Produção da ficotoxina diarreica ácido ocadaico associada à microalga Dinophysis acuminata (Ehremberg 1839) na baía de Sepetiba, RJ e sua implicação para a saúde pública

Autores

  • Vanessa de Magalhães Ferreira Instituto de Biologia, UFRRJ Rodovia BR 465 Km7 Campus Universitário Seropédica RJ CEP: 23890-000; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (Departamento de Tecnologia de Alimentos/ Instituto de Tecnologia/ UFRRJ Rodovia BR 465 Km7 Campus Universitário Seropédica RJ CEP: 23890-000
  • Gesilene Mendonça de Oliveira Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (ToxMar).
  • Milena Marcela Domingues Pereira Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (ToxMar)
  • Pedro Paulo de Oliveira da Silva Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (ToxMar)
  • Hélcio Rezende Borba Instituto de Biologia, UFRRJ Rodovia BR 465 Km7 Campus Universitário Seropédica RJ CEP: 23890-000; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (Departamento de Tecnologia de Alimentos/ Instituto de Tecnologia/ UFRRJ Rodovia BR 465 Km7 Campus Universitário Seropédica RJ CEP: 23890-000
  • Aderbson Jorge Lourenço Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (ToxMar)
  • Patrícia Ferreira da Silva Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Laboratório de Toxinas Marinhas (ToxMar)

Palavras-chave:

cromatografia líquida de alta eficiência, microalgas nocivas, envenenamento diarréico por moluscos

Resumo

Microalgas constituem o principal alimento para moluscos bivalvos. Porém no fitoplâncton podem ser encontradas microalgasnocivas como Dinophysis, implicadas na produção da toxina ácido okadaico (AO). A baía de Sepetiba, RJ, apresenta áreasadequadas à malacocultura, principalmente na região da ilha Guaíba. Nessa região localiza-se um dos maiores bancosnaturais do mexilhão Perna perna neste estado, que fornece sementes para cultivos nas baías de Sepetiba e Ilha Grande.O AO, principal causador do Envenenamento Diarréico por Moluscos, apresenta como efeito agudo sintomatologiagastrintestinal. Como efeito crônico relata-se a promoção de tumores (estômago e intestinos). Este estudo objetivou detectaro AO e identificar Dinophysis spp. na região estudada. Coletaram-se mexilhões em bancos naturais (ilhas Guaíba e Madeira),para a detecção do AO e amostras de fitoplâncton para a identificação das microalgas durante a primavera/verão 2003/2004.A análise por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência detectou o AO, em baixas concentrações, em todas as amostras.Identificaram-se cinco espécies de Dinophysis, das quais D. acuminata apresentou a maior abundância relativa para ogênero no período analisado. Os resultados sugerem um perfil toxígeno de baixo potencial, porém constante. Nessacircunstância, consumidores regulares de moluscos poderiam estar expostos ao perigo representado pelos efeitos crônicosdesta ficotoxina.

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Publicado

2010-05-30

Edição

Seção

Medicina Veterinária Preventiva