MINERAÇÃO, COMUNICAÇÃO E RESISTÊNCIA FEMININA EM BARCARENA (PA)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/68d0ws63

Palavras-chave:

Mineração, Gênero, Amazônia, Barcarena, Mulher

Resumo

Este artigo busca compreender a resistência feminina à mineração em Barcarena (PA) e o papel da comunicação nesse processo, com foco nas experiências e narrativas de três mulheres líderes comunitárias: Maria do Socorro, Patrícia dos Santos e Rosilda Santos. A partir de entrevistas semiabertas realizadas entre 2020 e 2023 e análise temática (Gomes, 2007), foram identificadas as categorias de análise luta e WhatsApp. Os relatos evidenciam as motivações, os desafios e os sentimentos que permeiam a resistência criada e intensificada pela comunicação. O WhatsApp e o circuito comunicacional identificado são dispositivos cruciais. As narrativas revelam que a resistência é inegociável.

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Biografia do Autor

  • Leonardo de Souza Silva, Museu Paraense Emílio Goeldi

    Museólogo, Mestre em Antropologia com ênfase em Antropologia Social e Doutor em Ciências da Comunicação pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia pela Universidade Federal do Pará. Atualmente, integra o grupo de estudo Narrativas Contemporâneas na Amazônia Paraense (Narramazônia) e coordena o projeto Casa de Cultura Januária Rodrigues no quilombo de São Sebastião de Burajuba, em Barcarena (PA). Possui experiência em documentação, conservação e divulgação de coleções científicas e patrimoniais, com atuação como museólogo voluntário na Coleção do Patrimônio Natural da UFPA (CEPAN/UFPA) e no Centro de Ciências e Planetário do Pará. É bolsista PCI no Museu Paraense Emílio Goeldi, contribuindo para a documentação da coleção indígena, especialmente dos povos do Rio Negro (AM). 

  • Vânia Maria Torres Costa, Universidade Federal do Pará

    Doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF); professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia e da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará, coordenadora do projeto 'Amazônia entre narrativas e interculturalidade pelas trilhas do trem'. É uma das coordenadoras do projeto Narramazônia -grupo de estudos e pesquisas sobre Narrativas Contemporâneas na Amazônia Paraense- parceria entre UNAMA (PPGCLC) e UFPA (PPGCOM). É uma das coordenadoras do projeto de Pesquisa Academia do Peixe Frito, que discute Literatura, jornalismo e Negritude no Pará (UFPA/UNAMA). É membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo.

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Publicado

18-09-2026