Subjetividades intoxicadas, desempenho e o mercado da performance educacional

Flávia Cristina Silveira Lemos, Antonino Alves da Silva, Feliciana Ueyama, Wagner Dias Caldeira

Resumo


Esse artigo aborda, em formato conceitual, uma problematização do mercado da educação em saúde enquanto dispositivo de governo da vida, no contemporâneo. A compra, a venda, a negociação, o investimento, empreendedorismo e tóxicos a eliminar se tornam palavras de ordem, na rede de práticas prescritas para realizar subjetividades empresariais, dirigidas ao lucro e alto rendimento com máxima submissão política e com ganhos econômicas cada vez maiores. Pensar e interrogar esse processo de subjetivação e de controle da vida pela gestão da segurança e minimização do medo de envelhecer e de ficar refém da ausência de trabalho e relacionamentos amorosos, de amizade e de sociabilidade de lazer instrumental, passa a ser uma preocupação constante. Render e desempenhar performances de saúde e de máxima superação de si nos exercícios e na produtividade vai dando um tom de capitalização dos corpos e dos afetos cada vez maior.


Palavras-chave


Empresa; Saúde; Educação; Biopolítica; Desempenho.

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DOI: https://doi.org/10.22409/ayvu.v3i2.22222

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