CIBERTERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA FEMININA: MÍDIA, MEMÓRIA E AFETOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/4j7vdv02

Palavras-chave:

Colonialidade dos dados, Racismo algorítmico, Necropolítica digital, Plataformização, Soberania informacional

Resumo

O artigo investiga como as infraestruturas digitais reproduzem regimes de colonialidade, epistemicídio e necropolítica, afetando corpos, saberes e estéticas das mulheridades negras, indígenas, quilombolas, periféricas, travestis e trans. O objetivo do estudo é analisar de que maneira a plataformização e os sistemas algorítmicos operam como dispositivos de captura epistêmica, mercantilização cultural e reprodução de hierarquias coloniais no ambiente digital, bem como compreender como práticas insurgentes constroem ciberterritórios de resistência e soberania informacional. A partir de uma abordagem teórico-crítica, interseccional e documental, a análise evidencia que a plataformização opera como um dispositivo de captura epistêmica, estetização despolitizada e mercantilização de saberes e afetos racializados. Os resultados apontam que os algoritmos e os modelos de inteligência artificial reproduzem epistemologias eurocêntricas, apagamentos históricos e hierarquias coloniais, convertendo dados, estéticas e memórias em ativos financeiros. Simultaneamente, o estudo identifica práticas insurgentes como ciberquilombos, ciberaldeias, redes de soberania digital e estéticas do glitch, que operam como infraestruturas sociotécnicas de resistência, reexistência e produção de epistemologias contra-hegemônicas. Conclui-se que os ciberterritórios de resistência não apenas tensionam as arquiteturas tecnocoloniais, mas também afirmam outros modos de existir, comunicar e produzir futuros descoloniais.

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Biografia do Autor

  • Tiago Negrão Andrade, Universidade Estadual de São Paulo

    Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Mídia e Tecnologia da FAAC – Universidade Estadual Paulista (Unesp). Bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, pela Universidade de Sorocaba (Uniso).

  • Maria Cristina Gobbi, Universidade Estadual de São Paulo

    Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Professora Associada em História da Comunicação e Cultura Midiática na América Latina. Realizou Pós-doutorado (2008) no Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo e Doutorado em Comunicação Social na Universidade Metodista de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Pensamento Latino-Americano da Comunicação (PCLA) do CNPq. Atua na área de Comunicação, com ênfase em História da Comunicação e Cultura Midiática, História e Memória (Comunicação), Comunicação Latino-Americana, Culturas Juvenis, Cultura Popular, Diversidade Cultural, Perfis Midiático-culturais (Instituições e Personalidades), Teorias da Comunicação e Cultura na América Latina, Jornalismo e suas nuances sociais e tecnológicas e Tecnologias Digitais na América Latina, Gênero e Desenvolvimento Humano e Social.

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Publicado

18-09-2026