A artificialidade da justiça em Hume: o motivo para ação justa e obrigação moral
DOI:
https://doi.org/10.22409/reh.v8i1.67714Resumo
Alguns autores argumentam que Hume não consegue fornecer um motivo que torne o respeito pela propriedade uma ação virtuosa. O propósito deste artigo é demonstrar, a partir das teses de Hume, a relação entre o redirecionamento do autointeresse e o motivo que concede ao ato de seguir regras uma virtude e, portanto, uma obrigação moral. Porém, para que a realização dos atos de justiça, a normatividade das regras e a ideia de virtude sejam firmadas e suficientemente estáveis é necessário preencher certas lacunas. Este artigo irá considerar três pontos: (1) os argumentos elaborados por Hume para caracterizar a justiça como uma virtude artificial; (2) demonstrar que tal artificialidade não compromete os requisitos do modelo motivacional da teoria das virtudes humeana e (3) apontar os passos transitórios que vinculam e dão continuidade a ambas as virtudes, o que explica a adesão naturalizada do agente às convenções e a motivação necessária para um dever interno adquirido.
Palavras-Chaves: Virtude artificial, Justiça, Obrigação Moral,
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2025 Celina Alcantara Brod

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Para submeter um manuscrito, os autores devem realizar o cadastro na plataforma, fornecer os dados solicitados e seguir as orientações recomendadas. Para tanto, será necessário apresentar o número da identidade de pesquisador. Para obtê-lo, é necessário realizar o cadastro na plataforma Open Researcher and Contributor ID (ORCID).
Ao submeter um manuscrito, os autores declaram sua propriedade intelectual sobre o texto e se comprometem com todas as práticas legais relativas à autoria. A submissão implica, ainda, na autorização plena, irrevogável e gratuita de sua publicação na REH, a qual se responsabiliza pela menção da autoria.
A REH tem acesso aberto e não cobra pelo acesso aos artigos.
Orientando-se pelo princípio de que tornar público e disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico contribui para a democratização mundial do conhecimento, a REH adota a política de acesso livre e imediato ao seu conteúdo.
No mesmo sentido, a REH utiliza a licença CC-BY, Creative Commons, a qual autoriza que terceiros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do trabalho, inclusive para fins comerciais, desde que se reconheça e torne público o crédito da criação original.