Cinema, subjetividade e as potências do falso

Danilo Melo

Resumo


Apoiado no conceito nietzscheano de Potências do Falso, Deleuze estende a crítica ao ideal de verdade da filosofia para o cinema, encontrando em Orson Welles, dentre outros cineastas, o maior expoente desta crítica. Acompanhando estas ideias, pretendemos apresentar neste artigo as questões que concernem a uma superação dos sistemas de julgamento que constrangem a vida e instalam processos de subjetivação balizados por fronteiras que distinguem e separam o real e o imaginário em função de um modelo prévio de “verdade”. Tal superação é proposta por Nietzsche/Welles através da criação artística, que é acionada pelo aumento da potência de falsificação ou fabulação das fronteiras que regulam nossa relação com a “realidade”. A mais alta potência do falso é, por fim, pensada como a única oportunidade para a arte e para a vida.


Palavras-chave


cinema; subjetividade; potência do falso; vida; criação.

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DOI: https://doi.org/10.22409/ayvu.v4i1.22230

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