A artificialidade da justiça em Hume: o motivo para ação justa e obrigação moral
DOI:
https://doi.org/10.22409/reh.v8i1.67714Resumo
Alguns autores argumentam que Hume não consegue fornecer um motivo que torne o respeito pela propriedade uma ação virtuosa. O propósito deste artigo é demonstrar, a partir das teses de Hume, a relação entre o redirecionamento do autointeresse e o motivo que concede ao ato de seguir regras uma virtude e, portanto, uma obrigação moral. Porém, para que a realização dos atos de justiça, a normatividade das regras e a ideia de virtude sejam firmadas e suficientemente estáveis é necessário preencher certas lacunas. Este artigo irá considerar três pontos: (1) os argumentos elaborados por Hume para caracterizar a justiça como uma virtude artificial; (2) demonstrar que tal artificialidade não compromete os requisitos do modelo motivacional da teoria das virtudes humeana e (3) apontar os passos transitórios que vinculam e dão continuidade a ambas as virtudes, o que explica a adesão naturalizada do agente às convenções e a motivação necessária para um dever interno adquirido.
Palavras-Chaves: Virtude artificial, Justiça, Obrigação Moral,
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