SAMBAQUIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO: MUSEALIZAÇÃO COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO

Alícia Bertoloto Tagliolatto, Anderson Passos, Gabriela Marques, Iuri Pacheco, Luciano Rapagnã, Melanie Lopes da Silva, Thayse Cristina Pereira Bertucci

Resumo


Sítios arqueológicos distribuídos ao longo da costa brasileira, os sambaquis, evidenciam e permitem a recuperação de informações sobre o homem e o ambiente de milênios atrás através de vestígios deixados por populações humanas. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação prevê a preservação desses sítios que pode ser realizada através da criação de Unidades de Conservação ou Museus Arqueológicos. Como consequência, tem-se a valorização e a preservação da história e da memória cultural na ocupação indígena, além da consolidação da proteção ao patrimônio cultural. O presente trabalho consiste na avaliação das leis que conferem a preservação dos sambaquis, no estudo de dois modelos de conservação: Sítio Arqueológico Sambaqui da Tarioba (Rio das Ostras/RJ) e Museu do Sambaqui da Beirada (Saquarema/RJ)  e, por fim, na proposta de um modelo de conservação para os Sambaquis da Ilha de Cabo Frio (Arraial do Cabo/RJ) inseridos em uma área de proteção, RESEX-MAR Arraial do Cabo.


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