FATORES ASSOCIADOS À CONCLUSÃO DO TRATAMENTO ODONTOLÓGICO EM UMA CLÍNICA-ESCOLA
DOI:
https://doi.org/10.22409/p0mk3660Resumo
As Instituições de Ensino Superior (IES) em saúde devem formar profissionais capacitados para atender à diversidade de pacientes, garantindo tratamentos odontológicos de qualidade. No entanto, um grande desafio é o abandono dos tratamentos em clínicas-escola, comprometendo a resolutividade e a satisfação dos pacientes. Diante disso, este estudo buscou estimar a prevalência de conclusão de tratamentos e identificar fatores associados em uma clínica-escola no Nordeste brasileiro. Utilizou-se um estudo transversal de abordagem quantitativa, analisando prontuários de 2017 a 2023, considerando variáveis sociodemográficas, clínicas e de tratamento. A análise estatística incluiu regressão logística ao nível de p = 0.05. O estudo foi aprovado por comitê de ética (Parecer 7.085.933). A amostra incluiu 775 prontuários de pacientes, revelando que houve conclusão do tratamento proposto em 69% (n = 535) deles. A maioria destes demandou tratamento periodontal (58,1%; n = 450), e não tinham necessidade de tratamento cirúrgico (89,7%; n = 695) ou endodôntico (85,8%; n = 665). A análise multivariada identificou como fatores impeditivos à conclusão do tratamento odontológico ter idade ≥26 anos; ser do sexo masculino; estar com tratamento médico em curso; e necessitar de cirurgias ou tratamento endodôntico (p<0.05). A identificação do perfil do paciente permitirá direcionar estratégias para ampliar o acesso e a permanência dos demais grupos, especialmente homens e pacientes com maior complexidade clínica e por meio de ações de acolhimento, comunicação eficaz e flexibilização no atendimento, promovendo um cuidado mais equitativo na clínica-escola.
Palavras-chave: Assistência Odontológica. Prontuários Médicos. Clínicas Odontológicas. Alta do paciente.