Chamada de Trabalhos para o Dossiê "Estratégias de enfrentamento da LGBTQfobia: experiências transformadoras em políticas públicas, práticas profissionais e representações culturais"

17-08-2026

 

Estratégias de enfrentamento da LGBTQfobia: experiências transformadoras em políticas públicas, práticas profissionais e representações culturais

A revista Gênero, vinculada ao Programa de Estudos Pós-graduação em Política Social da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense (UFF), abre chamada pública de artigos para o dossiê temático “Estratégias de enfrentamento da LGBTQfobia: experiências transformadoras em políticas públicas, práticas profissionais e representações culturais”, coordenado por Emerson Vicente-Cruz (Universidade Estadual Paulista – UNESP), Vítor Blanco-Fernández (Universitat de Barcelona – UB) e Ariadna Angulo-Brunet (Universitat Oberta de Catalunya – UOC).

Este número temático pretende reunir trabalhos que abordem as estratégias coletivas e historicamente situadas de enfrentamento à violência LGBTQfóbica em diferentes contextos sociais, culturais, econômicos e políticos da Iberoamérica, em um cenário global marcado pelo avanço do neoliberalismo e do neoconservadorismo. Essas dinâmicas contemporâneas, impulsionadas pela expansão do capitalismo e pela consolidação de discursos moralizantes e excludentes, reconfiguram os modos de subjetivação, intensificam as desigualdades e promovem formas de violência simbólica, institucional e cotidiana contra corpos, sexualidades e desejos dissidentes.

Partimos do reconhecimento de que a LGBTQfobia constitui uma forma específica de violência estrutural que se articula com outros sistemas de opressão e alienação, manifestando-se nos campos da saúde pública, da saúde mental, da assistência social, da educação, do trabalho, da cultura e da vida comunitária, limitando direitos e aprofundando desigualdades e sofrimento psíquico. Entendemos que as violências LGBTQfóbicas não são fenômenos isolados nem meramente individuais, mas expressões concretas de relações históricas de poder que buscam manter a hegemonia cisheteropatriarcal.

Pensando em contribuir para esse debate, este dossiê busca promover reflexões e análises sobre ações concretas que expressem a práxis transformadora de sujeitos, coletivos e movimentos sociais frente à violência LGBTQfóbica. Incluem-se pesquisas originais, experiências de políticas públicas, práticas comunitárias e clínicas, bem como iniciativas educativas e culturais que tenham demonstrado resultados positivos na detecção, prevenção, redução e enfrentamento dessas violências. Além disso, pretende-se visibilizar os modos pelos quais as experiências de resistência se articulam com processos de memória, reparação simbólica e fortalecimento coletivo, destacando o papel da educação crítica, do acompanhamento psicossocial e da criação de espaços seguros como práticas emancipatórias.

Perspectivas e temas de interesse

O dossiê pretende reunir diferentes perspectivas disciplinares (como psicologia, sociologia, educação, comunicação, estudos culturais, direito, serviço social, antropologia e saúde/saúde coletiva) juntamente com experiências provenientes de diferentes países. Busca-se, ainda, problematizar os limites e as possibilidades das instituições diante da violência estrutural, explorando a tensão entre cooptação e burocratização, por um lado, e resistência e luta, por outro, bem como o papel do Estado, da academia e dos movimentos sociais na disputa pelos sentidos de justiça, cidadania e diversidade.

Entre os temas de interesse, embora não exclusivamente, incluem-se:

  • Processos de resistência e luta frente à LGBTQfobia;

  • Estratégias de enfrentamento da LGBTQfobia;

  • Experiências de implementação de políticas públicas inclusivas;

  • Programas de prevenção em escolas e universidades;

  • Iniciativas comunitárias e de movimentos sociais na defesa de direitos;

  • Ações de acolhimento e acompanhamento de vítimas e sobreviventes da LGBTQfobia;

  • Produção de narrativas e expressões culturais como formas de resistência;

  • Boas práticas profissionais e seu papel no enfrentamento da LGBTQfobia;

  • Formas de LGBTQfobia em plataformas digitais (redes sociais, inteligência artificial) e estratégias de enfrentamento;

  • Alfabetização midiática como ferramenta de combate à LGBTQfobia.

Idiomas aceitos

Português, espanhol e inglês.

Coordenação

Emerson Vicente-Cruz. Pesquisador de pós-doutorado financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Assis, São Paulo, Brasil. emerson.v.cruz@gmail.com

Vítor Blanco-Fernández. Pesquisador de pós-doutorado Juan de la Cierva, Universitat de Barcelona (UB), Barcelona, Espanha. vitor.blanco@ub.edu

Ariadna Angulo-Brunet. Professora Agregada, Universitat Oberta de Catalunya, Barcelona, Espanha. aangulob@uoc.edu

Convidamos pesquisadoras e pesquisadores a submeter artigos teóricos e/ou empíricos que contribuam para o debate sobre as estratégias de enfrentamento da LGBTQfobia e suas implicações para as políticas públicas, as práticas profissionais e as representações culturais. Os trabalhos serão avaliados com base em critérios de originalidade, relevância científica, consistência teórica e metodológica e aprofundamento analítico, em conformidade com as normas editoriais da revista Gênero.

Prazo para submissão: 01/03/2027.

 

Estrategias de afrontamiento de la LGBTQfobia: experiencias transformadoras en políticas públicas, prácticas profesionales y representaciones culturales

La revista Gênero, vinculada al Programa de Estudios de Posgrado en Política Social de la Escola de Serviço Social de la Universidade Federal Fluminense (UFF), abre convocatoria pública de artículos para el dossier temático “Estrategias de afrontamiento de la LGBTQfobia: experiencias transformadoras en políticas públicas, prácticas profesionales y representaciones culturales”, coordinado por Emerson Vicente-Cruz (Universidade Estadual Paulista – UNESP), Vítor Blanco-Fernández (Universitat de Barcelona – UB) y Ariadna Angulo-Brunet (Universitat Oberta de Catalunya – UOC).

Este número monográfico pretende reunir trabajos que aborden las estrategias colectivas e históricamente situadas de afrontamiento frente a la violencia LGBTQfóbica, en diferentes contextos sociales, culturales, económicos y políticos de Iberoamérica, en un marco global de avance del neoliberalismo y del neoconservadurismo. Estas dinámicas contemporáneas, impulsadas por la expansión del capitalismo y por la consolidación de discursos moralizantes y excluyentes, reconfiguran los modos de subjetivación, intensifican las desigualdades y promueven formas de violencia simbólica, institucional y cotidiana contra los cuerpos, sexualidades y deseos disidentes.

Partimos del reconocimiento de que la LGBTQfobia constituye una forma específica de violencia estructural que se entrecruza con otros sistemas de opresión y alienación, y se manifiesta en el ámbito de la salud pública, la salud mental, la asistencia social, la educación, el trabajo, la cultura y la vida comunitaria, limitando derechos y profundizando desigualdades y sufrimiento psíquico. Entendemos que las violencias LGBTQfóbicas no son fenómenos aislados ni meramente individuales, sino expresiones concretas de relaciones históricas de poder que buscan mantener la hegemonía cisheteropatriarcal.

Pensando en contribuir a este debate, este número busca promover reflexiones y análisis sobre acciones concretas que expresen la praxis transformadora de sujetos, colectivos y movimientos sociales frente a la violencia LGBTQfóbica. Se incluyen investigaciones originales, experiencias de políticas públicas, prácticas comunitarias y clínicas, así como iniciativas educativas y culturales que hayan demostrado resultados positivos en la detección, prevención, reducción y atención de estas violencias. Asimismo, se pretende visibilizar los modos en que las experiencias de resistencia se articulan con procesos de memoria, reparación simbólica y empoderamiento colectivo, destacando el papel de la educación crítica, el acompañamiento psicosocial y la creación de espacios seguros como prácticas emancipadoras.

Perspectivas y temas de interés

El dossier pretende reunir distintas miradas disciplinares (por ejemplo, psicología, sociología, educación, comunicación, estudios culturales, derecho, trabajo social, antropología y salud/salud comunitaria) junto con experiencias provenientes de diferentes países iberoamericanos. Se busca, además, problematizar los límites y posibilidades de las instituciones frente a la violencia estructural, explorando la tensión entre cooptación y burocratización, por un lado, y resistencia y lucha, por otro, así como el papel del Estado, la academia y los movimientos sociales en la disputa por los sentidos de justicia, ciudadanía y diversidad.

Entre los temas de interés, aunque no exclusivamente, se incluyen:

  • Procesos de resistencia y lucha frente a la LGBTQfobia;

  • Estrategias de afrontamiento de la LGBTQfobia;

  • Experiencias de implementación de políticas públicas inclusivas;

  • Programas de prevención en escuelas y universidades;

  • Iniciativas comunitarias y de movimientos sociales en la defensa de derechos;

  • Acciones de acompañamiento a víctimas y sobrevivientes de la LGBTQfobia;

  • La producción de narrativas y expresiones culturales como formas de resistencia;

  • Buenas prácticas profesionales y su papel en la lucha frente a la LGBTQfobia;

  • Formas de LGBTQfobia en plataformas digitales (redes sociales, inteligencia artificial) y estrategias frente a ellas;

  • Alfabetización mediática como herramienta contra la LGBTQfobia.

Idiomas aceptados

Portugués, español e inglés.

Coordinación

Emerson Vicente-Cruz. Investigador posdoctoral financiado por la Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Assis, São Paulo, Brasil. emerson.v.cruz@gmail.com

Vítor Blanco-Fernández. Investigadore postdoctoral Juan de la Cierva, Universitat de Barcelona (UB), Barcelona, España. vitor.blanco@ub.edu

Ariadna Angulo-Brunet. Profesora Agregada, Universitat Oberta de Catalunya, Barcelona, España. aangulob@uoc.edu

Invitamos a investigadoras e investigadores a presentar artículos teóricos y/o empíricos que contribuyan al debate sobre las estrategias de afrontamiento de la LGBTQfobia y sus implicaciones para las políticas públicas, las prácticas profesionales y las representaciones culturales. Los trabajos serán evaluados de acuerdo con criterios de originalidad, relevancia científica, consistencia teórica y metodológica y profundidad analítica, siguiendo las normas editoriales de la revista Gênero.

Plazo límite para la submisión: 01/03/2027.

 

Strategies for Confronting LGBTQphobia: Transformative Experiences in Public Policy, Professional Practice, and Cultural Representations

The journal Gênero, affiliated with the Graduate Program in Social Policy at the Escola de Serviço Social of the Universidade Federal Fluminense (UFF), is issuing a call for papers for the special issue “Strategies for Confronting and Combating LGBTQphobia: Transformative Experiences in Public Policy, Professional Practice, and Cultural Representations,” coordinated by Emerson Vicente-Cruz (Universidade Estadual Paulista – UNESP), Vítor Blanco-Fernández (Universitat de Barcelona – UB), and Ariadna Angulo-Brunet (Universitat Oberta de Catalunya – UOC).

This special issue aims to bring together works that address collective and historically situated strategies of confrontation against LGBTQphobic violence in different social, cultural, economic, and political contexts across Ibero-America, within a global framework of advancing neoliberalism and neoconservatism. These contemporary dynamics, driven by the expansion of capitalism and the consolidation of moralizing and exclusionary discourses, reconfigure modes of subjectivation, intensify inequalities, and promote forms of symbolic, institutional, and everyday violence against dissident bodies, sexualities, and desires.

We begin with the recognition that LGBTQphobia constitutes a specific form of structural violence that intersects with other systems of oppression and alienation, and manifests itself in the realms of public health, mental health, social services, education, the workplace, culture, and community life, limiting rights and exacerbating inequalities and psychological suffering. We understand that LGBTQphobic violence is neither an isolated nor a purely individual phenomenon, but rather a concrete expression of historical power relations that seek to maintain cisheteropatriarchal hegemony.

With the aim of contributing to this debate, this issue seeks to promote reflections and analyses on concrete actions that embody the transformative praxis of individuals, collectives, and social movements in the face of LGBTQphobic violence. It includes original research, experiences with public policies, community and clinical practices, as well as educational and cultural initiatives that have demonstrated positive results in the detection, prevention, reduction, and response to such violence. Likewise, it aims to highlight the ways in which experiences of resistance are linked to processes of memory, symbolic reparation, and collective empowerment, emphasizing the role of critical education, psychosocial support, and the creation of safe spaces as emancipatory practices.

Perspectives and Topics of Interest

This special issue aims to bring together diverse disciplinary perspectives (such as psychology, sociology, education, communication, cultural studies, law, social work, anthropology, and health/community health) alongside experiences from various Ibero-American countries. It also seeks to examine the limits and possibilities of institutions in the face of structural violence, exploring the tension between co-optation and bureaucratization, on the one hand, and resistance and struggle, on the other, as well as the role of the state, academia, and social movements in the contest over the meanings of justice, citizenship, and diversity.

Topics of interest include, but are not limited to:

  • Processes of resistance and struggle against LGBTQphobia;

  • Strategies for confronting LGBTQphobia;

  • Experiences in implementing inclusive public policies;

  • Prevention programs in schools and universities;

  • Community and social movement initiatives in the defense of rights;

  • Support initiatives for victims and survivors of LGBTQphobia;

  • The creation of narratives and cultural expressions as forms of resistance;

  • Professional best practices and their role in the fight against LGBTQphobia;

  • Forms of LGBTQphobia on digital platforms (social media, artificial intelligence) and strategies to address them;

  • Media literacy as a tool against LGBTQphobia.

Accepted languages

Portuguese, Spanish, and English.

Coordination

Emerson Vicente-Cruz. Postdoctoral researcher funded by the São Paulo Research Foundation (FAPESP), São Paulo State University “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Assis, São Paulo, Brazil. emerson.v.cruz@gmail.com

Vítor Blanco-Fernández. Juan de la Cierva Postdoctoral Researcher, Universitat de Barcelona (UB), Barcelona, Spain. vitor.blanco@ub.edu

Ariadna Angulo-Brunet. Associate Professor, Universitat Oberta de Catalunya, Barcelona, Spain. aangulob@uoc.edu

 

We invite researchers to submit theoretical and/or empirical articles that contribute to the debate on strategies for confronting LGBTQphobia and their implications for public policy, professional practices, and cultural representations. Submissions will be evaluated according to criteria of originality, scientific relevance, theoretical and methodological consistency, and analytical depth, in accordance with the editorial guidelines of the journal Gênero.

Submission deadline: 03/01/2027.