Empirismo e ceticismo a partir da definição de ciência demonstrativa no Tratado da natureza humana

Autores

  • Rafael Bittencourt Santos

DOI:

https://doi.org/10.22409/reh.v7i1.67697

Resumo

A atitude de Hume para com a geometria no Tratado da Natureza Humana parece ambígua: por um lado, classifica as suas máximas como sendo aproximadamente verdadeiras, por outro, apresenta uma proposição da geometria como seu primeiro exemplo de conhecimento. Defendo que não há ambiguidade na sua postura: as proposições da geometria devem ser consideradas como verdades imprecisas, não como falsidades próximas à verdade. Isso é admissível a partir de uma compreensão do conhecimento como sendo exato na medida necessária para o uso que fazemos dele. Assim, a abordagem de Hume da geometria torna-se um bom caso para ilustrar sua concepção do conhecimento bem como para compreender a relação mais geral entre a sua posição empirista e a sua posição cética.

 

Palavras-chave: Geometria; Espaço; Conhecimento; Empirismo; Ceticismo.

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Biografia do Autor

  • Rafael Bittencourt Santos

    Universidade Federal do Rio Grande do Sul 

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Publicado

18/08/2025