COLONIALIDADE E PATRIMÔNIO HISTÓRICO: A GLORIFICAÇÃO DA VIOLÊNCIA DE GÊNERO EM MONUMENTOS BRASILEIROS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22409/1c9rw879

Palavras-chave:

patrimônio, monumentos, mulheres, violência de gênero, colonialidade

Resumo

Este artigo objetiva discutir a relação entre colonialidade e gênero expressa, ainda na atualidade, em monumentos que obliteram as violências praticadas contra mulheres negras e indígenas durante a colonização das Américas. Metodologicamente, partimos do conceito de “colonialidade de poder” de Aníbal Quijano e das proposições de Maria Lugones para analisarmos as narrativas e os silenciamentos presentes na rememoração de figuras ligadas ao colonialismo no espaço público. Como resultados alcançados destacamos que diversos monumentos retratam como heróis figuras que representam o domínio europeu sobre o território brasileiro e também a estrutura colonial que violentou e inferiorizou tudo o que se ligava ao feminino.

 

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Biografia do Autor

  • João Pedro Pezatto, Universidade Estadual de São Paulo
    Professor Associado do Departamento de Educação da UNESP, possui pós-doutorado pela Universidade de Santiago de Compostela, é doutor e mestre em Educação pela USP e graduado em Geografia pela UNESP. Livre-docente em Fundamentos de Prática de Ensino também pela UNESP e atua nos programas de pós-graduação em Educação e Geografia. Suas principais vertentes de estudo envolvem o Ensino de Geografia, Memória e didática da Geografia, História das disciplinas escolares e Currículo.
  • Rafaela Domingues, Universidade Estadual de São Paulo

    Doutoranda em Educação pela UNESP, graduada em História e mestra em Educação pela UFRJ, é professora da rede estadual de São Paulo. Desde a graduação, pesquisa temas relacionados à educação, repressão e autoritarismo no Brasil, com ênfase na ditadura militar, lugares de memória, patrimônio, direitos humanos, movimentos sociais, gênero e relações étnico-raciais.

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Publicado

18-09-2026