Grafitos e tabus nas organizações: um estudo iconográfico em banheiros

Autores

  • Alexsandra Nascimento da Silva Universidade Federal de Minas Gerais
  • Luiz Alex Silva Saraiva Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

DOI:

https://doi.org/10.12712/rpca.v11i1.466

Resumo

Partindo do pressuposto de que os banheiros constituem lugares “à margem” da organização, já que são espaços de passagem e se destinam à excreção, nesse estudo se analisa de que forma a comunicação expressa relações sociais na organização. Foi feita uma pesquisa iconográfica, baseada em fotografias de grafitos de 78 banheiros de uma universidade, material examinado por meio da análise de conteúdo. Os grafitos analisados expressam tabus ligados à sexualidade e à escatologia, e mesmo sendo o banheiro um não-lugar, onde a livre expressão é “tolerada”, há tentativas de controle nos níveis individual, organizacional e social. As principais contribuições apontam que inclusão e exclusão são estreitamente relacionadas às relações de poder. Os sujeitos alinhados à posição hegemônica condenam a diferença entre os sujeitos e, ao valorizar a homogeneidade, submetem os indivíduos à medida que controlam sua forma de se comunicar nas organizações.

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Biografia do Autor

Alexsandra Nascimento da Silva, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestranda e Bacharela em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Administradora da Universidade Federal de Minas Gerais.

Luiz Alex Silva Saraiva, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG

Doutor em Administração pela Universidade Federal de Minas Gerais. Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais.

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Publicado

2017-04-11

Edição

Seção

Artigos/Papers