Ursamaior, de Mário Cláudio: sete estrelas, um corpo cadente

Mariana Caser da Costa

Resumo


No ano 2000, o escritor português Mário Cláudio lança Ursamaior, romance que não escapa à tendência do autor de ficcionalizar dados do real. O livro, juntamente com Oríon (2003) e Gémeos (2004), compõe o que Maria Theresa Abelha Alves denomina a “Trilogia das Constelações”. O primeiro elemento desse tríptico romanesco expõe diversas formas de violência, entre as quais uma desgastante cena de estupro sofrida por Jorge, última estrela a compor a constelação de Ursamaior. Partiremos, portanto, dessa cena, de modo a refletir sobre o papel preponderante do lúdico sobre o corpo enlutado, aos moldes do que propõe, por exemplo, Walter Benjamin, na Origem do drama barroco alemão. Igualmente, procuraremos enfatizar o jogo intersemiótico que estabelece diálogo entre a literatura e outras linguagens artísticas, neste romance, notadamente, o cinema. Por fim, a escrita será entendida como forma de sutura de almas e corpos dilacerados, ou ainda como forma de reorganização do caos, destacando-se o caráter neobarroco do par luto-jogo, além da autorreflexão e da metalinguagem como estratégias textuais não raro evidenciadas pelas obras marioclaudianas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.22409/abriluff.2017n18a411


Palavras-chave


Mário Cláudio; violência física; sublimação pela arte.

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DOI: https://doi.org/10.22409/abriluff.v9i18.29926

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ISSN: 1984-2090 (online)


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