dos maxilares relacionada ao uso de medicamentos (ONM) é considerada uma complicação grave e de grande impacto na prática odontológica. Dentre as medicações antirreabsortivas pode-se citar o grupo dos Bifosfonatos (BFs), o Anti-receptor ativador do ligante NF-kappa B (Denosumab) e certos grupos inibidores angiogênicos. Tais medicamentos possuem uma importante função no tratamento de diversas desordens que afetam o tecido ósseo, dentre elas: Osteoporose, osteopenia, prevenção de metástases ósseas das neoplasias malignas, além de terapias oncológicas. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi desenvolver um protocolo terapêutico pré-operatório para os pacientes sob uso de medicações antirreabsotivas que são atendidos na FO-UFF. Como resultado, foi criado um protocolo a partir de um amplo estudo de revisões literárias atualizadas, que incluem abordagens que devem ser preconizadas desde a primeira consulta, para um atendimento eficaz e seguro, até o momento pré e pós cirúrgicos, com recomendações como adequação do meio bucal, bochechos com Clorexidina 0,12% e profilaxia antibiótica. Por fim, resultou-se em uma melhora significativa da assistência aos pacientes submetidos à procedimentos cirúrgicos orais, além de uma melhor comunicação entre docentes e discentes.</p> <p style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-chave</strong>: Osteonecrose, bifosfonatos, Denosumabe, antirreabsortivos e antiangiogênicos.</p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63243AVALIAÇÃO DA SENSIBILIDADE DENTAL E DA DIETA NO CLAREAMENTO DENTAL SUPERVISIONADO 2024-11-04T16:12:38+00:00Tuelita Marques Galdinotuelitamarques.galdino@ufjf.brCarla de Souza Oliveiraemail@gmail.comAna Caroline Pereira Ferreiraemail@gmail.comRafael Almeida Rochaemail@gmail.com<p>A procura por tratamentos estéticos, a busca por dentes claros tem sido constante, por isso, os tratamentos clareadores são amplamente utilizados. O objetivo deste trabalho foi avaliar o grau de sensibilidade dental, a eficácia de mudança de cor e a influência dos hábitos alimentares após o clareamento supervisionado. Para isso, desenvolveu-se um estudo com 23 indivíduos divididos em 03 grupos com diferentes concentrações do gel peróxido de carbamida: G10 - concentração 10%; G16 - 16%; G22 - 22%. O tratamento durou 04 semanas, com retorno dos pacientes a cada 07 dias. A avaliação da sensibilidade foi através da escala visual analógica (EVA), a análise da coloração dental feita pela escala Vitapan Classical A1-D4<sup>®</sup> (Vita Zahnfabrik Alemanha), e a avaliação dos hábitos alimentares foi através de um questionário elaborado para esta pesquisa. Os resultados mostraram que os pacientes apresentaram sensibilidade leve durante o tratamento e que a intensidade da sensibilidade após a primeira (p=0,172), segunda (p=0,751) e terceira (p=0,386) semana de uso dos géis não apresentou relação com a concentração. A comparação do número de tons clareados não apresentou diferença estatisticamente significativa (p>0,05). Com relação a dieta, observou-se que os alimentos estudados não exerceram influência na mudança de cor dos dentes durante o clareamento dental, exceto com relação ao açaí, que apresentou uma pequena diferença na comparação entre o número de tons clareados no incisivo central. Conclui-se que o nível de sensibilidade apresentado foi leve, e quanto na dieta somente o consumo de açaí apresentou influência na alteração de cor dental.</p> <div><strong>Palavras-chave: </strong>Clareamento dental. Sensibilidade da dentina. Peróxido de carbamida. Comportamento alimentar.</div>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63422IMPLANTODONTIA NA REABILITAÇÃO ORAL DE AGENESIAS DENTÁRIAS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS: VIABILIDADES E POSSIBILIDADES 2024-06-27T15:35:06+00:00Danilo Pereira Ferreiradanilovalois17@gmail.comClaudio Vanucci Silva de Freitasclaudio.freitas@undb.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">Compreende-se como agenesia dental a ausência de dentes, esta condição apresenta um grande problema quando o assunto é reabilitação protética, principalmente em pacientes pediátricos. A implantodontia surge como uma alternativa de tratamento, todavia com limites de trabalho pré estabelecidos. O principal objetivo desta pesquisa é investigar as possibilidades, eficiência e viabilidade de implantes dentários em pacientes pediátricos com agenesia dental. Buscou-se artigos científicos indexados nas seguintes bases de dados: </span><em><span style="font-weight: 400;">google scholar</span></em><span style="font-weight: 400;">, </span><em><span style="font-weight: 400;">PubMed</span></em><span style="font-weight: 400;">, Biblioteca Virtual em Saúde (VTS) e Scielo com lapso temporal de 2013 a 2024. Foram utilizados para esta busca os seguintes descritores: agenesia dental; implantodontia ; reabilitação oral; pediatria. Os critérios de inclusão desta pesquisa foram artigos em inglês e português, sendo selecionados 19 trabalhos. Os principais critérios de exclusão foram artigos com mais de 11 anos de publicação. O planejamento clínico e cirúrgico é crucial para o sucesso da reabilitação na implantodontia, principalmente quando o assunto é implantodontia e odontopediatria, assim, não tendo um consenso definitivo de seu sucesso. Independentemente da abordagem escolhida, é essencial que o profissional leve em consideração a saúde do paciente, a condição que o afeta, o desejo do paciente, realize e estude cuidadosamente cada exame. Essa abordagem personalizada é fundamental para garantir o melhor resultado e a segurança do paciente.</span></p> <p style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-chave</strong>: Agenesia Dental; Odontopediatria ; Implantes Dentários; Reabilitação.</p> <p style="font-weight: 400;"> </p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63526LETRAMENTO EM SAÚDE BUCAL E CONHECIMENTO SOBRE MANIFESTAÇÕES BUCAIS: ESTUDO COM PAIS DE CRIANÇAS COM CÂNCER2024-08-19T18:05:17+00:00Constanza Marínconstanzamarin4@gmail.comAna Luiza Lima Torquatoanalu.torquato@hotmail.comMichelle Sousamsousa025@gmail.comPamela Arins Varelapamelaarvarella@gmail.comCarlota Luisa da Costa Souzacarlotalcsouza@gmail.comElisabete Rabaldo Bottanerabaldo@gmail.com<p>Objetivo: Analisar a relação entre o nível de Letramento em Saúde Bucal e o conhecimento sobre alterações de saúde bucal decorrentes do tratamento quimioterápico. Metodologia: Estudo do tipo exploratório. A população-alvo constou de pais de crianças em tratamento oncológico e internadas no Hospital Infantil de Joinvill (SC). A amostragem foi obtida por conveniência. Os dados foram coletados através da aplicação de um questionário estruturado em três partes. Resultados: O grupo foi constituído por 63 pais e apresentou as seguintes características: maioria do sexo feminino e mãe da criança; idade média de 36,8 anos; maioria com nível médio de escolaridade e com renda salarial de até três salários-mínimos. A maioria se classificou no nível mais alto de Letramento, de acordo com o instrumento Rapid Estimate of Adult Literacy in Dentistry to Brazilian (REALDB-30). A maioria afirmou ter recebido informações sobre temas de saúde bucal. Os melhores níveis das variáveis escolaridade, renda, além de faixa etária mais jovem, se encontram, em maior frequência, no melhor índice do REALDB-30. A frequência de acertos no domínio cognitivo foi de 88,1%. A maior frequência de acertos foi encontrada entre os participantes com melhor índice de Letramento em Saúde Bucal. Conclusão: O grupo participante do estudo apresenta satisfatório nível de Letramento em Saúde Bucal e alto nível de acertos nas questões sobre a temática quimioterapia e saúde bucal.</p> <p><strong>Palavras-chave</strong>: Educação em Saúde Bucal; Letramento em Saúde; Criança Hospitalizada; Oncologia.</p> <p> </p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63571ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS PARA O BRUXISMO EM PACIENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO (TEA): UMA REVISÃO DE LITERATURA 2024-08-19T18:06:12+00:00Rebeca Lima Barretolimabarretorebeca@gmail.comThaina Soares Carvalho thainasoarescarvalho@gmail.comRodrigo Figueiredo de Brito Resenderresende@id.uff.brMarcelo Ventura de Andrademarcelodmva@gmail.com<p>O bruxismo é o hábito oral mais prevalente em crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA), seu manejo é multifatorial, devendo ser através de abordagem multidisciplinar, objetivando controlar tensões musculares, físicas e psicológicas. As alternativas terapêuticas para o bruxismo aplicáveis para esta população são mais restritas a depender do grau de comprometimento do processamento sensorial de cada paciente. O objetivo desse trabalho é realizar uma revisão da literatura quanto as opções terapêuticas para o bruxismo em pacientes com TEA. Para isso, foi realizada uma busca bibliográfica nas bases de dados eletrônicas Pubmed, Google Schoolar e Lilacs com os descritores "autistic disorder ", “autism spectrum disorder”, "bruxism therapy” e a partir disso foram selecionados 6 artigos para integrar essa revisão de literatura. Destes, havia estudos sobre aplicação de toxina botulínica, sinalização física e vocal e reabilitação oral para o manejo de pacientes com TEA. A literatura acerca das técnicas terapêuticas para o bruxismo em pacientes com TEA é escassa e defasada, contrastando com a quantidade e variedade de estudos sobre o manejo do bruxismo em pacientes típicos. Conclui-se que, são necessários mais estudos para avaliar novos tratamentos, sua eficácia e possíveis efeitos adversos e das técnicas já relatadas na literatura, o manejo do bruxismo com a sinalização verbal e física demonstrou ser eficaz na redução e severidade do bruxismo nas situações em que ele é aplicado. E também, estudos investigando a possibilidade de realização destas sinalizações durante todo o dia e sendo realizado pelos responsáveis após capacitação.</p> <p style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-chave:</strong> Transtorno do espectro do autismo, Bruxismo/ Terapia*</p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63593USO DA TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA PARA A AVALIAÇÃO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR NAS CIRURGIAS DE TERCEIROS MOLARES: REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA2024-08-19T18:07:04+00:00Ana Maria de Lima Santosanalima2806@gmail.comMarlon Taveira Amorim de SouzaMarlontaveiraamorim@gmail.comJulianna de Freitas Ferreirajuliannafreitas6@gmail.comMichele Rosas Couto Costachele.rosas@outlook.comCarlos Eduardo dos Santos Cunhacarlos.kadurpm232@gmail.comHenrique Guedes da Motta Rizzohgmrizzo@gmail.com<p>Um dos procedimentos mais comuns no dia a dia clínico do Cirurgião-Dentista (CD) é o de exodontia de terceiros molares inferiores. Dentre os exames de imagem que o CD pode lançar mão para melhor analisar o caso temos a Radiografia Panorâmica (RP) e a Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico (TCFC), no entanto o uso da TCFC deverá levar em conta tanto aspectos clínicos quanto do próprio paciente. Discorrer sobre as indicações da TCFC e RP para exodontia de terceiros molares inferiores. Para coleta dos artigos foi realizado o cruzamento dos operadores boleanos “AND” e “OR” junto aos descritores e termos livres Decs/Mesh nos idiomas português e inglês, sendo eles: “Tomografia Computadorizada” ou “<em>Computed Tomography</em>”, “Nervo Alveolar Inferior” ou “<em>Inferior Alveolar Nerve</em>”, “Terceiro molar” ou “<em>Thir Molar</em>”, “Radiografia Panorâmica” ou “<em>Panoramic-X-Ray</em>”. Tanto a RP quanto a TCFC apresentam suas especificidades, as duas surgiram em contextos históricos distintos, no entanto ambas apresentam resultados de imagem importantes para o correto diagnóstico e planejamento cirúrgico. A RP e TC se apresentam como dois exames de imagens extremamente importantes para o planejamento de exodontias de terceiros molares em íntimo contato com o nervo alveolar inferior. Cabe ao CD analisar até que ponto essa dose de radiação é relevante, o respaldo legal que uma técnica poderá trazer em detrimento de outra.</p> <p style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-chave: </strong>Exodontia, Radiografia Panorâmica, Tomografia Computadorizada de Feixe cônico (TCFC).</p> <p style="font-weight: 400;"> </p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63645CANAL MANDIBULAR BÍFIDO EM PROCEDIMENTOS CIRÚRGICOS: O QUE O CIRURGIÃO-DENTISTA PRECISA ESTAR ATENTO?2024-09-24T18:16:43+00:00Maria Madalena Rodrigues de Souzadrmadalenasouza@gmail.comCarlos Eduardo dos Santos Cunhacarlos.kadurpm232@gmail.comMichele Rosas Couto Costachele.rosas@outlook.comJuliana Borges de Lima Dantasjulianadantas.pos@bahiana.edu.brDaniel Adrian Silva Souzadanieladrian.doc@gmail.comJúlia dos Santos Vianna Néridra.julianeri@gmail.com<p>O Canal Mandibular (CM) normalmente apresenta-se único no interior da mandíbula, com início pelo forame mandibular, até o forame mentual, transmitindo veia, artéria e o nervo alveolar inferior (NAI). Embora tenha se apresentado em uma única formação, variações podem ser identificadas. Nesse sentido, umas das alterações que são encontradas e importantes para o Cirurgião-Dentista (CD) é o Canal Mandibular Bífido (CMB) é formado pela junção dos três nervos dentais inferiores no momento do desenvolvimento embrionário, gerando um único nervo. Este trabalho teve como objetivo revisar na literatura científica a incidência do CMB em implicações cirúrgicas, assim como as possíveis consequências e sequelas associadas a cirurgia. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, de caráter qualitativo e descritivo, baseada na busca de artigos publicados nas bases de dados <em>PubMed</em>, SciELO, LILACS, e na literatura cinzenta <em>Google Scholar</em>, no período de março a maio de 2023. Após os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 28 artigos para compor este trabalho. O CM pode ser classificado de acordo com a sua relação com os elementos dentários vizinhos. Qualquer dano a esta estrutura nobre pode resultar em alterações na sensibilidade como parestesia ou hipoestesia e/ou complicações hemorrágicas. As variações anatômicas do CM podem ser observadas através de várias modalidades de exame de imagem, como a radiografia panorâmica, tomografia computadorizara feixe em leque (TCFB) e tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC). O conhecimento da anatomia e variações do CM são essenciais para o sucesso nos procedimentos odontológicos, evitando assim, complicações pós-cirúrgicas e anestésicas.</p> <p><strong>Palavras chaves</strong>: Canal mandibular bífido, Exodontia, Variação anatômica.</p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63329O O IMPACTO DO TRATAMENTO ORTODÔNTICO NA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA2024-08-19T17:21:37+00:00Vanessa de Couto Nascimentovanessacouto3009@gmail.comMariana Martins e Martinsmartinsmariana@id.uff.brCláudia Trindade Mattosclaudiamattos@id.uff.brBeatriz de Souza Vilellabeatrizvilella@id.uff.brOswaldo de Vasconcellos Vilellaovilella@id.uff.br<p>A fissura labiopalatina (FLP) está associada a fatores genéticos e ambientais, sendo uma das anomalias de face mais comuns. A percepção do indivíduo sobre o resultado do tratamento ortodôntico pode ser medida através de questionários. Essa avaliação, durante e após o tratamento ortodôntico, é primordial para determinar se a reabilitação foi bem-sucedida. As FLPs, por afetarem a face e, muitas vezes, a fala, causam alterações funcionais e físicas que provocam implicações psicológicas e sociais, impactando diretamente a qualidade de vida relacionada à saúde oral (QVRSO). A aceitação social e a relação interpessoal são pontos fortes na determinação da QVRSO e na autoestima desses pacientes. É importante avaliar a QVRSO desses pacientes, em especial a mudança que ocorre em consequência do tratamento ortodôntico a que estão sendo submetidos. De acordo com os resultados dos trabalhos realizados, é possível concluir que a QVRSO é menor nos pacientes com fissura e não é influenciada pelo sexo ou pela idade. A QVRSO dos pacientes com fissura não sofre mudanças significativas ao longo do tempo de tratamento ortodôntico convencional. Quando o tratamento envolveu o protocolo BAMP (do inglês bone-anchorage maxillary protraction), observou-se que 75% dos pacientes tiveram impacto positivo com relação à QVRSO, após 18 meses de terapia. Indivíduos com fissura labiopalatina unilateral têm a QVRSO mais afetada negativamente do que indivíduos com fissura labial. Não existe diferença significativa na QVRSO de indivíduos acometidos pela fissura labiopalatina uni ou bilateral.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> fissura labial, fissura palatina, qualidade de vida, ortodontia, procedimentos de ancoragem ortodôntica.</p> <p> </p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologiahttps://periodicos.uff.br/ijosd/article/view/63723ABORDAGEM DO CIRURGIÃO-DENTISTA DIANTE DO DIAGNÓSTICO DE ABUSO SEXUAL INFANTIL: REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA2024-07-17T16:02:14+00:00 Victória Maria de Carvalho Sousaviccarvalho.odonto@gmail.comMichele Rosas Couto Costachele.rosas@outlook.comFelipe Mendes Barrosfelipe.mb@outlook.com.brMilena Rosas Couto Costamilenacouto011@gmail.comCarlos Eduardo dos Santos Cunhacarlos.kadurpm232@gmail.comMeily de Mello Sousameily.sousa2@gmail.com<p>O Abuso Sexual Infantil (ASI) é um dos maiores problemas de saúde pública global, no Brasil houve 66.123 denúncias somente no ano de 2019. O ASI pode apresentar como consequência sinais orofaciais. Portanto, o objetivo deste estudo é destacar o importante papel dos Cirurgiões-Dentistas no diagnóstico e denúncia de suspeitas de ASI, conforme exigido por lei. As evidências de abuso físico e sexual frequentemente se manifestam na região orofacial, tornando os Cirurgiões-Dentistas os primeiros a notar esses sinais preocupantes. O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, através da busca de artigos científicos nas bases de dados: SciELO, BVS, <em>PubMed</em> e <em>Google Scholar</em>. A estratégia de busca incorporou palavras-chave em inglês e português, incluindo “abuso sexual na infância”, “abuso sexual infantil”, “odontologia”, “<em>sexual abuse</em>”, “<em>sexual abuse in childhood</em>” e “<em>dentistry</em>”, articuladas por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”. Os estudos apontam que, as lesões mais comuns em casos de abuso físico incluem lacerações em tecidos moles, avulsão de dentes, hematomas e queimaduras por cigarro. Além disso, manifestações orais do abuso sexual podem incluir infecções como gonorréia, sífilis, condiloma acuminado, herpes tipo I e II, bem como lesões hemorrágicas secundárias. Em resumo, o diagnóstico de abuso sexual infantil na região orofacial, embora desafiadora, enfatiza o papel decisivo dos Cirurgiões-Dentistas como peças-chave na proteção e encaminhamento adequado de crianças vítimas de abuso sexual infantil.</p> <p style="font-weight: 400;"><strong>Palavras-Chave</strong>: Abuso sexual na infância, Abuso sexual infantil, Odontologia.</p>2025-04-03T00:00:00+00:00Copyright (c) 2025 Revista Fluminense de Odontologia