Da cruz às espadas: A autoridade política no pensamento medieval ocidental
DOI:
https://doi.org/10.22409/17pgh919Resumo
Resumo
Cristianismo desempenhou papel de relevo na conformação do entendimento que hoje trazemos sobre a autoridade política no Ocidente. A Igreja tornou-se “romana”, no que se adaptou ao pensamento político da Roma Antiga. Constantino, o Grande, chegou a recorrer à Igreja para assegurar ao Império – já decadente – a proteção do “Deus todo-poderoso”. Na mão oposta, a Cristandade emulou os passos do Império, conseguindo, por fim, superar as tendências antipolíticas e antiinstitucionais que, num primeiro momento, cercavam o credo. A Cristandade obteve êxito onde os helênicos e os romanos falharam, criando uma nova e mais poderosa idéia de comunidade. Embora a natureza dessa comunidade contrastasse abertamente com os ideais clássicos, e o seu propósito histórico atravessasse o tempo e o espaço, ela continha em si germes de solidariedade e de inclusão, que deixariam marca no pensamento do Ocidente. A difusão acelerada do cristianismo e a evolução do seu complexo institucional foram acompanhadas por uma politização da Igreja, perceptível no comportamento e na linguagem, cuja seqüela mais inesperada foi inculcar continuamente nos povos os padrões de educação política. A noção de “civilidade”, base para a compreensão dos direitos civis hodiernos, não deixa de ser um legado da Igreja Cristã Romana.
Palavras-chave:
Autoridade Política, Igreja Cristã Romana
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista Estudos Hum(e)anos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Para submeter um manuscrito, os autores devem realizar o cadastro na plataforma, fornecer os dados solicitados e seguir as orientações recomendadas. Para tanto, será necessário apresentar o número da identidade de pesquisador. Para obtê-lo, é necessário realizar o cadastro na plataforma Open Researcher and Contributor ID (ORCID).
Ao submeter um manuscrito, os autores declaram sua propriedade intelectual sobre o texto e se comprometem com todas as práticas legais relativas à autoria. A submissão implica, ainda, na autorização plena, irrevogável e gratuita de sua publicação na REH, a qual se responsabiliza pela menção da autoria.
A REH tem acesso aberto e não cobra pelo acesso aos artigos.
Orientando-se pelo princípio de que tornar público e disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico contribui para a democratização mundial do conhecimento, a REH adota a política de acesso livre e imediato ao seu conteúdo.
No mesmo sentido, a REH utiliza a licença CC-BY, Creative Commons, a qual autoriza que terceiros distribuam, remixem, adaptem e criem a partir do trabalho, inclusive para fins comerciais, desde que se reconheça e torne público o crédito da criação original.