Do Modelo Crítico de Expansão do Setor Imobiliário Brasileiro ao Programa Minha Casa Minha Vida

Bruno Xavier Martins

Resumo


Este trabalho tem por objetivo traçar um percurso do mercado imobiliário brasileiro que vai da abertura de capital de suas principais incorporadoras nos anos de 2006 e 2007 até o lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida no começo de 2009, como medida emergencial de resposta à grande crise de 2008 e ao colapso já deflagrado no próprio setor a partir da entrada dessas incorporadoras na bolsa de valores. Buscamos, assim, entender as relações críticas que se desenrolaram desse processo de comunhão entre o ritmo de remuneração do capital financeiro mundial e o endividamento geral da sociedade brasileira. O Programa Minha Casa Minha Vida parece dar um forte impulso no processo de internalização do funcionamento do capital fictício no Brasil, em que o Estado nacional, incorporadoras e indivíduos passam a ter na dívida a única forma (crítica) de inserção e permanência no mercado.

Palavras-chave


Programa Minha Casa Minha Vida; endividamento; setor imobiliário; capital fictício; urgência.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2016.v18i36.a13744

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 

Latindex Geodados Periódicos CAPES

GEOgraphia - Revista  do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense

Rua Gal. Milton Tavares, s/n, sala 508, Boa Viagem - Niterói - RJ,

CEP 24210-346

Periodiciodade Quadrimestral - ISSN 15177793 (impresso). Os conteúdos da Revista GEOgraphia estão licenciados em CC BY.