AS MULHERES DE OVÍDIO: PUELLAE, FEMINAE, MULIERES, DOMINAE ET AMICAE

Autores

  • Ana Lúcia Santos Coelho Doutoranda em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

DOI:

https://doi.org/10.22409/rh.v2i2.10576

Palavras-chave:

Principado de Augusto, Ovídio, Representações, Mulheres.

Resumo

A Ars Amatoria, escrita pelo poeta latino Ovídio, é uma espécie de manual de galanteio no qual o autor apresenta conselhos amorosos aos homens e mulheres que viviam na Roma do imperador Augusto. A fim de transmitir os seus ensinamentos, o poeta organizou a obra em três livros, sendo os dois primeiros dedicados ao sexo masculino e o terceiro, ao sexo feminino. Esse último livro, aliás, se destaca no conjunto da obra, uma vez que Ovídio, mesmo inserido em uma sociedade fortemente patriarcal e adepta das hierarquias, coloca as mulheres em lugares de protagonismo. Ao realizar essa divisão mais fluida entre os gêneros, distancia-se das perspectivas literárias dominadas pela percepção masculina, que rotulam as mulheres como inferiores devido apenas às demarcações biológicas. Nesse sentido, o objetivo desse artigo é analisar as representações femininas construídas por Ovídio, bem como as relações amorosas protagonizadas pelas mesmas. O referencial teórico e a metodologia empregadas foram, respectivamente, o da História Cultural e a Análise de Conteúdo.

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Biografia do Autor

Ana Lúcia Santos Coelho, Doutoranda em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Doutoranda em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), na área de concentração em Poder e Linguagens. Mestra em História Social das Relações Políticas pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Especialista em Educação de Jovens e Adultos pelo Instituto Superior de Educação de Afonso Cláudio (ISEAC). Licenciada em História (UFES). É pesquisadora integrante do Laboratório de Estudos sobre o Império Romano (LEIR-UFOP).

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Publicado

2016-10-08