Racialização e vozes dissonantes na historiografia sobre o Egito faraônico
DOI:
https://doi.org/10.22409/0y5btp43Palabras clave:
Historiografia, História da África, Racialização, História do EgitoResumen
Este artigo objetiva realizar uma análise historiográfica de obras referentes à escrita da história faraônica. Esta escrita da história foi primeiramente consolidada na Egiptologia literária e acadêmica europeia oitocentista, também fortalecida com o colonialismo racialista. Além disso, esse processo influenciou diversos postulados defendidos por intelectuais africanos e afrodescendentes que permearam este ambiente acadêmico europeu, mas apropriando e complementando estes conhecimentos sobre o passado egípcio, de forma a inverter a pirâmide racialista europeia em seus estudos. Nesse sentido, essas novas teorias colocavam o Egito sob o manto da raça negra, ao fragmentar as perspectivas acerca dos antigos. Ao analisar os processos de construção das interpretações, discursos e retratos historiográficos referentes ao Egito faraônico, procuramos compreender de que maneira ocorreram os processos de racialização na escrita da história egípcia e os usos deste passado.
