Sobre as Duas Definições de Causa em David Hume: entre a ontologia e a genética da crença
DOI:
https://doi.org/10.22409/hj78wj96Resumo
No presente artigo pretendemos, primeiramente, discutir as diferenças entre as definições de causa do Tratado e da primeira Investigação, visto que esta distinção será importante argumento em favor de nossa interpretação a ser defendida. Na sequência, expomos a interpretação ontológica de Paul Russell sobre as definições de causa e daí extraímos consequências epistemológicas. Apontaremos três possíveis objeções para serem comparadas com a interpretação de Helen Beebee e verificar se ela as evita. Assim, pretendemos argumentar que a forma mais coerente de esclarecer essa discussão é entendendo que não se trata de condições necessárias e suficientes para utilizar um termo, como poderíamos imaginar quando Hume utiliza o termo “definição”, mas analisar a partir da distinção entre relação filosófica e natural tendo em vista a primazia do aspecto genético da causalidade.
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