A dualidade alegórica da catástrofe em ‘O quase fim do mundo’, do escritor angolano Pepetela

Maria Geralda Miranda, Reis Friede, Katia Avelar

Resumo


O presente trabalho tem como objeto de estudo o romance O quase fim do mundo, do escritor angolano Pepetela.  Obra impactante que relata a situação vivenciada por um pequeno grupo de sobreviventes de uma catástrofe mundial, provocada pelo lançamento de raios de uma arma de destruição em massa, criada por fanáticos da intolerância. O estudo parte do conceito de alegoria, do modo como Walter Benjamin a concebe, para, em seguida, situar as representações dos personagens, do tempo e do espaço, na estrutura romanesca. A feição simbólica da catástrofe será debatida, a partir de uma visão dual, tendo em vista que toda ruína engendra um novo começo. Os sobreviventes tiveram que primeiro tentar entender os sentidos do desastre para, depois, começarem a reestruturar suas vidas em outras bases.  A relação dos personagens-sobreviventes com os bens de consumo: dinheiro, jóias, roupas, carros, aviões, mereceu também a nossa atenção, porque os “valores de uso e de troca” de produtos são totalmente alterados.

Palavras-chave


Pepetela, alegoria, catástrofe, dualidade, recomeço.

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DOI: https://doi.org/10.22409/abriluff.v7i14.29854

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ISSN: 1984-2090 (online)


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