A apropriação camoniana no século XXI: Gonçalo M. Tavares e a Índia

Evelyn Blaut Fernandes

Resumo


Partindo do reconhecimento de que a obra de Luís de Camões consiste na pedra angular do cânone literário português, este artigo pretende refletir sobre a relação d’Os lusíadas, enquanto símbolo da própria memória de uma cultura, com Uma viagem à Índia: melancolia contemporânea (um itinerário), de Gonçalo M. Tavares. Desde o destino expresso no título até a repetição da estrutura da epopeia camoniana, o texto do século XXI evidencia a influência da obra quinhentista. Por outro lado, o deslocamento da personagem Bloom em contexto de perseguição e fuga problematiza o épico, enquanto também avança na leitura dialética das contradições do amor. Ao acompanhar o itinerário dessa (contra)epopeia, este artigo procura apontar convergências e divergências entre Uma viagem à Índia e Os lusíadas.


Palavras-chave


Luís de Camões; ficção portuguesa contemporânea; Gonçalo M. Tavares.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22409/abriluff.v11i23.30285

Apontamentos

  • Não há apontamentos.



ISSN: 1984-2090 (online)


Indexado em:

Periódicos UFF

Latindex Periódicos CapesDiadorimSumarios.org EZBABECLivreSHERPA-RoMEO MLADialnet


Licença Creative Commons
A Revista Abril utiliza uma licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0).