Futebol e mulheres no Brasil: um balanço da produção acadêmica (1980-2022)

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Resumo

Este artigo propõe mapear e analisar o campo em formação e desenvolvimento das pesquisas sobre mulheres e futebol no Brasil, com foco nas Teses e Dissertações defendidas e publicadas no período de 1980 a 2022. Para isso, foi realizado um levantamento no Catálogo de Teses e Dissertações da Capes, utilizando diversas palavras-chave, somando os resultados aos de levantamentos anteriores. O corpus final de análise reuniu 77 trabalhos (58 dissertações de mestrado acadêmico, 1 de mestrado profissional e 18 teses de doutorado). Os resultados indicam que a produção sobre o tema é tardia (o primeiro trabalho é de 1997) e se intensificou em anos recentes, com um crescimento notável a partir de 2010. Há uma preponderância de trabalhos nas regiões Sudeste (50,6%) e Sul (31,2%), e a área da Educação Física é a mais atuante. A maior parte dos estudos aborda o futebol praticado por mulheres (jogadoras), mas há um crescimento recente no interesse por mulheres em outras atividades (treinadoras, torcedoras, gestoras, árbitras). Além disso, a autoria dos trabalhos é majoritariamente de mulheres (72,9%). Em comparação com o cenário até 2010, os achados demonstram uma consolidação e diversificação do campo, evidenciada pelo aumento do número de produções por ano, o crescimento do corpo de pesquisadoras/as dedicados ao tema e a ampliação das instituições e estados de origem dos trabalhos.

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Biografia do Autor

  • Luiza Aguiar dos Anjos, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG)

    É professora de Educação Física do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), campus Timóteo. É Doutora em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Mestre em Estudos do Lazer (2013) e Especialista em Estudos do Lazer (2011) pela UFMG. Possui graduação em Educação Física, modalidades licenciatura e bacharelado, pela UFMG (2009). Faz parte do Pensado a Educação Física Escolar, do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG), Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas (GEFuT), da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO), da UFMG, e do Grupo de Estudos sobre Esporte, Cultura e História (GRECCO), da Escola de Educação Física, da UFRGS. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Gênero e Sexualidades, Futebol e Torcidas, Lazer e Escola. Atualmente, é tutora do Programa de Educação Tutorial Interdisciplinar de Timóteo (PETIT).

  • Marina de Mattos Dantas, Universidade do Estado de Minas Gerais

    Psicóloga (CRP 04/28.914). Doutora em Ciências Sociais pela PUC-SP, com período sanduíche na Argentina (Universidad de Buenos Aires). Mestre em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atua como professora designada no Departamento de Psicologia da Universidade do Estado de Minas Gerais. É pesquisadora no Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas (GEFuT/UFMG), atualmente vice-líder do grupo, no qual se dedica a estudos sobre o futebol, relações de poder e produção de subjetividades. Participa da produção do Programa Óbvio Ululante na Rádio UFMG Educativa e também do Grupo de Estudos e Pesquisas em Psicologia Social do Esporte (GEPSE/UFMG), sendo uma das fundadoras do grupo. É também vice-líder do Grupo de Estudos e Pesquisas Socioculturais em Educação Física e Esporte (GEPESEFE/UEMG). É professora colaboradora no Núcleo de Projetos de Apoio Psicossocial a Estudantes (NUPAPE/UEMG) e também integrante do Grupo de Trabalho Esporte, Cultura e Sociedade, do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (CLACSO). Tem interesse nas áreas relacionadas à Psicologia Social e Institucional, Psicologia da Educação, Psicologia do Trabalho e Psicologia do Esporte.

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Publicado

2025-12-30

Edição

Seção

Dossiê