OS
DEBATES SOBRE A FORMA플O DOCENTE NA CAPES E NA ANPEd (2016-2019)
Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC)
Joa�aba, SC, Brasil
DOI: https://doi.org/10.22409/mov.v7i14.43925
�
RESUMO
O
artigo tem por objetivo evidenciar os principais temas candentes debatidos
recentemente acerca da forma豫o docente no campo das pol�ticas educacionais a
partir das produ寤es cientificas do Portal de Peri�dicos Capes e da Associa豫o
Nacional de P�s-Gradua豫o e Pesquisa em Educa豫o (ANPEd)
entre 2016 e 2019. Para tanto, desenvolvemos uma pesquisa qualitativa de
an�lise de conte�do, beneficiando-se dos trabalhos das obras de Vieira (2002),
Behring (2008), Flick (2013), entre outros autores.
Os resultados apontam para os seguintes temas: Profissionaliza豫o e a
constru豫o da identidade docente; As pol�ticas de mercado e a regula豫o da atividade docente; Forma豫o para a Educa豫o
Inclusiva; Valoriza豫o docente na Educa豫o B�sica; Valoriza豫o da Educa豫o
Infantil; Constitui豫o de espa�os formativos para a aprendizagem docente;
Autonomia e saberes docentes nas pr�ticas pedag�gicas; Articula豫o
entre a escola e a universidade e o PIBID; Expans�o do Ensino Superior.
Palavras-chave: Forma豫o
docente. Pol�ticas educacionais. Temas candentes.
THE DEBATES ABOUT THE TEACHING TRAINING IN THE CAPES
AND ANPEd (2016-2019)
ABSTRACT
The article aims to
highlight the main current topics recently discussed about teacher education in the field of educational policies from the scientific productions of
the Portal de Peri�dicos Capes and the Associa豫o Nacional de P�s-Gradua豫o e Pesquisa em Educa豫o (ANPEd) between 2016 and 2019. For this purpose, we developed
a qualitative research of content
analysis, benefiting from the works of Vieira (2002), Behring (2008), Flick
(2013), among other authors. The results point to the following
themes: Professionalizin0g and the construction of teaching identity; The
Market policies and the regulation of educational activity; Training to the
Inclusive Education; Teaching appreciation in the basic schooling; Early
Childhood Education appreciation; Constitution of formative spaces for the
teaching learning; Autonomy and teaching knowledge in the pedagogical
practices; Articulation between the school and the university and the PIBID;
Expansion of Higher Education.
Keywords: Teaching Education. Educational Policies. Current Themes.
LOS DEBATES SOBRE FORMACI�N
DOCENTE EN CAPES Y ANPEd (2016-2019)
RESUMEN
El art�culo
tiene como objetivo resaltar los principales temas candentes recientemente
discutidos sobre la formaci�n de docentes en el campo de las pol�ticas
educativas de las producciones cient�ficas de las revistas de Portal de
Peri�dicos Capes y Associa豫o Nacional de P�s-Gradua豫o e Pesquisa em Educa豫o (ANPEd) entre 2016 y 2019. Para este prop�sito,
desarrollamos una investigaci�n cualitativa de an�lisis de contenido,
beneficiando las obras de Vieira (2002), Behring (2008), Flick
(2013), entre otros autores. Los resultados apuntan a los siguientes temas:
profesionalizaci�n y construcci�n de la identidad docente �; "Pol�ticas de
mercado y regulaci�n de la actividad docente"; "Capacitaci�n para la
educaci�n inclusiva"; "Apreciaci�n del profesorado en educaci�n
b�sica"; "Valoraci�n de la educaci�n de la primera infancia";
"Formaci�n de espacios de formaci�n para la ense�anza del
aprendizaje"; "Autonom�a y conocimiento docente en pr�cticas
pedag�gicas"; "Articulaci�n entre escuela y universidad y
PIBID"; "Expansi�n de la educaci�n superior".
Palabras clave: Formaci�n docente. Pol�ticas educativas. Temas de actualidad.
Introdu豫o
젨젨젨젨� Este estudo se prop�e a refletir sobre alguns temas
debatidos nos �ltimos 3 anos no contexto da forma豫o docente e das pol�ticas
educacionais. Para tanto, as discuss�es ser�o realizadas a partir de uma
perspectiva te�rica com base em Vieira (2002) e Krawczyk
(2008) e da constitui豫o de material emp�rico com abordagem qualitativa
(ESTEBAN, 2010) utilizando as orienta寤es da an�lise de conte�do (FLICK,
2013).�
젨젨젨젨� Neste sentido, o material bibliogr�fico que iremos
apresentar aponta para in�meros desafios que a forma豫o docente no Brasil ainda
precisa superar. Por isso, o presente estudo dedica-se em evidenciar os
principais temas candentes debatidos recentemente acerca da forma豫o docente no
campo das pol�ticas educacionais a partir das produ寤es cientificas do Portal
de Peri�dicos Capes (Coordena豫o de Aperfei�oamento de Pessoal de N�vel
Superior) e no site da ANPEd entre os per�odos
de 2016 e 2019, a fim de compreender os avan�os e limita寤es, contribuindo com
as discuss�es e a produ豫o de novos conhecimentos.
Os
resultados apontam para os seguintes temas candentes: Profissionaliza豫o e a
constru豫o da identidade docente; As pol�ticas de mercado e a regula豫o da atividade docente; Forma豫o para a Educa豫o
Inclusiva; Valoriza豫o docente na Educa豫o B�sica; Valoriza豫o da Educa豫o
Infantil; Constitui豫o de espa�os formativos para a aprendizagem docente;
Autonomia e saberes docentes nas pr�ticas pedag�gicas; Articula豫o
entre a escola e a universidade e o PIBID; Expans�o do Ensino Superior.
1. As pol�ticas educacionais.
A
educa豫o brasileira tem demonstrado algumas tend�ncias marcantes nos �ltimos
anos que consequentemente nortearam as pol�ticas de forma豫o docente,
materializando-se sobretudo atrav�s das reformas na educa豫o. Neste sentido, a
compreens�o das pol�ticas sociais � fundamental para entender como e/ou por que
ocorrem o desenvolvimento de determinadas a寤es, das disputas entre as for�as
sociais e dos movimentos que influenciam as reformas educacionais (VIEIRA,
2002).�
젨젨젨젨� De acordo com Vieira (2002, p. 14), 뱋 Estado � uma
refer�ncia fundamental� para a compreens�o das pol�ticas educacionais, pois
atua 뱎or meio de iniciativas direta ou indiretamente promovidas pelo poder
p�blico� atrav�s de um processo complexo que envolvem negocia寤es, disputas
entre os grupos sociais e, por fim, a elabora豫o da legisla豫o oficial. Neste
vi�s, � comum o poder p�blico (Uni�o, estados e munic�pios) travar o jogo
minimizando as influ�ncias dos demais atores sociais operando 밹omo �nica
inst�ncia de formula豫o pol�tica� (VIEIRA, 2002, p, 15).�
젨젨젨젨� Portando, destacamos que as pol�ticas educacionais s�o
constitu�das a partir de interesses que possuem orienta寤es bem definidas, inten寤es
pol�ticas, econ�micas e sociais, com o objetivo de projetar um modelo de
forma豫o para a sociedade e a 뱔niformiza豫o do sistema escolar� atrav�s da
legisla豫o educacional (BELLO, 2002, p. 63).
1.1. Pol�ticas,
reformas e a forma豫o docente
젨젨젨젨� A legisla豫o educacional al�m de atuar como um instrumento
de uniformiza豫o do sistema escolar tamb�m opera na regulamenta豫o dos
curr�culos da forma豫o docente, determinando �s institui寤es de ensino a
prioriza豫o de um m�nimo curricular em suas grades e, por conseguinte
catalisando uma forma豫o mais homog�nea e sistematizada. Neste processo, cabe
destacar que toda atividade formativa possui um embasamento te�rico
(cient�fico, filos�fico e/ou ideol�gico) inserido em um contexto pol�tico,
social e econ�mico, que por sua vez, influenciam significativamente na forma豫o
e no trabalho docente (BELLO, 2002). Sendo que, esse contexto por vezes
manifesta algumas mudan�as (e/ou altera寤es) que consequentemente influenciam
nas orienta寤es pol�ticas materializando-se atrav�s de reformas educacionais e
da forma豫o docente.�
젨젨젨젨� Na d�cada de 90 por exemplo, a partir da LDB 9.394/1996
ocorreram reformas significativas na organiza豫o e gest�o das escolas e do
sistema educacional. Segundo Krawczyk (2008, p. 47)
No ide�rio da reforma buscava-se conciliar as
diretrizes internacionais para a constitui豫o de uma nova forma de gest�o da
educa豫o e da escola, no marco de mudan�as regulat�rias pr�prias do novo modelo
hegem�nico do papel do Estado, e a premente necessidade de reverter o quadro de
exclus�o e desigualdade educacional, representado principalmente pelo ex�guo
atendimento � demanda do ensino fundamental e m�dio e dos altos �ndices de
fracasso escolar.
Neste
sentido, observa-se que houve influ�ncia internacional significativa em nossas
pol�ticas e legisla豫o educacional. Essa concilia豫o buscou imprimir um novo
modelo de gest�o e do papel do Estado condicionando todo um sistema educacional
a partir de uma concep豫o de qualidade e moderniza豫o.
Para
tanto, o Estado articulou atrav�s da legisla豫o o controle do sistema
educacional por meio da defini豫o de diretrizes e avalia寤es, organizando todo
o sistema escolar, fomentando a municipaliza豫o do ensino fundamental e
desenvolvimento de par�metros curriculares e m�todos de avalia豫o da Educa豫o
B�sica. Ainda, ampliou 밶 responsabilidade dos estados e munic�pios sobre a
gest�o e o provimento da educa豫o � popula豫o em todos os n�veis� embora
atuando em regime de colabora豫o (KRAWCZYK, 2008, p. 53).
젨젨젨젨� Elaine Behring (2008) corrobora o argumento de Krawczyc preconizando que essas reformas educacionais
ocorridas na d�cada de 90 foram influenciadas por um processo de adapta豫o 볙s
requisi寤es do capitalismo mundial�, isto �, do contexto econ�mico, social e
pol�tico predominante. Noutras palavras, foi uma tentativa de reconfigurar o
papel do Estado sob a �tica neoliberal (KRAWCZYK, 2008, p. 113).
젨젨젨젨� Contribui para este argumento Ferreira e Oliveira,
destacando que em nome da 뱈oderniza豫o� os governos desenvolvem a寤es buscando
fortalecer ainda mais um plano de sociedade que atenda as demandas de
orienta豫o capitalista e que tem na educa豫o escolar algumas finalidades, tais
como: a garantia e legitima豫o do sistema, a habilita豫o t�cnica e ideol�gica,
a qualifica豫o para o mercado de trabalho, a capacita豫o flex�vel para o
desenvolvimento econ�mico, etc (FERREIRA; OLIVEIRA,
2009).
젨젨젨젨� Al�m das reformas ocorridas a partir da d�cada de 90 temos
na atualidade a Base Nacional Curricular Comum (BNCC), que vem imprimindo novas
transforma寤es em todo o sistema escolar nacional. Com a BNCC os curr�culos
escolares j� obtiveram mudan�as significativas e o programa disciplinar do
Ensino B�sico vem sendo modificado, sobretudo no Ensino M�dio. Inclusive,
alguns estudos anunciam algumas implica寤es pedag�gicas no trabalho docente e a
perda de autonomia do professor (FRANCO et
al, 2018), a predomin�ncia do pensamento e projeto formativo neoliberal
(NEIRA et al, 2016) e as amea�as do
processo democr�tico em sua elabora豫o (MICARELLO, 2016). Portanto, podemos
aguardar o desenvolvimento de novos processos formativos para atender as
orienta寤es da BNCC, a mudan�a da din�mica do trabalho docente, do processo de
ensino e aprendizagem escolar e as altera寤es na forma de gest�o e orienta豫o
pedag�gica.
젨젨젨젨� � necess�rio evidenciar que durante os �ltimos anos,
especialmente nos governos ditos populares, embora havendo diferentes avan�os,
sobretudo no acesso/expans�o do ensino superior e a amplia豫o da educa豫o
profissional, esta l�gica se confirmou, e em alguns aspectos se acentuou a
partir de algumas legisla寤es e ferramentas que 밿ntensificaram mecanismos de
controle e regula豫o do processo educativo da popula豫o brasileira�, bem como
coadunaram na predomin�ncia de uma forma豫o docente caracterizada pela
fragmenta豫o e o esvaziamento te�rico (RODRIGUES; COUTINHO, 2017, p. 900).젨
젨젨젨젨� Cabe ressaltar, que de acordo com as produ寤es
bibliogr�ficas aqui elencadas, o desprestigio da forma豫o docente, a
desvaloriza豫o, as p�ssimas condi寤es de trabalho e a desqualifica豫o
profissional s�o diagn�sticos atuais e gritantes da profiss�o docente que ainda
n�o foram superados e/ou em alguns aspectos at� inflamados nesses �ltimos anos
mesmo com o desenvolvimento de diferentes reformas educativas.
Sobre
os fatores que contribuem para o desenvolvimento das reformas educacionais,
Vieira (2002, p. 20) desenvolve uma s�ntese apontando tr�s fatores fundamentais
que atuam nesses processos: �1) a consolida豫o do processo de globaliza豫o; 2)
a redefini豫o da(s) forma(s) de organiza豫o do Estado; e 3) o fortalecimento do
papel das ag�ncias internacionais�.
젨젨젨젨� A humanidade ingressou em um processo de economia global
que revolucionou as produ寤es e as rela寤es entre os pa�ses, tornando-se um
fen�meno econ�mico de abrang�ncia social e cultural. Deste modo, novas regras
econ�micas, novos processos e neg�cios ditam o jogo a partir de uma revolu豫o,
sobretudo tecnol�gica, pautada na 밿nforma豫o e inova豫o� onde s�o
desenvolvidas numa 밻scala planet�ria em tempo real�, com reflexos na
뱋rganiza豫o da pol�tica global, regional e local� (VIEIRA, 2002, p. 21-22).
Paralelamente, desdobrasse um processo de redefini豫o das formas de organiza豫o
dos Estados nacionais, onde o Estado 뱎assa a assumir uma posi豫o de agente
comercial do desenvolvimento, delegando a outros setores encargos que
tradicionalmente lhe diziam respeito� (VIEIRA, 2002, p. 27). Por outro lado,
soma-se a estes fatores o fortalecimento das ag�ncias internacionais que s�o um
esteio fundamental na reorganiza豫o do estado e na globaliza豫o, patrocinando
programas de desenvolvimento e financiamentos, bem como acordos t�cnicos de
coopera豫o e articula豫o/organiza豫o com diferentes organismos. Como � o caso
da Unesco, como promotora de atividades de discuss�es, estudos e estabelecimentos
de padr�es, como exemplo o F�rum Mundial de Educa豫o, e o Banco Mundial,
destacando-se no financiamento de recursos � educa豫o e a forma豫o docente,
밶tingindo de forma direta a pol�tica educacional� (VIEIRA, 2002, p. 37).
젨젨젨젨� Em suma, num exerc�cio de an�lise podemos observar alguns
desdobramentos materializados atrav�s de algumas pol�ticas educacionais, tais
como: a exig�ncia de professores cada vez mais qualificados e/ou atualizados no
PNE 2000-2010, as avalia寤es de desempenho a partir da LDB n� 9.394/1996 밹omo
um crit�rio de progress�o funcional� (VIEIRA, 2002, p. 38), a recentraliza豫o das pol�ticas educacionais pela Uni�o, a
forma豫o docente mais curta e flex�vel, entre outras quest�es.
2. Principais temas da
pesquisa brasileira nos �ltimos tr�s anos
Para
o desenvolvimento deste estudo utilizamos a abordagem qualitativa compreendendo
a sua import�ncia na realiza豫o de investiga寤es dos diferentes fen�menos das
ci�ncias sociais e humanas, tendo em vista as possibilidades de pr�ticas de
procedimentos metodol�gicos poss�veis a partir desta abordagem (ESTEBAN, 2010).
Ademais, nos orientamos nos pressupostos de Uwe Flick
para a an�lise de conte�do do material emp�rico, visando constituir categorias
de an�lise com base nos principais temas/assuntos abordados, buscando evitar
뱋bscurecer a vis�o dos conte�dos� (FLICK, 2013, p. 140). Esse m�todo de
an�lise � bastante utilizado na descri豫o transparente das caracter�sticas
gerais das mensagens.�
2.1. A constitui豫o do
material emp�rico
젨젨젨젨� Para a constitui豫o do material emp�rico foram selecionados
artigos constantes no Portal Peri�dicos Capes e no site da ANPEd, respectivamente datados de
2016 a 2019. Neste sentido, relativamente ao Portal Peri�dicos Capes,
desenvolvemos uma busca avan�ada utilizando o descritor forma豫o docente
incidindo sobre o t�tulo, o resumo e as palavras-chave, como assunto o
descritor educa豫o e o intervalo de tempo de 2016 a 2019.
Posteriormente, utilizamos um refinador de busca chamado de Peri�dicos
revisados pelos pares e, por fim, a plataforma ainda propiciou um recurso
denominado Refinar meus resultados onde encontramos, no dia 2 de janeiro
de 2020, no item Forma豫o docente um total de 47 trabalhos.
젨젨젨젨� Relativamente a constitui豫o do material emp�rico no site da ANPEd,
primeiramente entramos no GT08 � Forma豫o de Professores encontrando 23 artigos
que comp�em o conjunto das produ寤es da reuni�o nacional do ano de 2017
realizada em S�o Luiz do Maranh�o, contudo as produ寤es de 2019 ainda n�o
estavam dispon�veis at� meados de dezembro deste mesmo ano.
젨젨젨젨� A partir da�, definimos como crit�rio de exclus�o os
seguintes determinantes: artigos que n�o eram da �rea da educa豫o, escritos em
l�ngua estrangeira e que n�o tratavam da tem�tica forma豫o docente. Assim,
chegamos ao total de 52 artigos, 30 artigos dos Peri�dicos Capes e 22 artigos
da ANPEd.
Por
fim, realizamos a leitura cr�tica dos achados com incid�ncia sobre o t�tulo, o
resumo e as palavras-chave com o objetivo evidenciar os principais temas
candentes debatidos recentemente acerca da forma豫o docente no campo das
pol�ticas educacionais. Neste sentido, inicialmente buscamos identificar os
diferentes assuntos presentes nos textos que apontavam para as tem�ticas das
produ寤es, bem como para as discuss�es abordadas. E, ap�s, desenvolvemos uma
tabela com os principais assuntos incididos em no m�nimo 4 artigos, que
posteriormente nos deram condi寤es de identificar quais seriam os temas
candentes emergentes.
|
ANPEd |
Capes |
||
|
Doc�ncia |
9 |
Forma豫o
Continuada |
9 |
|
Forma豫o
Inicial |
7 |
Pr�tica |
8 |
|
Escola |
7 |
Saberes
docentes |
6 |
|
Aprendizagem |
7 |
Educa豫o
Infantil |
5 |
|
Desenvolvimento
profissional/Profissionaliza豫o |
5 |
Forma豫o
Inicial |
5 |
|
Educa豫o
B�sica |
5 |
Pol�ticas |
5 |
|
Universidade |
4 |
|
|
|
PIBID |
4 |
|
|
Quadro 1:
Incid�ncia dos assuntos. Fonte: O Autor
A
partir da identifica豫o dos assuntos emergentes e consequentemente incid�ncia
nos artigos, encontramos um total de 42 artigos, 20 da ANPEd
e 22 dos Peri�dicos Capes. A incid�ncia dos assuntos � ilustrada nas imagens a
seguir:

Imagem 1 - Assuntos incididos na Anped. Fonte: O Autor

Imagem 2 - Assuntos incididos nos Peri�dicos Capes. Fonte:
O Autor
Finalmente,
desenvolvemos os recortes disciplinares de acordo com a incid�ncia e
aproxima豫o dos temas/assuntos e iniciamos a leitura e an�lise de conte�do na
busca pela identifica豫o dos temas candentes.�
Recortes disciplinares:
1. Forma豫o
inicial e continuada, Des. Profissional/Profissionaliza豫o
2. Educa豫o
B�sica, Educa豫o Infantil, aprendizagem
3. Doc�ncia,
pr�tica, saberes docentes, PIBID
4. Escola,
Universidade, pol�ticas
2.1.1. Forma豫o inicial
e continuada, Des. Profissional/Profissionaliza豫o
Este
recorte disciplinar se prop�e a evidenciar os principais temas candentes
relativos � forma豫o inicial e continuada e o desenvolvimento profissional
docente. Neste sentido identificamos que as produ寤es apontam para discuss�es
relativas as posturas imediatistas na forma豫o docente, o desenvolvimento de
processos formativos em espa�os n�o escolares, a forma豫o docente para a
educa豫o inclusiva e as contribui寤es do Programa Institucional de Bolsa de
Inicia豫o � Doc�ncia (PIBID) e do Pacto Nacional pela Alfabetiza豫o na Idade
Certa (PNAIC) como programas de apoio ao professor.
Relativamente
as discuss�es sobre a forma豫o com posturas imediatistas, Kurtz (2017, p. 14),
aponta para a necessidade de abandonar uma concep豫o de forma豫o docente
뱎uramente instrumental e t�cnica no que diz respeito � utiliza豫o de TIC no
processo de ensinar e aprender�, ainda sugere a urg�ncia do repensar a forma豫o
tendo o professor como um intelectual e n�o como agende de mercado. Por sua
vez, o estudo de Rabelo (2017, p. 1) evidencia que os cursos de licenciatura em
Pedagogia necessitam incluir em seus processos de forma豫o os espa�os n�o
escolares e defende que o exerc�cio da doc�ncia nesses ambientes, constituem-se
possibilidades de inova豫o profissional e 밶lcan�a novos espa�os de atua豫o do
pedagogo�.
Ao
analisarem as produ寤es cientificas nacionais relativas a forma豫o docente no
contexto da Educa豫o Inclusiva relacionada ao p�blico da Educa豫o Especial,
Silva e Martins (2016) sinalizam para 뱔ma tend�ncia a generaliza豫o�, sendo
que 밶 forma豫o de professores especialistas tem sido pouco investigada�,
sugerindo como decorr�ncia de uma crise de identidade profissional,
caracterizada pela dicotomia entre generalidade x especialidade.
Por
sua vez, no que se refere a forma豫o no contexto do PIBID, os artigos sinalizam
que o programa � um instrumento que contribui na reformula豫o de posturas
te�ricas e do fazer docente (RODRIGUES; CARDOSO, 2017), bem como na melhoria da
qualidade educacional e no fortalecimento da forma豫o profissional (DOMINSCHEK; ALVES, 2017). Ainda,
apontam que programas de apoio para professores iniciantes contribuem no
desenvolvimento profissional minimizando 뱋s desafios da
inicia豫o docente� tal como para 밶 perman�ncia na profiss�o� e o
desenvolvimento de aprendizagem coletiva (HANITA, 2017, p. 1). Contudo, em rela豫o ao PNAIC, foi
destacado por Felipe que esse programa �foi incorporado pelos
professores como uma pol�tica da perfomatividade, do
desempenho e da quantifica豫o de resultados�, al�m disso assinala que n�o h� reflex�o da e/ou sobre a
pr�tica, e a participa豫o docente nos planejamentos e defini豫o de conte�dos � praticamente nula, favorecendo a cultura do
isolamento e individualismo em sobreposi豫o a um processo colaborativo (FELIPE,
2017, p. 12).
J� o estudo de Scartezini evidencia a
proficuidade de trazer a luz as diferentes abordagens da constru豫o te�rica
relativa a identidade profissional docente, elencando
algumas discuss�es sobre as pol�ticas de forma豫o na p�s-gradua豫o e os
밺iscursos das atuais reformas educativas� no contexto da constru豫o da
identidade profissional. Alerta para a 뱊ecessidade de investimento no
desenvolvimento da identidade profissional de professores com diferentes n�veis
de experi�ncia�, bem como em novas propostas de forma豫o que atendam 볙s novas
demandas da doc�ncia� e que tenham �nfase no desenvolvimento de 밶spectos n�o
contemplados nas reformas educativas, por�m cruciais para a sua efetividade�
(SCARTEZINI, 2017, p. 12-13).
Pela
observa豫o desses diferentes aspectos, podemos destacar como temas candentes os
debates em torno das pol�ticas de Profissionaliza豫o e constru豫o da identidade
docente, As pol�ticas de mercado na forma豫o docente e
a Forma豫o para a Educa豫o Inclusiva.
2.1.2. Educa豫o B�sica, Educa豫o Infantil,
aprendizagem
젨젨젨젨� Neste recorte
disciplinar apresentamos as principais discuss�es e, por fim, os temas
candentes relativos a Educa豫o B�sica e Infantil e a aprendizagem docente. Desta
forma, nota-se que as discuss�es caminham no sentido de evidenciar as pol�ticas
de avalia豫o e profissionaliza豫o docente da Educa豫o B�sica, bem como chamar a
aten豫o para maiores investimentos na Educa豫o Infantil e desenvolvimento de
programas e constru豫o de espa�os de aprendizagem docente.�
젨젨젨젨� Relativamente
a Educa豫o B�sica, as pol�ticas de avalia豫o, forma豫o docente e valoriza豫o
profissional, articula豫o entre a Educa豫o B�sica e a Universidade est�o entre
as principais discuss�es levantadas pelas produ寤es acad�micas elencadas. Neste
sentido, Guimar�es; Henriques e Assis destacam que h� 뱔ma sensa豫o de espa�o
profissional movedi�o que desponta diretamente na escassez de professores�
(GUIMAR홂S; HENRIQUES, 2017, p. 2) atuando na Educa豫o B�sica, 밼en�meno em
franco processo de agravamento� (ASSIS, 2017, p. 1). Tamb�m, � evidenciado por
Silva (2017, p. 4) sobre a necessidade de uma consistente articula豫o entre o
Ensino Superior e a Educa豫o B�sica tendo em vista a constru豫o de saberes
docentes 뱑elacionadas aos saberes da universidade e da educa豫o b�sica�,
considerando a realidade de que muitos professores que atuam neste n�vel de
ensino n�o possuem forma豫o espec�fica ou superior. Enfim, Rivelli
(2017, p. 2) sinaliza para o crescimento de uma 밹ultura nacional de avalia豫o
em larga escala� no Brasil, destacando o desenvolvimento de programas e/ou
pol�ticas de responsabiliza豫o docente. Al�m disso, prop�e que para ter uma
avalia豫o consistente � necess�rio a
priori utilizar os resultados desses indicadores na atividade docente,
formando um movimento que continuamente se retroalimenta.�
젨젨젨젨� A Educa豫o Infantil tamb�m � um dos temas em destaque nas
discuss�es das produ寤es acad�micas. Em geral, os trabalhos selecionados
discorrem sobre as necessidades de maiores investimentos em processos
formativos para este n�vel de ensino (SOUZA; DINIZ, 2018), bem como reconhecem
a import�ncia de movimentos sociais para a efetiva豫o do exerc�cio da doc�ncia
na Educa豫o Infantil (CANAVIEIRA, 2018). Do mesmo modo, � evidenciado a
import�ncia da autonomia docente para a 밻mancipa豫o social, pol�tica e
cultural� por parte das crian�as, a necessidade de um maior protagonismo
infantil no cotidiano de sala de aula e desenvolvimento de pol�ticas p�blicas
que atendam as demandas deste n�vel de ensino (SILVA, 2016, p. 93). Enfim,
Carvalho (2019, p. 100) anuncia a predomin�ncia de uma 밹onting�ncia dos
discursos pedag�gicos� resultando em pr�ticas de governamento
vinculadas nos livros da Educa豫o Infantil e forma豫o docente naturalizando o
discurso da pedagogia hist�rico-cr�tica.�
젨젨젨젨� Sobre a aprendizagem, Bastos (2017) destaca o 뱈useu como
um l�cus de forma豫o�,
constituindo-se um rico espa�o de educa豫o n�o formal e de aprendizagem. No
mesmo sentido, Martins et al (2017,
p. 1) sustenta que a aprendizagem docente 뱊�o se limita a espa�os educativos
formais e tradicionais�. Por sua vez, Hanita (2017)
discute sobre a aprendizagem coletiva a partir de programas e/ou pol�ticas de
apoio a professores iniciantes, destacando que essas propostas contribuem para
o desenvolvimento profissional do professor, propiciando o compartilhamento de
experi�ncias, participa豫o em diferentes processos formativos, pr�ticas e
contextos, constituindo-se em 밻spa�o formativo de desenvolvimento profissional
docente� (HANITA, 2017, p. 1). De conformidade, Campelo (2017) e Paniago (2017) evidenciam o PIBID como uma pol�tica que
promove a aproxima豫o entre a escola e a universidade potencializando a
aprendizagem docente na forma豫o inicial.
젨젨젨젨� Em virtude do que foi apontado, observa-se que os temas
candentes giram em torno das pol�ticas de Avalia豫o da forma豫o docente e
valoriza豫o profissional na Educa豫o B�sica, a Valoriza豫o da Educa豫o Infantil
e a autonomia docente e a Constitui豫o de espa�os formativos para a
aprendizagem docente.
2.1.3. Doc�ncia, pr�tica, saberes
docentes, PIBID
Discutimos
neste recorte os principais temas candentes relativos a Doc�ncia, pr�tica, saberes docentes e o PIBID.
Assim, destacamos que os artigos buscaram problematizar sobre a inicia豫o �
doc�ncia, sobre as pol�ticas e agentes influenciadores, as pr�ticas e saberes
docentes que promovem a autonomia docente e desenvolvimento profissional e as
contribui寤es do PIBID na forma豫o docente.
Relativamente
ao assunto doc�ncia, os artigos demonstraram alinhamento nas discuss�es sobre a
inicia豫o � doc�ncia considerando-a como um tema emergente (ASSIS, 2017),
tamb�m apresentam reflex�es sobre a forma豫o espec�fica do professor para a
doc�ncia, sobre as pol�ticas nacionais de forma豫o docente, bem como a
influ�ncia externa e mercadol�gica na doc�ncia.
Nesta
perspectiva, Paniago e Assis destacam que o PIBID �
um programa que 뱓em contribu�do significativamente para a aprendizagem da
doc�ncia�, oportunizando 밶 imers�o em diversas atividades de aprendizagem�
(PANIAGO, 2017, p. 1) e na 밿dentifica豫o dos licenciandos com a profiss�o
docente� (ASSIS, 2017, p. 1). Por outro lado, Gomes evidencia a 뱑eduzida
forma豫o espec�fica para a doc�ncia�, sobretudo na Educa豫o Infantil (GOMES,
2017, p. 1), inclusive sinalizando para a predomin�ncia da mercantiliza豫o do
ensino superior, bem como a pouca aproxima豫o entre as disciplinas dos cursos analisados
com a doc�ncia em ambiente escolar. Por fim, Rabelo (2017) manifesta que o
exerc�cio da doc�ncia em ambientes hospitalares, embora constitui-se
em um desafio, tamb�m se demonstra uma oportunidade de inova豫o profissional.
Os
artigos que versam sobre os assuntos pr�ticas e saberes (docente) abordam
aspectos voltados para as pr�ticas inovadoras, pautadas em m�ltiplos saberes
articulados com a teoria e os conte�dos, propiciando maior autonomia docente.
Ademais, tamb�m oportunizam debates te�ricos sob a perspectiva da BNCC. Deste
modo, os trabalhos anunciam que as pr�ticas inovadoras e significativas
necessitam estar 뱎autadas na dimens�o de m�ltiplos saberes com rela寤es entre
si� (PINHO; PASSOS, 2018, p. 433-434), tendo uma base te�rica fortemente alicer�ada
para que a 뱎r�tica docente seja mais coerente e consciente, de acordo com cada
realidade pedag�gica� (BARTHO; CLARO, 2018, 3412). Outrossim, destacam que essa
articula豫o, bem como a natureza dos saberes contribuem para a reformula豫o de
뱎osturas e teorias do fazer docente� (RODRIGUES; CARDOSO, 2017, p. 95), no
protagonismo e autonomia do professor em sua atividade profissional (MARTINS
FILHO; SOUZA, 2016) e ainda permitem revelar as caracter�sticas da sua forma豫o
(FERREIRA, 2017). Al�m disso, � problematizado sobre a necessidade de
desenvolvimento de atividades formativas que coloquem em pauta a BNCC, tendo em
vista a constru豫o de saberes necess�rios a pr�tica docente e que constituam �um novo olhar e um novo saber
capazes de acolher a concep豫o de campos de experi�ncia, transformando-a em
pr�ticas potentes e interessantes para as crian�as� (LEAL et al, 2018, p. 112).
Sobre
o PIBID, os artigos trataram de discutir sobre as suas contribui寤es e desafios
relacionado a forma豫o docente e a aproxima豫o entre a escola e a universidade.
Neste sentido, Campelo sinaliza que o PIBID, al�m de aproximar a escola da
universidade tamb�m potencializa a aprendizagem docente atrav�s do
밺esenvolvimento de uma postura investigativa� (CAMPELO, 2017, p. 10). Contudo,
� apontado nos trabalhos de Paniago e Cunha a
밶us�ncia de pr�ticas efetivas dos formandos com alunos da educa豫o b�sica,
aus�ncia de forma豫o pedag�gica dos formadores e inexperi�ncia com a
investiga豫o e ensino na educa豫o b�sica� (PANIAGO, 2017, p. 1). Al�m disso,
Cunha (2017, p. 9) destaca que 밻m alguns recortes discursivos os bolsistas de
ID reproduziram o discurso que as forma寤es discursivas autorit�rias
permitiram�.
Portanto,
analisando os assuntos elencados nesta categoria identificamos como temas
candentes: a Forma豫o para a doc�ncia, os Saberes docentes e pr�ticas
pedag�gicas e as Contribui寤es e desafios do PIBID na forma豫o docente.
2.1.4. Escola, Universidade, pol�ticas
Neste
recorte iremos discorrer sobre a Escola e a Universidade e sobre as pol�ticas
educacionais que apontam para a forma豫o docente.
Relativamente
a Escola e a Universidade, os artigos discutem sobre as rela寤es e os desafios
entre a escola e a universidade e as pol�ticas de articula豫o no contexto da
forma豫o docente. A princ�pio, Arnosti (2017) identifica alguns entraves que
dificultam esse processo, como por exemplo as influ�ncias da m�dia, das
organiza寤es internacionais, entre outras quest�es. J� Rodrigues et al (2017), anuncia a falta de
compreens�o e esclarecimento sobre o que constitui uma parceria, bem como 밶
exiguidade de textos referentes � tem�tica de estudo�. Al�m disso, Campelo
(2017) destaca a import�ncia de programas como o PIBID na constru豫o dessas
rela寤es e no desenvolvimento profissional docente. Enfim, a preocupa豫o em
rela豫o a qualidade da educa豫o escolar, a forma豫o e o trabalho docente tamb�m
s�o tem�ticas que permearam as discuss�es dos artigos.
젨젨젨젨� Sobre as pol�ticas, os artigos evidenciam discuss�es
relativas as pol�ticas de forma豫o inicial, continuada e � dist�ncia, aos
programas PIBID e PNAIC e sobre a Educa豫o Profissional e a expans�o do Ensino
Superior. Desta forma, Oliveira Junior et
al (2018, p. 52) verificou uma tend�ncia de regula豫o profissional nas
pol�ticas de forma豫o continuada, bem como 밿ncentivos governamentais ou
pol�ticas p�blicas que possam impulsionar os programas de forma豫o docente�.
Por sua vez, Faria et al (2016)
evidencia os processos e pol�ticas de expans�o do Ensino Superior � dist�ncia
no estado do Tocantins, anunciando um aumento significativo da oferta de cursos
� dist�ncia. Ademais, alguns estudos debatem sobre o papel do PIBID e do PNAIC
como pol�ticas p�blicas, exprimindo algumas contribui寤es do primeiro, contudo
refletindo sobre alguns desafios e necessidades de articula豫o do segundo. Os
trabalhos tamb�m levantaram discuss�es sobre a articula豫o entre a forma豫o
docente, avalia豫o e as pol�ticas educacionais, sinalizando para 뱋 descompasso
entre a forma豫o e as orienta寤es legais vigentes� (VIDAL; VIEIRA, 2017, p.
64).
Enfim,
Costa e Meneses Filho (2018, p. 1113) problematizando sobre as pol�ticas da
Educa豫o Profissional constatam a predomin�ncia de uma 밼lexibilidade quanto a
forma豫o de professores�, sendo que Ara�jo et
al (2019, p. 176) anuncia a necessidade de desenvolvimento de 뱎ol�ticas
p�blicas voltadas para a forma豫o docente� de Artes para a atua豫o no estado do
Tocantins.
Dado
o exposto, entendemos que os principais temas candentes sobre as pol�ticas
abrangem a Articula豫o entre a escola e a universidade, a Regula豫o da
forma豫o docente, bem como a Expans�o do Ensino Superior e as Pol�ticas de
forma豫o docente.
3. An�lise do material emp�rico
젨젨젨젨� Buscamos no material emp�rico do estudo aspectos
relacionados a discuss�o te�rica desenvolvida no cap�tulo 2 com o objetivo de
evidenciar os principais temas candentes. Nesse sentido identificamos
diferentes aspectos que tem a ver com o papel do Estado como agente pol�tico,
as pol�ticas educacionais, influencias externas e de
outras organiza寤es na forma豫o docente, dentre outras quest�es.
젨젨젨젨� �Um importante aspecto apontado na
fundamenta豫o te�rica foi o desprest�gio da forma豫o docente e a desvaloriza豫o
profissional, que ao nosso ver, produz o que Guimar�es e Henriques (2017, p. 2)
descrevem como um 밻spa�o profissional movedi�o que desponta na escassez de
professores� atuando na Educa豫o B�sica (ASSIS, 2017). Ademais, tamb�m mencionamos a
tend�ncia de uma forma豫o cada vez mais flex�vel (VIEIRA, 2002), que foi
confirmada nos achados de Ara�jo et al (2019) e Costa e Meneses Filho (2018).
Por
sua vez, � denunciado por Kurtz (2017) a predomin�ncia de posturas
imediatistas, puramente instrumentais e t�cnicas na forma豫o docente,
anteriormente compreendidas por Bello (2002) como
resultado da forte influ�ncia de alguns atores, em especial o mercado. Do mesmo
modo, Felipe (2017) evidencia a predomin�ncia de pol�ticas de performatividade e competi豫o com foco em resultados
demonstrando os efeitos de uma pol�tica educacional adaptada as requisi寤es
capitalistas neoliberais, onde buscamos problematizar em Krawczyk
(2008).
Evidenciamos na problematiza豫o
te�rica e nos achados de Rivelli que a pol�tica
educacional caracterizada pela avalia豫o em larga escala e a responsabiliza豫o
docente (RIVELLI, 2017) exprimem a articula豫o do Estado na busca pelo controle
do sistema educacional (KRAWCZYK, 2008) a partir de um
vi�s liberal. Contudo, em contraste a essa realidade, Carvalho (2019, p. 100)
manifesta em seu estudo a predomin�ncia de uma 밹onting�ncia dos discursos
pedag�gicos�, resultando em pr�ticas de governamento
vinculadas nos livros da Educa豫o Infantil e de forma豫o docente que
naturalizam o discurso da pedagogia hist�rico-cr�tica que tem um vi�s
ideol�gico distinto ao capitalismo, inclusive assumindo uma postura de den�ncia
a pedagogia liberal.�
젨젨젨젨� �
importante ressaltar que alguns trabalhos problematizaram sobre a crise na
forma豫o docente, sobretudo a � reduzida forma豫o
espec�fica para a doc�ncia� (GOMES, 2017, p. 1). Como tamb�m, sinalizaram para
a necessidade de desenvolvimento de atividades formativas que tenham como ponto
de partida (e de chegada) a realidade docente, bem como priorizem a constru豫o
밺e m�ltiplos saberes com rela寤es entre si� (PINHO; PASSOS, 2018, p. 433-434)
e necess�rios para a reformula豫o de 뱎osturas e teorias do fazer docente�
(RODRIGUES; CARDOSO, 2017, p. 95). Para tanto, os autores vislumbram o estado
como agente fundamental para essas mudan�as, especialmente na constru豫o de
뱎ol�ticas de forma豫o de professores� (VIEIRA, 2002, p. 16).�
As
influ�ncias de organiza寤es internacionais no processo de articula豫o entre a
escola e a universidade tamb�m s�o elementos que foram anunciados por Arnosti
(2017) e problematizados no cap�tulo anterior quando dialogamos com Vieira
(2017). Essas organiza寤es, em s�ntese tem dificultado esse processo. Ademais,
tamb�m observamos a concord�ncia entre a fundamenta豫o te�rica e o material
emp�rico sobre a tend�ncia de regula豫o profissional atrav�s das pol�ticas de
forma豫o docente que visam intensificar mecanismos de controle do processo educativo
(OLIVEIRA JUNIOR et al, 2018;
RODRIGUES e COUTINHO, 2017).
Considera寤es finais
O
diagn�stico da forma豫o docente no Brasil � resultado de pol�ticas p�blicas
desastrosas e mal sucedidas que n�o foram eficazes na supera豫o dos desafios e
demandas educacionais. Dentre essas demandas podemos destacar o despreparo
profissional docente e a dicotomia entre a forma豫o e a realidade profissional
que resultam no fracasso escolar manifestado atrav�s das avalia寤es da Educa豫o
B�sica e evidenciados pela m�dia.
젨젨젨젨� Neste estudo buscamos identificar os temas candentes
presentes em artigos da ANPEd e Capes entre os anos
2016 e 2019. Para tanto utilizamos a an�lise de conte�do a partir da abordagem
qualitativa de pesquisa. Assim, ap�s a an�lise de 42 artigos identificamos os
principais assuntos/temas emergentes a partir dos recortes disciplinares
desenvolvidos. Enfim identificamos os principais temas candentes.
젨젨젨젨� Para a compreens�o te�rica sobre o tema dialogamos
especialmente com Vieira (2002) e Krawczyk (2008),
discutindo sobre as pol�ticas educacionais e as reformas na educa豫o e na
forma豫o docente, que nos deram condi寤es de identificar os temas atuais, os
assuntos discutidos e os aspectos pol�ticos problematizados.
Os
achados apontam para os seguintes temas candentes: Profissionaliza豫o e a
constru豫o da identidade docente; As pol�ticas de mercado e a regula豫o da atividade docente; Forma豫o para a Educa豫o
Inclusiva; Valoriza豫o docente na Educa豫o B�sica; Valoriza豫o da Educa豫o
Infantil; Constitui豫o de espa�os formativos para a aprendizagem docente;
Autonomia e saberes docentes nas pr�ticas pedag�gicas; Articula豫o
entre a escola e a universidade e o PIBID; Expans�o do Ensino Superior.
Esse
estudo deu um importante passo na medida que identificou as principais
tem�ticas presentes nos artigos que versam sobre a forma豫o docente no campo
das pol�ticas educacionais nos �ltimos tr�s anos, podendo contribuir para novas
discuss�es e produ豫o de conhecimento. Contudo destacamos que esses achados se
constitu�ram a partir de um processo metodol�gico que possu� as suas
especificidades e particularidades, tendo em vista que a pesquisa qualitativa �
bastante din�mica. Desta forma, compreendemos que processos metodol�gicos
distintos podem sinalizar para outros (ou os mesmos) resultados.
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SOBRE O AUTOR
ADILSON DE SOUZA BORGES � Mestre em Educa豫o pela
Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), doutorando em Educa豫o na
Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC), professor de Artes e M�sica da
rede municipal de ensino de Faxinal dos Guedes (SC).
E-mail: adilsonsb@hotmail.com
Recebido em: 14.07.2020
Aceito em: 16.07.2020