Registro Botânico da expedição de Langsdorff ao interior do Rio de Janeiro e Minas Gerais (1824-1825)

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DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.22760937

Resumen

Este artigo analisa os registros botânicos presentes no primeiro diário de campo de Georg Heinrich von Langsdorff, produzido durante a etapa inicial da Expedição Langsdorff ao interior do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, entre 1824 e 1825. A pesquisa, de caráter qualitativo, documental e histórico, baseou-se na leitura sistemática do diário, com identificação e transcrição das citações botânicas, incluindo nomes vernáculos e científicos, descrições de ambientes, referências de uso e observações sobre disponibilidade de espécies. A partir desse levantamento, os registros foram confrontados com a atualização nomenclatural proposta por Stehmann e com dados da plataforma Reflora. Os resultados evidenciam que o diário reúne menções heterogêneas, que articulam inventário naturalista, observação ecológica e saberes locais sobre plantas medicinais, alimentares e utilitárias. As citações revelam a travessia de diferentes paisagens vegetais, incluindo áreas de Mata Atlântica, cerrado e campos rupestres, além de documentarem práticas de coleta, circulação de espécimes e usos terapêuticos de espécies como guaco, jaborandi, mil-homens e ipecacuanha. O estudo demonstra que o diário de Langsdorff constitui fonte relevante para a história das ciências e para a história ambiental, ao registrar não apenas a diversidade florística do percurso, mas também relações entre exploração de recursos, circulação de conhecimentos e produção do saber botânico no Brasil oitocentista

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Publicado

2026-09-15