As constituintes da moral medieval católica: como os vícios humanos se tornaram os sete pecados capitais
DOI:
https://doi.org/10.22409/nraq2y10Palabras clave:
Os sete pecados capitais, Moral medieval, Doutrina católica.Resumen
Este artigo pretende mapear os principais documentos dos pensadores responsáveis por formular o que se tornou a lista dos pecados capitais. Analisando o pensamento aristotélico acerca dos vícios humanos, conseguimos compreender sua influência essencial para a construção dessa doutrina tão articulada. Pensadores como Evágrio Pôntico, Aurélio Prudêncio, João Cassiano, Gregório Magno, Pedro Abelardo, Santo Agostinho, Dante Alighieri e São Tomás de Aquino tornaram-se responsáveis por estabelecer uma ordenação dos maiores vícios da alma, classificando-os e reconfigurando-os dentro da moral católica, e consolidando a ideia de pecado. Compreender como se constituiu essa lista de pecados é, antes de tudo, conceber numa nova dimensão as condutas humanas rejeitadas, transformando-as, através de um "imaginário", em ferramentas da catequização religiosa.
