O PARQUE ESTADUAL DO SUMIDOURO (MG): CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS E O FECHAMENTO DAS PEDREIRAS

Amanda Figueiredo Pereira, Maíra H. O. Costa, Sophia P. de Faria, Gregory N. Santos

Resumo


O artigo trata da relação entre o Parque Estadual do Sumidouro - PES e os moradores do entorno. No passado, as principais atividades econômicas no entorno do PES eram as serrarias e pedreiras de Pedra Lagoa Santa e, atualmente, grande parte está interditada por falta de licença ambiental. O objetivo desse estudo foi analisar a existência de conflitos entre essa população e o PES, assim como o uso público do espaço do parque. A hipótese formulada é de que há uma relação negativa entre o PES e a população, na medida em que o fechamento das pedreiras ocorreu concomitantemente à implantação do parque. Foram realizadas três visitas ao PES para reconhecimento da área e coleta de dados, incluindo sete entrevistas qualitativas com moradores do entorno, moradores ligados à atividade de extração da pedra e trabalhadores do PES. A partir das entrevistas realizadas foi possível perceber que grande parte se mostrou insatisfeita com a falta de diálogo e que os entrevistados atribuem o fechamento das pedreiras à criação do PES. Constatou-se que os moradores têm dificuldade de compreender a relação entre as competências de cada órgão integrante da política ambiental, atribuindo erroneamente funções aos órgãos. A análise das entrevistas permitiu confirmar a hipótese do projeto, ou seja, há um conflito socioambiental no entorno do PES e isso tem relação com o fechamento das pedreiras. Para a minimização dos conflitos foram propostas medidas como: a criação de uma equipe para lidar com os conflitos, no cenário da Parceria Público Privada, e o desenvolvimento mais efetivo de uma educação ambiental voltada à comunidade, a fim de melhorar a relação entre o PES e os moradores do seu entorno.


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