Portugal como espaço de rupturas e permanências em A geração da utopia, de Pepetela

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.68647

Palavras-chave:

A Geração da Utopia, Angola, Portugal, Revolução dos Cravos

Resumo

Este artigo pretende analisar as relações entre A Geração da Utopia, de Pepetela, e a Revolução dos Cravos, em Portugal. A obra acompanha a trajetória de quatro angolanos ao decorrer de trinta anos na História (1961 a 1991), que têm suas vidas permeadas pelo aspecto revolucionário em todas as instâncias. As representações presentes na obra convergem para a compreensão da História através da Literatura, apresentando a indissociabilidade entre a história de Portugal e a de Angola. A Revolução dos Cravos representa um ponto de inflexão na narrativa, simbolizando o colapso do regime salazarista e a possibilidade de consolidação das independências africanas. Na obra, esse momento histórico é retratado como uma ressignificação do domínio e da exploração da população angolana; pois, ao mesmo tempo em que auxilia na independência, também expõe as contradições internas do novo poder revolucionário. A Revolução dos Cravos, assim, é a chave para entender os percursos de rupturas e permanências na obra.

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Biografia do Autor

  • Justine Prinstrop, Universidade Feevale

    Mestra em Processos e Manifestações Culturais (FEVALE, 2022); graduada em História (FEEVALE, 2018); pós-graduanda em Decolonização, racismo e gênero: urgências contemporâneas (EMH); professora de História em Gramado/RS.

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Publicado

2026-07-31

Como Citar

Portugal como espaço de rupturas e permanências em A geração da utopia, de Pepetela. (2026). Abril – NEPA UFF, 18(36), 145-158. https://doi.org/10.22409/abriluff.v18i36.68647