ALTERAÇÕES EM FÍGADO DE CAMUNDONGOS EXPOSTOS A FUMAÇA DO NARGUILÉ E CIGARRO ELETRÔNICO POR 90 DIAS
DOI :
https://doi.org/10.22409/tqf0fg35Résumé
A utilização do narguilé e do cigarro eletrônico, comercializados como alternativas menos nocivas, tem suscitado preocupações. O fumo dos narguilés libera mais de 4800 substâncias químicas identificadas, incluindo substâncias tóxicas. Também os cigarros eletrônicos contêm elementos nocivos como o formaldeído e metais pesados. Desta forma, ambos podem ser prejudiciais para a saúde dos utilizadores e merecem atenção e investigação, para além dos danos nas vias respiratórias. O objetivo deste estudo é avaliar possíveis alterações no tecido hepático de camundongos expostos a esses vapes e narguilés, considerando que há estudos demonstrando alterações no fígado associadas ao cigarro convencional. Trinta ratos Swiss fêmeas foram divididos em grupos de controle, cigarro eletrônico e narguilé, expostos a 4 gramas de tabaco para narguilé com sabor a maçã Mizo® e carvão vegetal Bamboo Brazil® e cigarro eletrônico-Joyetech® e VapeBoss® Salt line E-liquid 35 mg de nicotina durante 30 minutos por dia, durante 90 dias. O grupo do narguilé apresentou alterações histológicas como extravasamento hemorrágico, vacuolização de hepatócitos e alterações nas células de Kupffer. O grupo do cigarro eletrônico apresentou inflamação, extravasamento hemorrágico, aumento das células de Kupffer, dilatação vascular, vacuolização dos hepatócitos e ectasia dos vasos sanguíneos. O estudo conclui que tanto o cigarro eletrônico como o fumo do narguilé têm o potencial de induzir alterações hepáticas, enfatizando a necessidade de mais investigação sobre as consequências do seu uso para a saúde. Apesar dos danos identificados nos estudos, há uma falta de políticas ou regulamentos relativos ao uso do narguilé, destacando a importância de medidas de saúde pública para abordar estas preocupações.
Palavras-chave: Narguilé, Cigarro Eletrônico, Tabagismo, Fígado, alterações hepáticas.