Percepção e vida psíquica em Bergson: por uma psicologia da experiência do movente

Danilo Melo, Israel Carvalho Tebet

Resumo


Este artigo apresenta contribuições da filosofia de Henri Bergson para pensar os processos de constituição e mudança da percepção e da subjetividade. Tem como ponto de partida a relação entre percepção e mundo material movente, da qual decorre o discernimento; seguido da relação entre percepção e memória, que dá origem à representação; e por fim, a relação entre percepção e inteligência, de onde emergem os círculos adaptativos que ligam os corpos ao seu meio familiar. Em seguida, Bergson pensa como o salto para fora destes círculos permite recuperar a mobilidade da qual procederam e proporcionar condições para uma experiência da mudança da percepção e da subjetividade. Finalmente, situamos os processos perceptivos neste quadro conceitual para pensar uma Psicologia que leve em consideração esta experiência do movente em suas práticas e conhecimentos.


Palavras-chave


percepção; subjetividade; Henri Bergson; experiência; mudança

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DOI: https://doi.org/10.22409/ayvu.v6i0.28543

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Equipe editorial

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