Mundo Livre: Revista Multidisciplinar https://periodicos.uff.br/mundolivre <p>Criada em 2015, a Revista Mundo Livre é uma publicação multidisciplinar do Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional (ESR) da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos dos Goytacazes. Em seu processo editorial, privilegia trabalhos inéditos e originais desenvolvidos por estudantes de graduação e de pós-graduação, professores e profissionais vinculados às áreas das ciências humanas, ciências sociais e ciências sociais aplicadas com ênfase nas áreas de Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Geografia, História, Planejamento Urbano e Regional, Psicologia e Serviço Social. O periódico recebe trabalhos em fluxo contínuo de forma <em>on line</em>. Os autores devem tomar ciência e adequar seus trabalhos às normas da revista, descritas na seção <a title="Diretrizes para os Autores" href="https://periodicos.uff.br/index.php/mundolivre/about/submissions#authorGuidelines">Diretrizes para os Autores.</a></p> pt-BR Mundo Livre: Revista Multidisciplinar 2525-5819 <div><p>Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p></div><p>1.Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_blank">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>2.Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.</p><p>3.Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.</p> A formação de pesquisadores em um periódico acadêmico https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/60232 <p>Editorial do volume 9, número 1.</p> Cecília Souza Oliveira Mariele Troiano Thulio Pereira Dias Gomes Copyright (c) 2023 Cecília Souza Oliveira, Mariele Troiano, Thulio Pereira Dias Gomes https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 8 14 Captar aquilo que está no ar https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/60173 <p><span style="font-weight: 400;">O entrevistado desta edição é o professor</span><span style="font-weight: 400;"> Paulo Gajanigo. Ele é coordenador do "no.ar: laboratório de pesquisas sobre cotidiano e tecnologia” e autor do artigo </span><em><span style="font-weight: 400;">The Mood for Democracy in Brazil</span></em><span style="font-weight: 400;">, que acaba de ser publicado pela </span><em><span style="font-weight: 400;">Art Style </span></em><span style="font-weight: 400;">(2023). Esse trabalho, juntamente com um conjunto de outros, faz parte de uma ampla agenda de pesquisa que mobiliza os conceitos de clima (</span><em><span style="font-weight: 400;">mood</span></em><span style="font-weight: 400;">) e atmosfera para interpretar o período da redemocratização brasileira. Um de seus resultados mais recentes está no desenvolvimento de um aplicativo, o Vida Coletiva, que visa coletar e reunir relatos de experiências. O lançamento da campanha para envio do material aconteceu durante o </span><em><span style="font-weight: 400;">evento Junho Mora Onde?</span></em><span style="font-weight: 400;">, que reuniu diversos pesquisadores para debaterem sobre os dez anos das manifestações de junho de 2013 na UFF e na UENF.</span></p> Paulo Gajanigo Copyright (c) 2023 Paulo Gajanigo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 264 278 Memórias do sol https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/58685 <p><span style="font-weight: 400;">Fecho os olhos e vejo o sol. Não o sol em si, mas a memória que trago do sol. Que memória é essa? O que é memória? Dizem que memória seria a capacidade mental de codificar, armazenar e recuperar informações. Dizem também que é aquilo que nos permite guardar, em nosso ser, nossas experiências. Memórias seriam ainda construções ou vestígios do passado que permanecem vivos no indivíduo ou no grupo social. Muitas são as definições para memória e diante de cada uma delas, eu sempre reencontro o sol.</span></p> Solange Alves Santana Copyright (c) 2023 Solange Alves Santana https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 188 203 Movimentos sociais, lutas e resistências territoriais contemporâneas na América Latina https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/60174 <p>"Movimentos sociais e resistências na América Latina" é o tema do dossiê coordenado pelos pesquisadores Joana Tereza Vaz de Moura, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Joelson Gonçalves Carvalho, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os artigos temáticos reunem reflexões que produzem <span style="font-weight: 400;">outros olhares sobre as formas de resistência, as ações dos movimentos sociais e as diversas temáticas que perpassam as ações coletivas no mundo contemporâneo. </span></p> Joana Tereza Vaz de Moura Joelson Gonçalves de Carvalho Copyright (c) 2023 Joana Tereza Vaz de Moura, Joelson Gonçalves de Carvalho https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 16 21 Cidadania, democracia e movimentos sociais https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57598 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo faz um resgate teórico das diversas concepções dos movimentos sociais, ONGs, atores da sociedade civil, a fim de compreender as dinâmicas do contemporâneo. Nosso objetivo é buscar na teoria clássica sobre movimentos sociais elementos que nos permitam entender a ascensão de movimentos de extrema direita no Brasil e na América Latina. Tomando como base a incorporação das ONGs pela esfera privada, coloca-se a seguinte questão: quais são os desafios colocados à gestão de políticas públicas em contextos em que a sociedade civil se engaja nestes processos cumprindo um papel de mero prestador de serviços? Como as novas questões estão se desenhando? Como resultado do levantamento teórico percebemos como os diversos atores foram incorporados ao debate e foram modificados em seus discursos e atuações. Tendo em vista que esta não é uma análise sobre um caso específico, mas sobre um debate mais amplo que engloba tanto o passado quanto o presente, a intenção do artigo é lançar uma visão panorâmica acerca de algumas questões que ainda permeiam nossa sociedade, como também a possível novidade do contemporâneo. </span></p> Sara da Silva Freitas Janaina Aliano Bloch Copyright (c) 2023 Sara da Silva Freitas, Janaina Bloch https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 22 44 Educação popular, escolas indígenas e movimentos sociais https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57321 <p><span style="font-weight: 400;">Em uma entrevista com Samara Pataxó, mulher, indígena, advogada e ativista, as perspectivas do papel do ativismo em sua vida e trajetória atravessam lugares em que a educação possui um papel fundamental na emancipação e protagonismo diante do ativismo e movimentos sociais aos quais pertence. A educação popular é o mecanismo de transmissão da cidadania que possibilita a obtenção de consciência social, no caso da advogada, as escolas em sua aldeia. As ideias de Paulo Freire possibilitam um diálogo com as noções de educação que perpassam as obviedades do que se acredita ser o sistema de ensino tradicional. Objetivando a discussão sobre uma educação que liberta, os relatos de Samara, ao longo da entrevista, elucidaram conceitos e ideias de Freire do papel da educação na formação dos indivíduos, além de o diferencial que se apresenta dentro de uma lógica crítica e questionadora da realidade. É importante para compreender seu referencial libertário e a importância de uma formação que foge aos moldes engessados de educação tradicional, que está em funcionamento até hoje. A quebra dos paradigmas no que tange aos modelos de educação pode ser um caminho para pensar novas possibilidades de formar alunos e indivíduos conscientes do lugar que ocupam na sociedade e emancipados dos padrões opressores.</span></p> Mariana de Castro Moreira Isis da Silva Guimarães Lais Marlene Miranda Franca Roberta Cravo de Oliveira Copyright (c) 2023 Mariana de Castro Moreira, Isis da Silva Guimarães, Lais Marlene Miranda Franca, Roberta Cravo de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 45 65 Revolução dos Pinguins no Chile https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57294 <p><span style="font-weight: 400;">Em 2006, os estudantes secundaristas chilenos protagonizaram ações e organizadas e protestos que reivindicavam modificações no sistema educacional chileno. Esse movimento estudantil ficou conhecido como a “revolução dos pinguins”. Este artigo tem como objetivo analisar o movimento estudantil chileno de 2006 e suas repercussões políticas e sociais no país. Para tanto, apresenta uma breve história do contexto do neoliberalismo chileno, destacando as principais ideias e práticas político-sociais no país, enfatizando-se o que concerne ao sistema educacional. Apresenta o movimento estudantil dos pinguins, analisando suas reivindicações e proposições. A pesquisa identifica repercussões do movimento nas transformações institucionais que ocorreram no modelo educacional chileno e ainda sua influência política na cultura popular de resistência chilena ao neoliberalismo. A metodologia propõe um estudo interdisciplinar no campo das ciências humanas e sociais, de abordagem qualitativa, o qual se realizou mediante os procedimentos de revisão bibliográfica e pesquisa documental. Os resultados obtidos apontam que a mobilização </span><em><span style="font-weight: 400;">puingüina</span></em><span style="font-weight: 400;"> guarda estreita relação com as mobilizações dos universitários chilenos em 2011 e com protestos estudantis realizados em outros países latino-americanos, como no Brasil. A mobilização de 2006 revela, no fundo, o descontentamento popular com os valores neoliberais que estruturam a sociedade chilena desde a ditadura pinochetista. </span></p> Gabriel Dib Daud De Vuono Paola Fernanda Silva Mineiro Júlia Cardozo Fidalgo Ramos Copyright (c) 2023 Gabriel Dib Daud De Vuono, Paola Fernanda Silva Mineiro , Júlia Cardozo Fidalgo Ramos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 66 88 Disputas territoriais em Uberaba (MG) https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57453 <p><span style="font-weight: 400;">O Brasil vive o aumento da fome em diversas regiões, enquanto o agronegócio alcança recordes em exportações com lucrativos rendimentos na agropecuária nacional. Diante desse cenário, o presente texto faz uma reflexão sobre as disputas territoriais e as lutas e resistências na produção de alimentos no Assentamento Dandara em Uberaba (MG). No Dandara, apesar da produção diversificada de alimentos, a falta de apoio e a ausência da organização política interna são problemáticas que acirram o processo de lutas no assentamento. A análise deste texto baseia-se na produção diversificada de alimentos em comparação às monoculturas exploradas pelo agronegócio, considerando dados obtidos na base da Produção Agrícola Municipal (PAM-IBGE), em levantamento bibliográfico e na realização de trabalhos de campo. O estudo indica uma preocupante concentração de monoculturas em função da força do agronegócio. A diferença da área destinada à colheita para lavouras permanentes e temporárias e suas produções iluminam parte das dificuldades e desafios das lutas e resistências do campesinato no município. </span></p> Diego Antonio Xavier da Silva Janaina Francisca de Souza Campos Vinha Copyright (c) 2023 Diego Antonio Xavier da Silva, Janaina Francisca de Souza Campos Vinha https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 89 118 A inserção de pessoas negras no alto escalão dos ministérios do Governo Federal https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57320 <p><span style="font-weight: 400;">O presente trabalho aborda a presença de pessoas negras no alto escalão dos Ministérios do Governo Federal desde a redemocratização do Brasil (meados de 1985) até os dias atuais (2023). O objetivo da pesquisa foi mostrar a pouca inserção de negros/as na política institucional. Para tanto, consideramos as indicações ministeriais no primeiro ano do mandato de cada presidente e verificamos por meio de fotos ou autodeclarações a raça/cor dos/as Ministros/as. Os resultados mostram que a grande maioria dos Ministérios é ocupado por homens brancos, embora esteja havendo um avanço nesse sentido, ainda que negros/as ainda não tenham ocupado os ministérios centrais.</span></p> Olivia Cristina Perez Lucas Pereira Nunes Libni Milhomem Sousa Rogério de Oliveira Araújo Copyright (c) 2023 Olivia Cristina Perez, Lucas Pereira Nunes, Libni Milhomem Sousa, Rogério de Oliveira Araújo https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 119 140 Processos autônomos e conflitualidade na comunidade indígena de San Andrés Totoltepec, Ciudad de México https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57269 <p><span style="font-weight: 400;">No México, não é de hoje que as autonomias protagonizadas pelos povos indígenas reclamam seus espaços no diverso leque de lutas sociais registradas, especialmente, desde o ciclo de lutas antineoliberais iniciado nos anos 1990. É neste contexto que se insere, desde a década de 2010, o caso da comunidade indígena de San Andrés Totoltepec (SAT) - Ciudad de México. Com base nesta experiência, as problemáticas que animaram este esforço são: Como se deu o processo de luta e reconhecimento de SAT como povo indígena? Quem são os sujeitos – e quais seus interesses – envolvidos nos conflitos vividos na comunidade? Como se manifesta, na prática e em meio à conflitualidade, a organização da vida em comum em SAT? Para responder tais questões, metodologicamente realizou-se revisão de literatura e de documentos, assim como pesquisa de campo (observações e entrevistas semiestruturadas). Em termos de resultados, foi possível evidenciar um conflito bastante explícito em torno da especulação imobiliária no território de SAT. Mesmo que em luta contínua por reconhecimento frente ao Estado mexicano – alcançado pela via jurídica –, o Concejo de Gobierno Comunitario (CGC) é quem tenta impedir o avanço do setor imobiliário. Mas, quem é o mencionado setor? As próprias construtoras interessadas na realização de uma unidade habitacional na localidade, o Congreso Popular de la Ciudad de México e o atual governo da Alcaldía de Tlalpan (coligação PRD-PRI-PAN), articulados entre si. Em meio à tormenta, o CGC tem sido capaz de prefigurar formas contra-hegemônicas de exercício da política para organizar a vida em comunidade.</span></p> Gustavo Moura de Oliveira Copyright (c) 2023 Gustavo Moura de Oliveira https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 141 167 Movimentos sociais rurais e Estado na Argentina https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/57265 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo apresenta os avanços do projeto de pesquisa internacional "Movimentos socioterritoriais em perspectiva comparativa". O objetivo é analisar como a questão das desigualdades no acesso e controle da terra está incluída nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, investigando as ações dos movimentos sociais rurais e as ações do Estado nesta área na Argentina. A metodologia é baseada em uma sistematização de notícias. Foram adotados critérios que permitem mapear estas ações e uma metodologia foi desenvolvida e comparada com outros países. Nesta ocasião, discutimos os resultados correspondentes a 2021, um ano marcado pela pandemia e por problemas econômicos como endividamento externo, escassez de moeda estrangeira e inflação. A análise dos dados mostra que os movimentos sociais rurais desenvolvem ações relacionadas à posse da terra e à consolidação de seus direitos, seja por meio de protestos ou de ações judiciais. Por outro lado, predominam ações estatais relacionadas ao fortalecimento do sistema produtivo, capacitação e assistência técnica, mas não há evidências de ações voltadas para a reversão das desigualdades na distribuição de terras em favor de camponeses e comunidades indígenas.</span></p> Andrea Geanina Gómez Herrera Cristián Emanuel Jara Marta Elena Gutiérrez Copyright (c) 2023 Andrea Geanina Gómez Herrera, Cristián Emanuel Jara, Marta Elena Gutiérrez https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 168 186 História & Livro e leitura https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/59372 <p><span style="font-weight: 400;">História &amp; livro e leitura, escrito por André Belo, aborda a atenção crescente que a história do livro e da leitura vem recebendo em universidades europeias, norte-americanas e da América Latina. O autor destaca eventos e publicações que têm permitido um diálogo consistente sobre as transformações do meio editorial ao longo do tempo, especialmente nas últimas décadas, com o surgimento de recursos tecnológicos. </span><span style="font-weight: 400;">O livro é descrito como uma reflexão sobre a história do livro. O autor busca refletir sobre como esse tema vem sendo estudado pelos historiadores, explorando sua relação com a edição digital, a evolução da história da história do livro e sua conexão com a história da leitura. Além disso, destaca o diálogo com outras áreas e a abordagem de outros territórios, tempos, suportes e meios de comunicação, superando os discursos tradicionais sobre o livro impresso e a história moderna europeia. </span></p> Victor Emmanoel da Silva Rocha Copyright (c) 2023 Victor Emmanoel da Silva Rocha https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 280 284 O silenciamento das mulheres na história https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/55903 <p><span style="font-weight: 400;">O silenciamento das mulheres é algo latente dentro do campo científico da História, sendo algo visível dentro do currículo escolar da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e nos livros didáticos de História. Desse modo, o presente trabalho tem como objetivo geral, contribuir com uma reflexão sobre o silenciamento da História das mulheres no currículo, com um enfoque na temática da caça às bruxas (séculos </span><span style="font-weight: 400;">XVI-XVII</span><span style="font-weight: 400;">). Portanto, traçou-se como objetivos específicos apontar o silenciamento da História das Mulheres como um todo na História; esboçar o currículo enquanto campo de disputas que coloca a História do grupo dominante em primeiro plano, excluindo outros, como as mulheres; demonstrar o silenciamento da Caça às bruxas através dos livros didáticos do sétimo ano do ensino fundamental, reivindicando a importância da temática. Através da análise do currículo de História na BNCC e dos livros didáticos do sétimo ano do ensino fundamental, buscou-se evidenciar o apagamento da temática da Caça às bruxas nesses materiais. Os resultados obtidos neste trabalho evidenciam que o conteúdo acerca da caça às bruxas, possibilitam uma discussão sobre o papel da mulher tanto na modernidade como nos dias de hoje, entretanto, há um apagamento do conteúdo nos livros didáticos, visto que a temática não é desenvolvida e quando mencionada, aparece somente como um apêndice da História geral.</span></p> Cinthia Maria da Silva Lisboa Copyright (c) 2023 Cinthia Maria da Silva Lisboa https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 205 236 Casa de estudante https://periodicos.uff.br/mundolivre/article/view/56649 <p><span style="font-weight: 400;">Para compreender o perfil dos universitários contemporâneos, marcados por transformações socioeconômicas e culturais radicais, é indispensável conhecer suas condições objetivas de existência – como renda, escolaridade dos pais, cor, acesso ao letramento. Com base nessa premissa, foram analisados dados coletados junto ao corpo discente da Universidade Federal Fluminense (UFF) durante o segundo semestre de 2020. Esta pesquisa abrangeu vários aspectos, mas neste artigo nos concentramos na análise estatística de dados relacionados à moradia e a temas relacionados (entendemos que a moradia tem a ver, por exemplo, com a materialidade dos estudos, ou seja, com as possibilidades de concentração para ler e escrever, por exemplo). Apontamos as relações entre o endereço e o perfil discente desta universidade pública federal. Constatamos que as moradias são inadequadas ou desfavoráveis à concentração para os estudos; que a leitura digital já está naturalizada entre os estudantes (tornando-se, portanto, ubíqua); que a biblioteca perdeu a centralidade na vida universitária inclusive como lugar de estudo; que a maior parte dos alunos não pratica esportes, colecionismo, artesanato e/ou música; que pouco mais de 70% não procuram o professor fora da sala de aula para esclarecer dúvidas ou aprofundar o conteúdo. E concluímos que é preciso compreender o significado desses dados para planejar uma universidade pública e gratuita adequada a essa nova realidade.</span></p> Joaci Pereira Furtado Augustin de Tugny Copyright (c) 2023 Joaci Pereira Furtado, Augustin de Tugny https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 2023-10-16 2023-10-16 9 1 237 262