Avaliação dos níveis de aglutininas antileptospira em cães de caça na Paraíba, Brasil

Clebert José Alves, Inácio José Clementino, Alan Glayboon de Freitas Oliveira, Theonys Diógenes Freitas, Silvio Arruda Vasconcellos, Zenaide Macedo Morais

Resumo


Dentre os animais domésticos, em nível urbano, os cães representam a principal fonte de infecção da leptospirose humana,pois vivem em contato direto com o homem e uma vez infectados podem eliminar leptospiras vivas através da urina durantemeses, mesmo sem apresentar sinais clínicos da doença. Particularmente, os cães de caça constituem animais de companhiaque são utilizados por adeptos da atividade esportiva de caça à procura de espécies silvestres no meio rural, sendo estauma prática comum em várias regiões do Brasil. O presente trabalho teve como objetivo pesquisar a presença de aglutininasantileptospira em cães de caça no estado da Paraíba. Foram utilizados na pesquisa 190 cães de caça provenientes de 11cidades paraibanas, sendo 172 (90,53%) machos e 18 (9,74%) fêmeas com idades variando de seis meses a 15 anos,criados em sua maioria presos e as principais espécies caçadas (informes dos proprietários) eram em ordem decrescentede freqüência: tatu-verdadeiro, tatu-peba, tejo, tacaca, tamanduá e raposa. Os soros sangüíneos de cães de caça foramprocessados pela técnica de Soroaglutinação Microscópica (SAM) no Laboratório de Doenças Transmissíveis/CSTR/UFPB.Das 190 amostras analisadas, 17 (8,95%) foram reagentes para sete sorotipos de Leptospira patogênicos, com destaquepara autumnalis, bratislava e australis, com títulos variando de 100 a 1.600.

Palavras-chave


cães de caça, aglutininas antileptospiras, sorotipos

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Revista Brasileira de Ciência Veterinária - RBCV