Políticas da abstração: pintura e crítica no Brasil e Japão, anos 1950

Pedro Erber

Resumo


Tomando como ponto de partida os comentários do crítico Mário Pedrosa sobre a arte de vanguarda japonesa do pós-guerra, o artigo explora o discurso político em torno à pintura abstrata no Brasil e Japão na década de 1950. Em meio ao antagonismo patente entre a utopia construtivista brasileira e o boom da pintura informal no Japão, revela-se uma convergência fundamental entre os dois contextos no modo em que artistas e críticos conceberam o potencial político da arte e o modo de relação entre arte e sociedade

Palavras-chave


arte; política; década de 1950; vanguarda; Brasil; Japão, construtivismo, Concretismo, abstração, pintura informal; expressionismo abstrato; Mário Pedrosa

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DOI: https://doi.org/10.22409/poiesis.1014.44-57

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